Noticias

Petroleiros decidem entrar em greve

Paralisação nacional da categoria é motivada pelo fechamento da fábrica de fertilizantes no Paraná, que vai custar cerca de mil empregos, e tem como objetivo fazer frente ao projeto de desmonte da estatal que vem sendo encampado pelo governo Bolsonaro

Após dezenas de atos por todo o Brasil contra o fechamento da da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen), no Paraná, trabalhadores da Petrobras decidiram entrar em greve. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), serão realizadas nas próximas semanas assembleias para que a greve nacional seja deflagrada em 1º de fevereiro.

Com o fechamento da fábrica no Paraná, cerca de mil trabalhadores serão demitidos. Com a greve, os petroleiros pretendem defender os empregos na Petrobras e denunciar o projeto de desmonte da estatal que vem sendo promovido pelo governo Bolsonaro.

De acordo com Roni Barbosa, secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e petroleiro,  o governo Bolsonaro quer entregar o patrimônio do povo brasileiro aos estrangeiros, mesmo diante dos lucros da Petrobras. Segundo o dirigente, a Petrobras teve um lucro no ano passado de mais de R$ 15 bilhões e distribuiu lucros aos acionistas de R$ 2 bilhões.

“Eles [governo] se preparem porque o povo brasileiro vai cobrar essa atitude antipatriótica. O nosso país merece muito. Essa empresa é do povo e não de acionistas internacionais que estão levando o nosso dinheiro e seu lucro para fora do país”, afirma.

“As estatais estrangeiras estão expandindo seus negócios, mas não entregam o patrimônio deles. Estão vindo para cá, para investir, mas pode ser que eles não precisem operar essa refinaria e prefiram hibernar, fechar. Estamos todos no mesmo barco, na mesma situação e a hora de reagir é agora”, completa o sindicalista.

Fechamento de fábrica 

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (14) o fechamento da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen), no Paraná. A decisão faz parte do processo de encolhimento da estatal que já acontece há mais de dois anos, mas ganhou novo fôlego com o governo do presidente Jair Bolsonaro e as orientações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Com o fechamento da Ansa, 396 trabalhadores diretos e mais 600 terceirizados serão demitidos.

“Com a decisão, a empresa dá continuidade à sua estratégia de sair do segmento de fertilizantes e focar em ativos que gerem maior retorno financeiro e estejam mais aderentes ao negócio”, diz a empresa em comunicado.

A decisão, na prática, representa uma “hibernação” da fábrica, na qual a Petrobras tentou vender, mas foi impedida por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin acatou liminar apresentada por sindicatos e entidades de petroleiros que eram contra a venda da Araucária e da Transportadora Associada de Gás (TAG).

FONTE: REVISTA FORUM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]