Resenha Politica

Pesquisas: ‘A pesquisa retrata uma realidade momentânea e pode ser bem feitas ou “emprenhadas” -por Robson Oliveira

REPERCUSSÃO 

Lamentavelmente foi necessário que um ambientalista estrangeiro estivesse entre os dois desaparecidos no alto amazonas para que o desmonte governamental nas políticas ambientais tomassem a dimensão que estamos a testemunharmos. Não são poucos ambientalistas brasileiros que tombam todos os dias por defenderem a Amazônia sem a mesma repercussão para que o tema volta à pauta governamental.  O sumiço de Dom (cidadão inglês) e Bruno (nosso compatriota) encarna uma realidade horrorosa de crimes perpetrados com o mesmo modus operandi contra os defensores da Amazônia na atual gestão de Bolsonaro.

DESMONTE 

Não e segredo nem para os neófitos no assunto que o presidente tem afrouxado toda a legislação ambiental para facilitar a exploração indevida dos recursos naturais a garimpeiros, madeireiros, pecuaristas e setores do agro, além de desmontar toda fiscalização dos órgãos para facilitar a exploração fora da lei. A visão tosca do governo sobre a forma de explorar as riquezas amazônicas propicia a violência que estamos a presenciar. A inércia governamental em impedir o desmate da floresta encorajou atividades de mineração ilegal em terras indígenas, suspendeu a criação de novas áreas de conservação, desmontou os órgãos de controle e, portanto, fez vistas grossas a grilagem, garimpagem, extração de madeira. Neste diapasão de mazelas, o tráfico de entorpecentes encontrou terreno fértil para se expandir.

TOSCA  

Para alguns setores, inclusive em Rondônia, unidades de conservação é um atraso ao desenvolvimento. Uma visão tosca uma vez que Rondônia conhece bem o ciclo do ouro e da madeira, setores que quando se expandem, trazem consigo muito mais mazelas sociais do que distribuição de riquezas. Poucos que ganham com estas atividades, inclusive contribuem para aumento do contrabando. Há quem defenda abertamente a revogação dos unidades de conservação sob leviandade de que estas unidades atrasam o desenvolvimento. Ainda bem que esta visão coalha esta circunscrita a uma bolha ideológica que CORAGEM

É preciso coragem para denunciar os crimes contra o meio ambiente e firmeza para suportar os impropérios dos intolerantes que veem nossos recursos naturais como um meio de especular e ganhar uma grana fácil. É preciso que se diga que agronegócio é importante na produção de alimentos, mas emprega muito pouco em razão da tecnologia agregada. Sua expansão sem compatibilizar com políticas de preservação será uma tragédia anunciada num  futuro próximo.

ISOLAMENTO 

Os néscios não ligam para o futuro porque enxergam somente o umbigo, no entanto, cada vez mais, o mundo vai impor sanções para aquisição de produtos oriundos da Amazônia sem um plano adequado de manejo. A continuar este desmonte das políticas de preservação, é possível que não teremos mercados consumidores fora do país para vender os produtos. Revogar as unidades de conservação, é o caminho mais rápido para que estas sanções sejam adotadas com mais rapidez. Coragem!

COMBATE 

Embora haja um desmonte proposital no combate firme aos crimes ambientais, nos últimos dez dias, em Rondônia, ocorreram duas ações policiais que revelam o modus operandi da turma que exige afrouxamento das leis ambientais. Invadem as reservas para retirar dela as riqueza e vendem o lote para a pecuária extensiva ou o plantio da soja que cada dia se expande sobre nossas riquezas naturais provocando todo tipo de desequilíbrio na fauna e flora. São ações desta monta que deveriam ocorrer permanentemente uma vez que os depredadores não dormem no ponto.

DENUNCIA 

O ex-superintendente da Polícia Federal Alexandre Saraiva deu uma declaração bombástica ontem a uma emissora de TV fechada acusando políticos da região com os crimes ambientais. É uma denúncia a ser investigada por ter sido feita por um dos mais qualificados profissionais da policia brasileira. Saraiva foi afastado da Superintendência exatamente por combater de forma implacável dos grupos criminosos instalados no Amazonas. O Congresso Nacional deveria convocar o policial para esclarecer melhor os políticos envolvidos com crimes ambientais, entre outros.

VIOLÊNCIA  

A coluna alertou dias atrás do aumento da violência em Rondônia, em especial na capital, com cenas de tiroteio a luz do dia. Ao que parece o governo, comandado por um coronel, prefere permanecer na inércia que ingressou desde que assumiu a condução do governo. Não há um ato concreto para minimizar a violência que campeia no estado. Marcos Rocha visitou alguns trechos de asfalto que realiza para mostrar durante a campanha eleitoral, mas tem sido acompanhado por um número bem significativo de seguranças da nossa força militar. Ele sim, está seguro. Já a população…

PESQUISAS 

Em breve uma emissora nacional vai divulgar a primeira pesquisa eleitoral para presidente, governador e senador. As pesquisas, a exemplo das urnas eletrônicas, serão as mais contestadas pelos negacionistas. Exceto na hipótese dos números serem favoráveis para seus candidatos. Vêm surpresas por ai.

CAMPANHA 

Enquanto Marcos Rocha (União Brasil) continua perambulando na companhia dos prefeitos visitando obras de pavimentação urbanas, Marcos Rogério (PL), Léo Moraes (Podemos) e Vinicius Miguel (PT-PSB- PCdoB e Cidadania) intensificam as visitas no interior com reuniões. Quem melhor aproveitou a semana que passou foi Léo que fez reuniões, concedeu entrevistas no rádio e percorreu dezessete municípios. Na medida que o eleitor do interior vai conhecendo as suas propostas mais avança sobre estes redutos.

SOPAPOS 

A refrega da campanha em sim ainda não começou, nem os sopapos. Mas é natural que comece se acirrar na medida que as convenções homologuem as candidaturas. Não há campanha sem críticas, sem que um candidato aponte os defeitos do outro. Somente os ingênuos acreditam que no calor de uma campanha não sobra sopapos. Os próprios grupos engajados nas candidaturas anteciparam o acirramento nas redes sociais e revelam o que vai ocorrer na campanha.

PRESSÁGIO 

Já começaram a sair pesquisas por ai. A pesquisa retrata uma realidade momentânea e pode ser bem feitas ou “emprenhadas”. Todos os candidatos estão monitorando com as próprias pesquisas para definir duas estratégias. A pesquisa para o público não tem mais aquele efeito de antigamente que influenciava na hora voto. Há muito tempo não muda nada. O candidato que utilizar desta esparrela tem tudo quebrar a cara. Somente amador insiste no passado. Nas eleições de 2018, Maurão apareceu em primeiro com uma boa diferença do segundo, mas sequer foi ao segundo turno. Os primeiros números são um bom presságio.

Coluna Resenha Politica – por Robson Oliveira

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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