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Polícia levanta suspeita de envolvimento de juiz em morte de advogado em Cacoal; Magistrado acusa polícia de querer acobertar crimes

O juiz Carlos Roberto Rosa Burck, da 1ª Vara Criminal de Cacoal, registrou  boletim de ocorrência, por suposto abuso de autoridade, no início da noite desta sexta-feira, 25, horas depois de ter sua casa vasculhada pela Polícia Civil em cumprimento a mandado de busca e apreensão assinado pelo desembargador Daniel Ribeiro Lagos, do Tribunal de Justiça de Rondônia.

Segundo o próprio juiz relatou no boletim de ocorrência, seu nome foi incluído como investigado pelo homicídio do advogado Sidney Sotele, morto com 14 tiros de pistola .40 no gramado da Câmara de Vereadores de Cacoal em 7 de maio deste ano por pistoleiros.

O advogado era procurador da Câmara de Cacoal e foi morto quando chegava ao prédio do legislativo municipal.

Advogado Sidney Sotele, morto com 14 tiros de pistola .40 no gramado da Câmara de Vereadores de Cacoal, onde trabalhava como procurador

Em relação à suspeita levantada pela polícia, o magistrado narrou na ocorrência: “… quem quer que seja o responsável da Polícia Civil pela inclusão do meu nome como investigado pelo homicídio do advogado estava querendo em verdade dar vazão a represália por inúmeras decisões que tomei como juiz nos últimos meses e que contrariam os interesses da Polícia Civil”.

Na ocorrência, registrada na 1ª Delegacia de Polícia de Cacoal, o magistrado alega estar sendo vítima de abuso de autoridade.

A ordem de busca e apreensão foi expedida contra o juiz e sua mulher, Fernanda Seady de Souza.

O casal também teve o sigilo bancário e telefônico quebrado por ordem do desembargador. A polícia levou seus respectivos aparelhos celulares.

OUTROS ASSASSINATOS

Num outro trecho da ocorrência, o juiz  informa que leu na “ decisão (do desembargador Lagos ) que um dos motivos pelo qual eu era considerado suspeito havia sido o indeferimento de acesso aos telefones de Diego e Douglas Brites, brutalmente assassinados em Ministro Andreazza.

Eu havia indeferido o acesso pela Polícia Civil em razão do requerimento formulado pelo Dr. Osmar Marcelino não trazer justificativa jurídica mínima e o fiz depois de mandar o processo ao Ministério Público e posteriormente por duas decisões com seis ou oito laudas cada uma, sendo que os autos estão no Ministério Público para manifestação ou complementação do pedido”.

IRMÃOS EXECUTADOS

Os irmãos Douglas Brites Rego, de 23 anos, e Diego Brites Rego, de 28, foram assassinados com vários tiros na manhã do dia 1º de agosto deste ano quando dormiam em casa na cidade de Ministro Andreazza, onde o advogado Sidney Sotele morava e havia trabalhado.

Eles foram mortos dentro do quarto após um grupo de homens, se dizendo da polícia, arrombar e invadir a residência . Em seguida, executaram a dupla com tiros à queima roupa.

Diego usava tornozeleira eletrônica e tinha pelo menos nove registros de ocorrências policiais  contra ele, incluindo homicídio, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma, entre outras acusações, e já havia sobrevivido a  dois  atentados, um em 2015 e outro em 2017.

Pouco antes de ser executado junto com o irmão, ele teria ameaçado um policial de Andreazza, obrigado a deixar a cidade.

LEIA TRECHOS REVELADORES DAS DENÚNCIAS FEITAS PELO JUIZ NA DELEGACIA DE CACOAL NESTA SEXTA-FEIRA

Carlos Roberto Rosa Burck:

“Eu havia ordenado a retirada dos dois celulares das vítimas (irmãos Brites) do poder da Polícia, sua lacração e vinculação ao pedido indeferido, por que constatei nas referidas decisões que a Polícia Civil havia propositalmente desconsiderado a possibilidade de que o homicídio dos irmãos Brites tenha ocorrido em razão de ameaças que Diego teria feito a um Policial Civil de Andreazza, que necessitou, segundo o Dr. Osmar Marcelino para outro Estado.

Do depoimento da viúva não havia sido colhido o que era essencial, a descrição de um dos assassinos, o que abriu a porta.

