Noticias

PIB do Brasil cresce 1% no 1º trimestre de 2017, após 8 quedas seguidas

Renda e economia. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Agropecuária foi o destaque na primeira alta da economia em 2 anos. Tecnicamente, resultado positivo tira o país da recessão.

A economia brasileira voltou a crescer após oito trimestres seguidos de queda. Nos três primeiros meses de 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 1,0% em relação ao 4º trimestre do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, a economia “encolheu” 3,6% – confirmando a pior recessão da história do país.

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,595 trilhão no primeiro trimestre. Sobre o avanço de PIB de 1%, o crescimento ocorreu sobre uma base bastante deprimida, destaca Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. “Além disso, a gente está no mesmo patamar de PIB que a gente tinha no final de 2010”.

Agronegócio foi destaque entre os setores

A agropecuária registrou a maior expansão em mais de 20 anos e foi destaque entre os setores da oferta calculados pelo IBGE, com salto de 13,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A safra recorde de grãos ajudou a impulsionar o resultado. Foi o maior crescimento desde o 4º trimestre de 1996.

“Apesar de a agropecuária pesar 5,5% no Valor Adicionado da economia [participação do setor no cálculo do PIB], os prognósticos de recorde de safra, isso puxou todas as taxas para cima”, avalia a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Rocque Palis.

Em seguida, a indústria subiu 0,9% após dois trimestre de queda, enquanto o setor de serviços não teve variação. “O serviço, que representa mais de 73,3% do valor adicionado total da economia, puxou para baixo o desempenho do PIB”, diz Rebeca.

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Do lado da demanda, todos os componentes do PIB apresentaram queda na mesma base de comparação. O consumo das famílias recuou 0,1%, enquanto os gastos do governo caíram 0,6%, e a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) encolheu 1,6%.

Nos quatro últimos trimestres terminados em março, o PIB acumulou queda de 2,3% em relação aos quatro períodos imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da contração de 2,1% do Valor Adicionado (VA) a preços básicos e do recuo de 4,1% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Comparação com o ano anterior

Em relação ao 1º trimestre do ano anterior, o PIB caiu 0,4%, o 12º resultado negativo seguido. Também nesta base de comparação, a agropecuária se destacou com alta de 15,2% na geração de Valor Adicionado, mas a indústria sofreu queda de 1,1% e serviços recuou 1,7%.

Pelo oitavo trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo na comparação com igual período de 2016. No primeiro trimestre de 2017, a Despesa de Consumo das Famílias caiu 1,9%.

A taxa de investimentos ficou em 15,6% do PIB. De acordo com Claudia Dionísio, gerente de Contas Trimestrais do IBGE, esta foi a menor taxa registrada em toda a série histórica, com início em 1996. Antes, a menor taxa foi registrada no 1º trimestre do ano passado, quando foi de 16,8%.

“A gente continua tendo queda nos investimentos. Foi puxado muito pela queda na importação de máquinas e equipamentos no trimestre”, afirma a coordenadora do IBGE.

Já a taxa de poupança foi de 15,7% no primeiro trimestre, frente a 13,9% no mesmo trimestre do ano anterior.

Revisão do PIB do 4º trimestre

O IBGE revisou as taxas do PIB do ano passado. No 4º trimestre, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 0,5%, ante o resultado negativo de 0,9% anteriormente divulgado. No 3º trimestre, o PIB foi revisado de queda de 0,7% para recuo de 0,6%.

No 2º trimestre de 2016 não houve revisão. Já no 1º trimestre, a taxa foi revisada de queda de 0,6% para retração de 1,0%. O IBGE destacou, no entanto, que as revisões não alteraram a taxa do acumulado do ano, que foi de queda de 3,6%.

 (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

 Fonte: G1

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]