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Paracatu, Cidade mineira onde houve massacre em igreja também corre risco de rompimento de barragem

Jornal visitou os dois bairros mais afetados pela mineração: Santo Eduardo e Alto da Colina. Habitantes são receosos ao fazer críticas

A casa estremece. O lustre no teto balança e o barulho é ensurdecedor. Estamos no bairro Santo Eduardo, em Paracatu, município mineiro distante 234 km de Brasília. Esse é um dos locais urbanizados mais próximos da barragem de rejeitos da Kinross – empresa canadense que explora o minério de ouro na região.

A maior mina de extração do metal a céu aberto no Brasil fica a menos de 1 km das casas. A convivência não é harmônica. Os moradores temem ser vítimas de desastres como os que aconteceram em Mariana e Brumadinho, cidades onde estruturas do tipo se romperam e deixaram um rastro de morte e devastação social, econômica e ambiental.

A cidade mineira de pouco mais de 92 mil habitantes foi abatida esta semana por um crime brutal: o empresário Rudson Aragão Guimarães, 39 anos, matou a ex-namorada com um golpe de canivete no pescoço e abriu fogo contra fiéis de uma igreja evangélica. Paracatu centralizou as manchetes policiais e se tornou destino de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas.

Apesar do choque provocado pelo crime, os moradores, sempre que conversavam com a imprensa, traziam o assunto “mineradora”. “E a barragem, vocês [jornalistas] estão sabendo de alguma coisa?” O questionamento se repetia um sem-número de vezes.

Os traumas de Mariana e Brumadinho deixaram o clima ainda mais tensionado em Paracatu, após o risco de parte da estrutura da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), romper. Essa barragem ganhou a atenção de ambientalistas e governo depois de a situação se agravar rapidamente, nos últimos meses.

O Metrópoles visitou os dois bairros mais afetados pela mineração: Santo Eduardo e Alto da Colina. Apesar do medo, os moradores são receosos ao fazer críticas abertas ao funcionamento da barragem. Direta ou indiretamente, eles dependem da existência da estrutura às margens da BR-040, pelo volume de empregos gerados na região.

A dona de casa Maria Aparecida José de Oliveira, 45 anos, abriu as portas de sua residência para mostrar os efeitos da mineradora. O sobrado recém-reformado já apresenta rachaduras, trincas e “problemas por causa do balanço das bombas”. Na última quinta-feira (23/05/2019), quando a reportagem esteve no local, a família tinha em mãos o mais recente prejuízo: parte de um lustre da cozinha desabou.

“A gente não sabe mais o que fazer. A casa, por mais que a gente ajeite tudo, sempre tem algo a ser feito. Se a mineradora sair daqui, ficamos sem uma força importante para a geração de empregos. Se a barragem rompe, corremos o risco de morrer. É uma situação angustiante”, descreve Maria Aparecida, moradora daquela casa há três anos.

André Borges/Esp.Metrópoles

Explosões diárias de bombas
Para a técnica em enfermagem Joice Oliveira da Silva, 26, o ponto mais difícil da convivência são os estrondos das bombas. Diariamente, entre 15h30 e 16h30, a Kinross estoura explosivos para desmoronar rochas. “O barulho é muito alto, tudo treme”, conta Joice.

No início do ano, Joice percebeu como as explosões afetam a rotina. “Eu recebi alguns parentes aqui. Tive que sair para trabalhar e um deles me ligou desesperado, dizendo que a casa iria cair. Fiquei muito nervosa na hora. Mas, quando ele falou do ‘barulho de bomba’, eu me lembrei do que se tratava e avisei que era ‘normal’”, lembra.

Paracatu tem duas barragens de rejeitos, sendo a primeira de Santo Antônio, construída em 1987, com capacidade máxima de 483 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Atualmente, a estrutura acumula 399 milhões de metros cúbicos e está desativada. A segunda é a Eustáquio, que está em funcionamento. A estrutura tem capacidade para 750 milhões de metros cúbicos de rejeitos. A barragem tem hoje, acumulados, 148 milhões de metros cúbicos de rejeitos.

As estruturas são construídas pelo método “a jusante”, mais caro, mas considerado mais seguro. Já o “linha de centro” é um sistema intermediário em termos de custo. Um dreno acompanha o alteamento da construção. Ambas as formas usam solo compactado.

André Borges/Esp.Metrópoles

As barragens são alvo de duas investigações. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público de Minas Gerais instaurou um procedimento para investigar a estabilidade e a segurança do complexo de barragens de rejeitos em Paracatu. Antes, em 2015, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir inquérito civil público para apurar a situação das estruturas.

Lama mais danosa que as de Mariana e de Brumadinho
O temor de um rompimento é que a extração do ouro utiliza metais pesados, como arsênio, que é cancerígeno. O material é descartado com os demais rejeitos. Com isso, a lama de Paracatu é mais tóxica que as de Mariana e de Brumadinho.

Esse é o medo da camareira Lívia Martins, 32. Ela é mãe de duas crianças e teme que um rompimento afete sua família, no bairro Alto da Colina. “Não tem como não pensar num desastre. Fico com medo de morrer. Dizer que é bom morar aqui, não é. Mas temos que nos adequar à nossa realidade”, reclama.

Ela cobra mais fiscalização no local. “O pessoal da mineradora fala que não há nada de errado, que, caso ocorra qualquer problema, seremos avisados – mas sabemos que não é assim. Teve lá as outras duas [Mariana e Brumadinho] com o mesmo papo”, encerra.

Nem mesmo quem trabalha na mineradora confia no que é feito para a segurança. “Eles falam que é seguro, que não tem risco, que engenheiros acompanham a barragem diariamente. Mostram vídeos, falam que têm sistema de alerta, mas a gente nunca confia 100%. Também não tem como questionar muito, não se pode pôr o emprego em risco”, conta um funcionário terceirizado da mineradora.

André Borges/Esp.Metrópoles

Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com a Kinross, mas, até a última atualização desta reportagem, a empresa não havia respondido. O espaço continua aberto a manifestações. Em seu site, a companhia diz que “mantém as rodas de diálogo, com lideranças comunitárias e moradores das comunidades, e promove palestras nas escolas e faculdades locais sobre a operação, meio ambiente e diferentes temas”.

“Para completar, a empresa desenvolve o programa de visitas, Por Dentro da Kinross, que abre as portas para grupos comunitários, escolas e universitários, que têm a oportunidade de conhecer melhor a operação e esclarecer dúvidas”, destaca. A empresa defende que, caso haja um rompimento, o rejeito não atingirá a cidade, porque as barragens estão na direção oposta da área urbana.

A reportagem entrou em contato com a Agência Nacional de Mineração (ANM), responsável pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Paracatu, mas nenhum dos órgãos comentou o caso. O espaço permanece aberto a manifestações.

FONTE: METROPOLES.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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