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Polícia Militar de Rondônia revoga lei do IPVA que está em vigor e segue prendendo geral

Policiais ignoram legislação e declaram a quem questiona que a “lei é inconstitucional”

A Polícia Militar de Rondônia resolveu inovar e passou a aplicar a legislação de jeito criativo, tal qual ensinou o ex-juiz Sérgio Moro e seguindo o exemplo do ex-magistrado, decidiu que a Lei 985/18 de autoria do ex-deputado estadual Hermínio Coelho (PSD), com co-autor Laerte Gomes (PSDB), atual presidente do Legislativo, “é inconstitucional” e não deve ser levada em consideração.

A lei está em vigor, foi amplamente divulgada pelo próprio legislativo mas não está sendo respeitada por decisão da própria corporação, que segue recolhendo os veículos, forçando os condutores ao pagamento não apenas do IPVA, mas também do guincho e das diárias no pátio do Detran. Quem narrou uma verdadeira epopéia em função da apreensão de um veículo, foi o ex-presidente do Tribunal de Contas de Rondônia, Amadeu Machado que é advogado e levou uma “aula de Direito Constitucional” proferida por um policial militar quando foi buscar, na blitz, o carro de seu filho caçula, que voltava para casa com a namorada.

O ex-conselheiro chegou a contestar a retenção do veículo arguindo que a lei estava em vigor, mas o policial, educadamente, informou que a lei “é inconstitucional”.

A PM de Rondônia anda às voltas em outra polêmica. Graças a uma série de medidas adotadas pelo ex-governador Daniel Pereira (PSB), os policiais passaram a elaborar os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e por último andam pedindo até exames tanatoscópicos em investigações que envolvem a própria corporação.

Leia abaixo a narrativa de Amadeu Machado sobre o episódio envolvendo a retenção do veículo:

O PATRÃO É OTÁRIO

Madrugada de sábado para domingo, tipo 04:30, toca meu telefone. No display aparece o nome do meu filho, Lucas. Dá um frio na barriga, por conta do horário.Atendo com a voz meio tremida. – Que há, meu filho- Seguinte pai, caí numa blitz e o IPVA está vencido. Eles vão recolher o carro.

Ele me informou onde estava; levantei e minha mulher também. Trocamos pijama por roupas adequadas e fomos ao local.Já me fizeram entrar no brete, pediram-me documentos do veículo e habilitação, mesmo eu dizendo que viera atender ao meu filho, apontando para o rapaz que estava na calçada, de mãos dadas com a namorada e segurando pela coleira um cãozinho, ao qual ele deve estar dando treinamento para a boemia.Documentação em ordem, outro brete para o teste de álcool.

Como eu só bebo álcool quando acaba a pinga, o resultado deu zero. Enquanto isto eu conversava com um policial militar, muito educado e respeitoso Não pude ver se era soldado, cabo, sargento ou oficial porque estava meio escuro no local.Timidamente eu ponderei ao militar que lera recentemente em vários veículos de comunicação que estava vigorando uma lei que proibia a apreensão do carro, na hipótese de estar desatualizado o imposto.

Ele me olha com olhos penalizados e me diz:- Pois é senhor, mas esta lei é inconstitucional e nós estamos aplicando o CTB, que é lei superior.CTB é o código de trânsito brasileiro.Eu ponderei, ainda mais timidamente que esta lei não tivera sua inconstitucionalidade declarada pela justiça, ao que ele retrucou dizendo não ser necessário.Tomei uma lição sobre inconstitucionalidade de lei em plena madrugada.

