Religião

Pesquisa revela depressão no clero: os padres escutam, mas não têm quem os escute

Na intenção de oração para o mês de outubro, Leão XIV pediu uma Igreja que seja “casa aberta e espaço seguro”, que acolha sem julgar as pessoas que enfrentam sofrimento psíquico. No Brasil, uma pesquisa sobre a saúde dos sacerdotes realizada entre 2022-2023 revelou desafios como estresse, ansiedade e depressão, além da importância da escuta e do acompanhamento contínuo.

“Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar, uma comunidade que acompanha e não exclui, que escuta sem julgar e se aproxima sem medo”, é o pedido de Leão XIV na intenção de oração para o mês de outubro, dedicada à pastoral da saúde mental. O Pontífice pede que essa pastoral seja integrada em toda a Igreja, para combater o estigma e a discriminação, e para acompanhar sem julgamentos quem sofre com ansiedade, depressão e outras doenças mentais.

O apelo também diz respeito àqueles que dedicam a vida a cuidar dos outros. Sacerdotes, religiosos, religiosas e missionários também enfrentam fragilidades emocionais, pressões e situações de sofrimento. Uma pesquisa realizada no Brasil sobre a saúde do clero evidencia a importância de ampliar o olhar para essa realidade, ainda pouco discutida publicamente.

Padres escutam muita gente, mas não têm quem os escute

O padre passionista José Carlos Pereira, teólogo pastoralista e doutor em Sociologia, dedicou-se a investigar as condições de saúde física e mental dos sacerdotes brasileiros. A origem do trabalho está em uma pesquisa anterior, realizada durante o pós-doutorado em Antropologia Social, quando, junto a uma equipe, ouviu aproximadamente 10 mil padres por meio de um extenso formulário.

Naquele levantamento, a saúde mental apareceu entre os aspectos que despertaram preocupação. Segundo o pesquisador, outro fator que o levou a aprofundar a investigação foi o que descreveu como um alto índice de suicídio entre membros do clero. A partir dessas constatações, decidiu desenvolver uma nova pesquisa individual, realizada entre 2022 e 2023, voltada especificamente às condições de saúde dos sacerdotes, com aproximadamente 2 mil participantes. Entre os resultados, um dado chamou a sua atenção: o estresse.

“Isso é uma surpresa para muita gente, porque boa parte das pessoas imagina que padres não têm preocupações, não têm pressão, que não sofrem. E a pesquisa mostrou o contrário: um alto índice de padres acometidos por estresse, de vários níveis”, afirma ele. Além do estresse, a ansiedade e a depressão também se destacaram entre as condições identificadas pelo pesquisador.

A investigação incluiu ainda entrevistas presenciais com cerca de 200 sacerdotes, nas quais José Carlos percebeu a dificuldade de falar abertamente sobre questões psicológicas. Ao mesmo tempo, identificou uma necessidade recorrente de encontrar alguém disposto a escutá-los:

“Na conversa pessoal, senti retraimento de muitos padres em falar sobre determinados temas, sobretudo quando adentrava questões psicológicas. Embora percebesse uma necessidade muito grande que os padres têm de encontrar pessoas que os escutem. Os padres não têm quem os escute. Nós escutamos muita gente, mas não temos muitas vezes quem nos escute.”

Os resultados foram reunidos no livro Cura-te a ti mesmo: enfermidades e cuidados de saúde do clero, lançado em 2025 pela editora Paulus. Após a publicação, segundo o pesquisador, sacerdotes e até bispos entraram em contato para dizer que se sentiram representados pela obra.

Os desafios da prevenção nas dioceses

José Carlos avalia que a prevenção em saúde mental ainda ocorre de maneira desigual entre as dioceses e costuma se concentrar no período de formação. Depois da ordenação, muitos padres relatam sentir falta de espaços permanentes de acompanhamento e escuta.

Para ele, o cuidado preventivo deveria integrar de maneira recorrente a formação do clero. O receio de se expor diante dos superiores, porém, pode dificultar a manifestação do sofrimento. “Muitos padres só vão falar que estão passando por dificuldades quando o problema já se tornou público ou não estão suportando mais”, afirma.