O termo de oitiva da irmã do policial civil ameaçado, bem como todos os requerimentos do Osmar Marcelino para a prisão, quebra de sigilo, busca e apreensão constavam o nível de risco da vida do referido policial civil ameaçado. O que devia ser objeto da investigação foi a princípio desviado do foco.

Minhas decisões chegaram ao conhecimento dos delegados e com certeza isso é uma das razões pelas quais tentam atribuir qualquer envolvimento no homicídio do advogado Sidney Sotele. Outra razão recente que está por trazer grande incomodo a Delegado de Polícia e Policiais Militares é que sabem que tenho proferido decisões em inquérito que foi instaurado 45 dias depois do policial militar José Cardoso acidentalmente ou não, ter efetuado dois disparos contra um suspeito chamado Lucas da Silva Melo. Nesse Inquérito foram feitas várias versões da ocorrência e não incluídos no Inquérito.

O Delegado Bruno Lins Cavalvante encaminhou a Politec um ofício solicitando a degravação dos dados contidos no aparelho celular no rapaz baleado, descumprindo o dever de obter tal acesso somente por decisão judicial.

Enquanto aguardo ofício da Politec é que sou pego de surpresa com o encalhamento do meu nome em público, mediante sonegação evidente de informações ao Desembargador relator do processo.

No inquérito onde deveria se apurar no mínimo Lesão corporal ou tentativa de Homicídio, as duas ocorrências foram de Direção Perigosa e Desobediência, sendo que uma delas que foi entrega nas mãos do juízo pela mãe do rapaz baleado foi surrupiado do Inquérito.

Na portaria do Inquérito que deveria apurar o fato mais grave, qual seja do rapaz ter sido baleado, o Dr. Edson Florência mandou aprender uma arma que estaria com Lucas da Silva Melo que nunca existiu, e não efetuou a apreensão da arma do Policial Militar dos fatos.

Os Delegados de Polícia tem amplo conhecimento de que venho tomando decisões para esclarecer esses fatos e tomar as medidas necessárias e, inconformados querem impor 20 anos de magistratura no lixo.

Estive por quase dois anos protegidos por Policiais Militares contra a minha vontade com sacrifício pessoal e da minha família sem poder sair de casa e querem jogar tudo isso no lixo.

É mencionada na decisão por que os Delegados que tentam me incluir nessa sujeira toda, suposto depoimento de um cidadão chamado Gilberto da Silva dos Santos.

Esse senhor foi testemunha que me levou a decretar a prisão preventiva de Diego Brites Rego, Maurício Giovanes e outros envolvidos em pelo menos três homicídios. Posteriormente da morte do advogado Sidney Sotele eu deferi a Policia Civil à quebra de todos os sigilos de Diego Britis.

Não há a mínima lógica em o indeferimento injustificado da quebra do sigilo das vítimas Diegos e Douglas serem indícios de responsabilidade mínima, por que se a negativa do acesso por justificadas razões à Polícia Civil dos dados do telefone da vítima Diego se dava em razão de certa suspeição da Policia investigar a morte deles, depois da morte do advogado Soteles eu havia determinado as quebras de sigilos, as buscas e apreensões e as prisões de todos os supostos integrantes da quadrilha.

Se eu tivesse qualquer envolvimento com esse fato eu ia conceder todas essas medidas contra os integrantes da quadrilha que a própria polícia deu como resolvido, inclusive com entrevista dos vaidosos Delegados que agora querem me constranger por que não se conformam com as minhas decisões, ou seja, eles sabem que sou inocente e estão querendo me envolver num único fato que eu poderia ser envolvido, por que todo mundo sabia que o Sidney Sotele queria me matar.

Puseram em engano propositalmente o Eminente Desembargador e chamaram a imprensa, tudo para me desacreditar que sabe que estou prestes a adotar medidas que determinam a apuração de condutas de Policiais Militares e Policiais Civil.

Querem que o indeferimento do pedido da Polícia Civil se constitua crime. Nas declarações prestadas por Gilberto nunca foi citado nenhum juiz, muito menos o meu nome.

O escopo da conta dos Delegados é me incriminar para desacreditar nas medidas que já venho tomando, ou seja, me imputar falsamente um crime.

A medida contra mim era para os Delegados terem acesso a dois celulares que podem ter dados que incriminem Policiais Civis ou Militares”.

FONTE: TUDO RONDONIA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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