De qualquer forma a caminhonete já havia sido removida e de nada adiantaria eu insistir, porque levaria outras formidáveis lições de direito constitucional.Embarquei meu pessoal, inclusive o cão e tomamos rumo de casa.Passei o domingo ruminando. Que palhaçada é essa que assembleia legislativa inventou. Fui buscar informação e vi que a tal lei, que fora divulgada intensamente, iniciativa de um deputado da legislatura passada, havia sido aprovada pelo parlamento e encaminhada ao governador do estado, para ser sancionada. Como o chefe do executivo não a sancionou, mas deixou correr em branco o prazo para o veto, suponho, o presidente da assembleia, o rápido, dinâmico, destemido e expedito deputado Laerte, promulgou a lei e mandou “release” aos quatro ventos dando conta de seu heroico ato.Palhaçada!!!Chegou a segunda-feira. Pulei cedo da cama e fui ao oneroso Detran onde me contemplaram com uma ruma de boletos.

Depois de pagos eu deveria me reportar a setor de liberação de veículos. Assim o fiz, ainda dolorido das facadas que recebidas. Cada boleto uma faca.No setor de liberação me deram mais boletos. Precisava pagar vistoria, guincho e diária do veículo.Ah, tinha mais, a vistoria já constava no sistema, apenas que faltara conferir a numeração do chassis. Não fizeram porque a caminhonete tem forro carpetado e para chegar ao número é necessário cortar um pedaço dessa cobertura. Para fazer isto o vistoriador precisa da presença e autorização do proprietário.Explicaram-me onde ficava o depósito e para lá me movimentei. Portões enormes de ferro, onde tem uma fresta. Por ali apareceu um par de olhos que me perguntou o que eu queria.Expliquei e ele abriu me permitindo adentrar ao recinto.Conduziram-me a uma sala onde fui recebido por um funcionário, ao qual tive que dar as mesmas informações que já dera ao par de olhos na porteira.

Então ele se foi atrás do meu carro, voltando todo posudo ao volante. Descreveu o procedimento que faria, já com um baita estilete na mão.Dei o consentimento e ele fez o que tinha que fazer. Fotografou o número do chassis e o enviou para o setor de liberação.Agora volto ao caixa do banco para pagar as outras taxas e, com ar vitorioso me dirijo ao setor onde deveriam me liberar o carro e me entregar o documento atualizado.O servidor olha novamente toda a documentação, confere que tudo estava pago e aí me diz:- Pois é senhor, agora eu teria que lhe dar a autorização para a liberação do seu carro, mas acontece que o sistema caiu e acho que não volta mais hoje, assim vou lhe pedir que retorne amanhã.Eu ainda fiz uma tentativa:- Meu amigo, vamos fazer uma simulação. Suponhamos que o sistema não volte mais, eu vou ficar sem o meu carro para sempre. Não há um procedimento físico que substitua o eletrônico?Resposta lacônica.- Aí tem que falar com o Diretor.Voltei para casa e amanhã, se o sistema permitir, eu pego minha caminhonete.

À tarde fui trabalhar e esta situação toda não saía da minha cabeça.Fiz algumas rememorações e lembrei que quando chefiei a casa civil do governo do estado, inúmeras vezes nos víamos diante de algum estrupício de lei que a assembleia mandava, para o governador sancionar.Eram coisas horrorosas, sem nexo, sem mínima preocupação com razoabilidade, que dirá com constitucionalidade.Conversava com deputados e eles, sempre com aquele ar inteligente e malandro diziam que o projeto era um reclamo da sociedade e que, mesmo sabendo que a parte nitidamene ilegal do que eles haviam aprovado não seria possível executar, o nobre conjunto de deputados votava pela legalidade e constitucionalidade como forma de demonstrar que haviam atendido ao pedido dos eleitores e que ficasse o governador com o desgaste de vetar.Ou seja, eles queriam ficar bonitos no retrato.E, com certeza, passados quase trinta anos, eles continuam fazendo as mesmas porcarias e se achando máximo.De fato, a lei local é inconstitucional, porque investe contra o regramento contido em lei federal.

