Extra

Pouco conhecida, Aids felina pode destruir a imunidade do animal e levá-lo à morte

Semelhante à Aids nos seres humanos, a FIV faz com que os gatos não sejam capazes de combater nenhuma doença

Apesar de pouco conhecida pelos donos, a Aids é uma doença que acomete os gatos com frequência. Juntamente com a leucemia felina, a FIV (sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) pode destruir a imunidade do animal, fazendo com que ele não seja capaz de combater nenhum doença e podendo levar à morte.

Em entrevista ao G1, o médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel esclarece que a doença é presente apenas nos gatos, não podendo ser contraída pelos seres humanos. Ela é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV (Aids humana), o que faz com que existam inúmeras semelhanças entre as duas doenças.

“O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explica.

Os sintomas que se manifestam nos animais vão desde inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, até insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo.

O veterinário destaca ainda que alguns gatos podem permanecer a vida toda hospedando o vírus, porém sem manifestar nenhum sintoma.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos.”

A forma mais comum de transmissão de um felino para o outro é através da saliva, ou seja, por meio das mordidas durante brigas, lambeduras e compartilhamento de bebedouros e comedouros.

“Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementa Adelmo.

A técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba e dona do gato Vital, comenta que começou a perceber mudanças no comportamento e no aspecto físico do gato. “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, conta.

Tratamento

É importante destacar que, assim como a Aids humana, a Aids felina não tem cura. O tratamento se dá com o conforto paliativo, ou seja, apenas para aliviar a dor do animal, porém sem muitas chances de sucesso.

Adelmo explica que a expectativa de vida de um animal com FIV é muito variável em função de poder existir um portador que não demonstre os sintomas.

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas.”

Além disso, não existe vacina para a FIV. O médico explica que vários tipos de vacinas experimentais estão sendo produzidas por cientistas, porém, assim como na Aids humana, são necessários mais estudos para se chegar a um produto eficiente e confiável.

Cachorros podem contrair a FIV?

O veterinário explica que a doença atinge apenas os gatos. “Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa quando possível e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orienta.

Recomenda-se ainda separar os gatos portadores da doença de outros gatos não infectados e evitar o compartilhamento de bebedouros e comedouros entre animais desconhecidos.

.

FONTE: G1- MT

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]