O pesquisador considera que a saúde psíquica dos sacerdotes ainda é um tema pouco discutido abertamente na Igreja. Embora existam iniciativas de acompanhamento em algumas dioceses, ele defende o fortalecimento da fraternidade presbiteral e de espaços em que os padres possam compartilhar suas dificuldades sem medo de julgamento.

O preço de estar sempre disponível

Para o Frei Vagner Sanagiotto, carmelita, psicólogo, doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e autor de 15 livros sobre saúde mental na Vida Consagrada e presbiteral, o sofrimento psíquico entre sacerdotes não é um fenômeno novo. O que mudou, segundo ele, foi a possibilidade de reconhecer e compreender melhor essas experiências por meio da psicologia e da psiquiatria. O adoecimento, explica ele, não pode ser atribuído a uma única causa. Trata-se de uma realidade complexa, na qual se combinam fatores pessoais, comunitários, institucionais, culturais e espirituais, em uma sociedade marcada pela aceleração, pela cobrança e pela redução dos espaços de cuidado e convivência.

A partir da sua experiência clínica e de pesquisas, Sanagiotto aponta que a sobrecarga de atividades, a dificuldade de garantir períodos de descanso, a solidão, os conflitos comunitários, as cobranças pastorais e as mudanças de missão podem contribuir para o sofrimento. A esses fatores somam-se questões relacionadas à afetividade, à história pessoal e às características de personalidade. “Não existe uma causa única para o sofrimento psicológico”, ressalta.

Nesse contexto, a formação sacerdotal tem um papel importante, mas precisa preparar os futuros padres para as situações concretas que encontrarão ao longo do ministério. Para o psicólogo, o acompanhamento humano não deve terminar com a formação inicial, mas permanecer como parte da vida sacerdotal:

“A formação humana deve ser o fundamento de toda a formação sacerdotal, mas a formação continua ao longo da vida. Bem preparado não é aquele que nunca sofre, mas aquele que aprende a reconhecer o sofrimento, a buscar apoio e a amadurecer.”

O cuidado, na avaliação do frade, não pode depender apenas da iniciativa individual de cada sacerdote. É necessário que as instituições eclesiais garantam condições para o descanso regular, o acompanhamento pessoal, o cultivo de amizades e a procura por ajuda especializada quando necessário. Os leigos também podem contribuir nesse processo, reconhecendo que os padres precisam de escuta e acolhimento.

Uma casa aberta ao cuidado

Essa “casa aberta” que Leão XIV pede é o que busca ser o Centro de Revitalização Âncora, em Pinhais (PR), onde trabalha a Ir. Silvia Cristina Maia, das Irmãs da Copiosa Redenção. Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, ela atua há seis anos no centro, que oferece um processo psicoespiritual para o clero, religiosos e seminaristas, com equipe que une saúde mental, cuidado físico e acompanhamento espiritual.

“O religioso chega muitas vezes com muita resistência porque, para quem constantemente está cuidando do outro, é muito difícil ser cuidado. O cansaço é visível, o semblante é visível, o estresse é visível, mas eles não têm toda esta consciência do ponto em que chegaram.”

Ela confirma o estigma citado pelo Papa: “existe ainda um tabu sobre saúde mental. ‘Vou para o centro Âncora, mas lá vou encontrar pessoas loucas, é um lugar para loucos’. Quando chegam percebem que não, é um centro que cuida da pessoa na sua integralidade”.

O processo dura de um a três meses, com orações comunitárias, formações diárias sobre saúde mental e espiritualidade, psicoterapias individuais duas vezes por semana, acompanhamento médico e cuidado físico. A primeira transformação, diz ela, é a abertura: “quando eles começam a se abrir ao processo e percebem que os profissionais não são uma ameaça à sua ferida, eles começam a se reconciliar com essa ferida. Muitos falam: ‘eu voltei a sorrir’”. Para a religiosa, a prevenção passa pela conversão à fraternidade que Pe. Carlos também aponta: 

“Precisamos enxergar mais o outro, olhar mais nos olhos, ter mais interesse pela vida uns dos outros. Nosso grande problema muitas vezes é o isolamento. Uma escuta generosa, sem julgamento. A formação humana não pode ser um dia no ano, tem que ser contínua.”

FONTE: VATICAN NEWS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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