Mas, sempre o mas, a mesma constituição garante ao cidadão que ele não pode ter seu patrimônio apreendido antes de ocorrido o devido processo legal.Apreender o automóvel do cidadão é forma de confisco, o que também é vedado pela espezinhada carta magna.Deixar o cara a pé no meio da rua, possivelmente lhe tomando instrumento de trabalho, não é forma de cobrar tributo.O supremo tribunal federal já afirmou a ilegalidade da apreeensão e ela continua sendo praticada sem o menor pudor.Porque o título “O PATRÃO É OTÁRIO”.

Quando presidi o Tribunal de Contas, nas muitas palestras que fiz e mesmo nos processos em que oficiei, eu sempre ponderava sobre a imperiosa necessidade de respeitarmos o nosso Patrão; o dinheiro que gastamos na administração pública é dele e o mínimo que podemos e devemos fazer é sermos zelosos e criteriosos no uso do dinheiro público.Para espanto de muitos que questionavam como poderosos do serviço público poderiam ter Patrão, eu afirmava que sim, tínhamos um Patrão e o Patrão é o CONTRIBUINTE.Eu também sou contribuinte e meus servidores (servidores públicos) me tratam com arrogância e indiferença.

Deputados que são eleitos pelo povo e recebem régios subsídios e mais uma penca de auxílios, passam seu precioso tempo com futricas e legislam da pior maneira.Há relatos de ocorrência de propinas exigidas para aprovação de projetos de lei, o que torna nojenta e repulsiva a atividade desses legisladores.Não é por outra razão que Rondônia é o Estado que está na relação dos que tem mais leis declaradas inconstitucionais. Por outro lado o Poder Executivo, que deveria ter vetado a lei, preferiu silenciar, se é que não houve veto.Aí a presidência do poder legislativo manda notas de autopromoção para todas as redes de comunicação, dizendo que, de hoje em diante nenhum veículo poderá ser apreendido por estar em atraso o IPVA.Sempre lembrando que para ter seus atos divulgados e exaltados pelo sistema de comunicação vigente, generosas quantias são liberadas para as empresas jornalísticas, sites, rádios e televisões.

Este é um assunto ao qual vou me dedicar em outra oportunidade, porque a sangria é grande.O Patrão otário, que havia esquecido de pagar o imposto, que vai para os bolsos dos deputados e do governador, sob forma de remuneração pelos trabalhos que eles devem prestar a mim e a todos os patrões, recebe dura lição de um policial militar e, como faziam onze dias que o imposto estava vencido, precisou passar por toda esta situação constrangedora.Como o Supremo Tribunal Federal, que também está mais sujo que pau de galinheiro, em seus bons e áureos tempos, já dissera que apreender bens não é forma de cobrar tributos, se o Estado com um todo, fosse legalista e prestigiasse os princípios constitucionais que regem a administração pública – Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência – esta vergonhosa e humilhante situação a que, arrogantemente o estado servidor impõe ao seu PATRÃO, contribuinte, não mais estaria ocorrendo.

Por outro lado, legislar para parecer sensível, conquistar eleitores e se perpetuar no poder, editando regras imbecis e sem amparo, deveria ser procedimento censurável e objeto de perda de mandato.Exigir propina para aprovar projetos de lei, ou nos mesmos inserir benesses para terceiros é uma traição aos mandatários, eis que os servidores todos, inclusive deputados, ao tomarem posse juram respeitar a constituição e as leis. Quebra de juramento é, com certeza, quebra de decoro.

Gastar o dinheiro do PATRÃO em obras suntuosas, mordomias e propaganda pessoal, enquanto o dono do dinheiro padece com serviços precários na educação, insuficientes na segurança e desumanos na saúde, teria que ser tratado como crime.No outro ponto, chama a atenção que o Poder Executivo não balbuciou uma palavra sobre a tal lei e quem se encarrega de dizê-la inconstitucional, sem que ainda o seja, é o Policial Militar que atua na blitz. Falha clamorosa do chefe do poder, que também deve ser censurada e repudiada.

Depois disso tudo volto a afirmar o que diz o título O PATRÃO É OTÁRIO.

 

FONTE: PAINEL POLITICO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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