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Perda de peso rápida e excessiva pode indicar doenças

Emagrecimento sem motivo foi um dos sintomas da modelo Nara Almeida, que morreu na última segunda-feira (21) devido a um câncer de estômago

A perda de peso sem motivo aparente, como uma dieta ou  prática esportiva, podem indicar que há algo errado com o organismo e a causa deve ser investigada, afirma a endocrinologista Danielle Andreoni, do Hospital Israelita Albert Einstein.

As exceções são pessoas que têm facilidade em emagrecer devido a um fator genético – dispõem de um metabolismo aumentado e acabam gastando toda a energia consumida e acumulando pouca gordura no corpo – ou fator ambiental, relacionado à quantidade de massa muscular.

Segundo ela, quanto mais músculos, maior é o gasto de energia, e menor é a taxa de gordura corporal.

Mas nem sempre a perda de peso e a consequente magreza ocorrem dessa maneira. De acordo com Danielle, às vezes essa perda de gordura e até mesmo de massa muscular pode vir de câncer e doenças infecciosas.

Ela explica que, no caso do câncer, a perda de peso se deve ao consumo energético do tumor e também à sua interferência no centro de saciedade, levando a pessoa a perder o apetite e ter deficiências nutricionais.

Danielle alerta que, quando cerca de 10% da massa corporal é perdida, é recomendado que a pessoa procure ajuda médica, de preferência, um clínico-geral ou um endocrinologista, para que a causa seja investigada.

A endocrinologista também afirma que pessoas com baixo peso possuem uma tendência maior à osteoporose e, quando esse emagrecimento provoca uma perda de massa muscular intensa e Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 16, o coração é acometido e pode levar a uma morte por parada cardíaca.

O IMC é calculado pela divisão do peso da pessoa pela sua altura elevada ao quadrado. Para ser considerada abaixo do peso, o IMC deve ser menor ou igual a 18,5, ideal, entre 18,5 e 24,9; sobrepeso, de 25 a 29,9, e, obesidade, acima de 30.

Recentemente, a modelo e digital influencer Naiara Almeida, 24, mais conhecida como Nara, morreu devido a um câncer de estômago. Um dos fatores que mais chamou a atenção ao longo de sua batalha contra a doença foi a perda de peso excessiva.

Em seu Instagram, ela chegou a se manifestar sobre os elogios que ganhava sobre seu corpo. “Nas fotos parece que estou super saudável, magra, gostosa. Mas a realidade é que estou muito abaixo do meu peso, me sinto cansada, estou com anemia e vários outros problemas, só eu sei o quanto estou debilitada. Não consigo me alimentar mais, até a água que eu tomo coloco pra fora em questão de minutos, meu estômago não processa nada! Hoje o que me mantém viva é a sonda que faço alimentação via enteral. O preço que tô pagando pra ter esse corpo que vocês consideram dos ‘sonhos’ é muito alto”, desabafou.

Doenças que emagrecem

Danielle afirma que algumas doenças apresentam a perda de peso como um dos sintomas, como diabetes, hipertireoidismo, doenças do intestino, como doença de Crohn, colite e diverticulite, doença celíaca, câncer, AIDS, depressão, anorexia, bulimia e até mesmo o uso de drogas e álcool.

O diabetes é uma doença crônica que resulta no acúmulo de açúcar na corrente sanguínea e, quando descompensado pela falta de produção ou da ação da insulina, o nível de açúcar fica alto no sangue e não consegue entrar na célula para oferecer energia. Assim, o corpo produz mais glicose (açúcar), para tentar fazê-la entrar na célula. Para gerar essa glicose, o corpo consome o tecido gorduroso, e assim, gera a perda de peso, explica Danielle.

No hipertireoidismo, o metabolismo fica mais acelerado por conta da maior produção dos hormônios da tireoide, o que gera perda de gordura e até mesmo de massa muscular. Apesar da perda de peso, o paciente apresenta um aumento em seu apetite, informa a endocrinologista.

Doenças intestinais, como a doença de Crohn, colite e diverticulite resultam na perda de peso pela falta de absorção de nutrientes por parte do intestino. A pessoa pode também ter um aumento na defecação, o que pode machucar a mucosa intestinal, local em que se encontram as enzimas responsáveis pela absorção de nutrientes e degradação do alimento.

Em pacientes da doença celíaca, a perda de peso se dá por conta da falta de absorção de nutrientes e da diarreia porque a gliadina, substância presente no trigo, entra na mucosa intestinal e causa uma inflamação, afetando a mucosa intestinal, não tendo, assim, as enzimas necessárias para absorver tal substância.

Já o câncer ocorre por um crescimento anormal de células, fazendo o metabolismo celular aumentar por conta das atividades metabólicas do tumor, o que gera um gasto de energia, resultando na perda de peso.

A Aids pode emagrecer por vários motivos, entre eles, alterações na tiroide ou na glândula adrenal, responsável pela liberação de hormônios como a adrenalina e o cortisol, esclarece Danielle.

Em casos como a depressão, a pessoa pode perder ou ganhar apetite. Muitas vezes, a pessoa encontra na comida uma forma de consolo, o que faz com que seu apetite aumente. Já na perda de apetite, a pessoa pode não ter forças ou vontade de comer ou cozinhar ou pode também perder o prazer na alimentação, o que gera a perda de peso.

A bulimia provoca o aumento de apetite em alguns surtos. Porém, o sentimento de culpa a faz eliminar o alimento, provocando propositalmente vômitos e diarreia, ou evitando a ingestão de calorias. Já na anorexia nervosa, o paciente passa por um distúrbio de imagem, que faz com que ele se veja em um peso acima do da realidade. Por medo de engordar, a pessoa reduz sua alimentação ou evita se alimentar.

O uso de drogas como o crack e a cocaína inibem o apetite e aumentam o metabolismo, fazendo a pessoa perder peso. O álcool também gera uma baixa ingestão de calorias alimentícias.

Perda de peso está entre primeiros sintomas de câncer

O diretor de cirurgia abdominal e oncologista do Hospital A.C. Camargo, Felipe Coimbra, explica como o câncer age na perda de peso. Ele revela que um dos principais sintomas do câncer é o emagrecimento sem causa aparente e está relacionado principalmente a tumores no aparelho digestivo (esôfago, estômago, pâncreas, fígado e intestino). Outros cânceres que também podem apresentar esse sintoma são o de pulmão e o de rins.

Segundo Coimbra, estima-se que cerca de 80% dos pacientes de câncer do aparelho digestivo vão desencadear como um dos primeiros sintomas uma perda de peso significativa. Já pacientes de câncer de pulmão são cerca de 60% relatando esse como um dos primeiros sintomas.

Tumores de boca e de garganta também apresentam emagrecimento por conta da dificuldade e dores ao se alimentar. Outro fator se dá pelas toxinas liberadas pelo tumor, que podem gerar essa perda.

Os tratamentos de câncer também podem gerar um emagrecimento. Procedimentos como a cirurgia podem modificar o funcionamento do aparelho digestivo, fazendo o paciente necessitar de uma “reabilitação” alimentar. Tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem gerar a perda de apetite, fadiga e fraqueza, sendo estes, sintomas das próprias drogas utilizadas.

FONTE: R7.COM

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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