Resenha Politica

Pandemia mundial provocada pelo coronavírus pôs em quarentena a maioria das divergências entre as correntes políticas dos país onde há um acirramento político – Por Róbson Oliveira

COVID 19

A pandemia mundial provocada pelo coronavírus pôs em quarentena a maioria das divergências entre as correntes políticas dos país onde há um acirramento político. Mês passado, nos Estados Unidos, por exemplo, as principais manchetes noticiavam as prévias presidenciais do Partido Democrata para a escolha do candidato do partido a enfrentar Donald Trump, do partido Republicano.

 

INFECTADOS

Hoje, com o surto do COVID 19 em vários estados dos USA, a disputa eleitoral rumo à Casa Branca entrou em quarentena e o vírus assumiu as manchetes. No Brasil, ao que parece, o vírus da intolerância política disputa todos os espaços com o combate ao COVID 19, infectando, pelas redes sociais, uma parte considerável da população que aproveita esta insana disputa para disseminar mentiras e contaminar incautos. Chegamos a um grau de intolerância tão alto que até recomendação científica é questionada por comentaristas (patifes) de botequim, colocando em risco vidas. Enquanto o resto do mundo, por recomendação médica, receita o isolamento.

 

SENSAÇÃO

Qualquer cidadão lúcido, desapaixonado pelos grupos políticos (direita ou esquerda), quem tem um mínimo de visão crítica, percebe que as recomendações do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pela manutenção do isolamento como a prevenção mais eficaz ao COVID 19, são as mais sensatas e corretas. Embora o chefe, Jair Bolsonaro, todos os dias, conspire contra as recomendações ministeriais. A sensação, para uma boa parte da população, é que o mandatário da nação escapou da contaminação do coronavírus, mas perdeu a lucidez e está infectado pelo ódio ideológico.

 

DESPREPARO

Desde quando o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, começou a conceder, quase diariamente, entrevistas para explicar as ações governamentais para enfrentar a crise sanitária, esta coluna fez críticas ao perceber que o secretário articulava bem as palavras, mas, de concreto, não explicava nada em relação às ações administrativas adotadas pela pasta que administra. Agora, eis que surge a informação, para desespero geral, de que a Sesau não se preparou para enfrentar o COVID 19. Faltam insumos e materiais básicos para aferir o número de testes solicitados. O número anunciado pela Sesau, conforme informações colhidas junto a especialistas, não reflete a realidade. Aliás, ninguém da Sesau sabe quantos são. Tempo houve para nos preparar já que assistimos a China, desde janeiro, enterrar seus mortos.

 

FLEXIBILIZAÇÃO

Há uma pressão enorme do setor produtivo, particularmente do informal, para que as autoridades flexibilizem a quarentena. É compreensiva tal pressão. O que as autoridades não podem é ceder a cada uma delas sem mensurar as consequências que hão de emergir na hipótese da reabertura de todo o comércio. Nem precisamos ser especialistas em infectologia para deduzirmos que a liberação de todas as atividades mercantis agora é a decretação do caos sanitário da capital: com prejuízo material e humano sem chance de recuperação. Autoridade que não aguenta pressão, em momento de crise aguda, não honra o cargo para o qual foi escolhido.

 

VAIDADE

Uma missiva escrita pelo médico Odair Ferrari, professor doutor da Universidade Federal de Rondônia, e endereçada ao colega Fernando Máximo, revelou que entre eles (médicos), especialistas ou não, o vírus da vaidade é uma praga tão letal quanto o coronavírus. Por mera vaidade o Secretário de Estado da Saúde optou pelo isolamento profissional para desprezar sugestões ou ajuda de colegas médicos para o combate ao COVID 19.

 

CARTA

Na carta, Ferrari se ressente da falta de interlocução com o secretário ao se recursar a responder uma proposta feita pela Departamento de Medicina da Unir, onde Ferrari responde como Diretor, que coloca quarenta alunos em estágio supervisionado e que vão se graduar nos próximos três meses à disposição da Sesau para atender à população em UTIs no CEMETRON,  a custo zero e com o acompanhamento de quatro médicos especialistas da Unir, inclusive ele (Ferrari).

 

SILÊNCIO

 O conteúdo da missiva rodou vários grupos hoje no estado, não apenas dos médicos. Diante do silêncio de Fernando Máximo, Ferrari desabafa: “ Perdi o respeito e a paciência com o senhor e seu apetite politiqueiro! Temos 40 quase médicos (internos) que devem cumprir mais três meses do estágio obrigatório para receberem seus diplomas! Todos foram afastados das atividades curriculares por conta das recomendações da OMS para “ficar em casa”. Já disse e reitero: podemos trazer estes quase médicos para o front e, após um breve treinamento, ajudar a salvar vidas! Podemos, inclusive, superar, rapidamente, algumas dificuldades e implantar aqui em nossa capital, protocolos de tratamento como soro de indivíduos sabiamente imunizados o que parece bastante promissor no combate à doença. Já ofereci, como Diretor do Departamento de Medicina da Unir, para auxiliar no enfrentamento desta pandemia que aterroriza e ceifa milhares de vidas em todo planeta! A doença avança impiedosa! Recebo como retorno suas respostas lacônicas, quase irresponsáveis! O senhor se tornou uma estrelinha midiática! O preço a pagar pode ser elevado e irreversível! Repense suas atitudes juvenis! Não seja um secretário dente de leite! Estamos lidando com o Bem Maior que é a Vida das pessoas que escolheram este canto de mundo para viver, criar a família e seus filhos! ….” O desabafo do professor revela o compromisso de nossa autoridade numa das áreas mais críticas do governo.

 

QUARENTENA

A coluna tentou ouvir o secretário de saúde Fernando Máximo, mas foi inútil e ao que tudo indica, ele optou pelo isolamento, assim como seu comandante. Tem sido assim desde que assumiram os destinos políticos de Rondônia. A marca até agora dos governantes da esfera estadual é evitar mídia e se comunicar pelas próprias redes sociais. E seguir esta turma em tempo real é como se fosse uma dose excessiva prescrita da droga.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  JORNALISTA  –  COLUNA RESENHA POLÍTICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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