Esporte

Palmeiras vence Ceará no Castelão e abre vantagem na Copa do Brasil

Gustavo Gómez, de cabeça, garante vitória fora de casa e encerra invencibilidade do Vozão

O Palmeiras venceu o Ceará por 1 a 0, nesta quarta-feira (29), e abriu uma grande vantagem na terceira fase da Copa do Brasil. O zagueiro e capitão Gustavo Gómez, de cabeça, marcou o gol da vitória na Arena Castelão e acabou com a invencibilidade do Vozão em casa, que durava desde agosto de 2024.

Dessa maneira, o Palmeiras leva uma grande vantagem para o jogo da volta, no Allianz Parque. Isto porque o time comandado pelo técnico Abel Ferreira avança para as oitavas de final em caso de um empate em casa. O jogo da volta está marcado para o próximo dia 22 de maio, às 19h30.

O Ceará entrou na Copa do Brasil ainda na primeira fase e passou por Sergipe e Confiança nas fases anteriores. Por outro lado, o Palmeiras fez sua estreia na competição nesta quarta-feira.

O jogo

O primeiro tempo foi bastante disputado e marcado por muitas faltas, mas ainda assim teve boas chances de gol. O Ceará começou melhor e, aos 18 minutos, teve a primeira oportunidade. Após um bate-rebate na área, Pedro Henrique apareceu livre, mas chutou para fora. O Palmeiras só assustou aos 29 minutos, quando Vitor Roque aproveitou um desarme na entrada da área e finalizou com perigo, mas a bola saiu.

Depois de tantas faltas, o Verdão aproveitou uma delas. Aos 33 minutos, Estêvão cobrou falta na área e encontrou Gustavo Gómez, que cabeceou firme para abrir o placar. Com a vantagem, o Palmeiras cresceu no jogo e quase ampliou aos 42. Felipe Anderson arriscou de fora da área, a bola desviou na zaga, mas Fernando Miguel a fazer uma grande defesa.

A partida seguiu muito disputada fisicamente no segundo tempo, com número alto de faltas, mas com poucas chances claras de gol. As melhores oportunidades aconteciam após erros individuais e, na primeira delas, Pedro Raul colocou Weverton para trabalhar em boa finalização de fora da área. O Ceará cresceu na partida e Lucas Mugni finalizou com perigo, mas a bola saiu. Por outro lado, o Palmeiras só conseguiu equilibrar o jogo após algumas alterações, principalmente com a entrada de Paulinho, que foi o jogador mais perigoso do Verdão na segunda etapa.

Contudo, o número de faltas prejudicou o andamento do jogo e o placar de 1 a 0 prevaleceu até o apito final.

CEARÁ 0X1 PALMEIRAS

Jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil

Data-Hora: 30/4/2025 (terça-feira), às 19h30 (de Brasília).

Local: Arena Castelão, Fortaleza (CE).

CEARÁ: Fernando Miguel; Fabiano Souza (Rafael Ramos, aos 30′ do 2t), Marllon, Willian Machado, Matheus Bahia; Fernando Sobral (Lourenço, aos 30′ do 2t), Diego (Lelê, aos 40′ do 2t), Lucas Mugni (Matheus Araújo, aos 40′ do 2t); Galeano, Pedro Raul e Pedro Henrique (Guilherme, aos 30′ do 2t). Técnico: Léo Condé

PALMEIRAS: Weverton; Giay, Bruno Fuchs, Gustavo Gómez e Vanderlan; Emiliano Martínez (Richard Ríos, aos 40′ do 2t), Lucas Evangelista e Felipe Anderson (Allan, aos 40′ do 2t); Estêvão (Paulinho, aos 20′ do 2t), Facundo Torres (Piquerez, aos 25′ do 2t) e Vitor Roque (Maurício, aos 20′ do 2t). Técnico: Abel Ferreira.Gol: Gustavo Gómez, aos 33′ do 1t (0-1);

Árbitro: Rodrigo Pereira de Lima (PE).

Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE).

VAR: Marco Fazekas Ferreira (MG).

Cartões amarelos: Lucas Mugni, Pedro Henrique, Willian Machado (CEA); Estêvão, Giay, Emiliano Martínez, Maurício (PAL).

FONTE: JOGADA 10 / R7.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

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