Esporte

Painel Político – Rondônia entra no circuito da lava-jato com doações de campanha

No Senado Valdir Raupp é contra a convocação de tesoureiros dos partidos na CPI da Petrobras

Continua um lixo

No Brasil tem certas coisas que não mudam, uma delas é a qualidade dos serviços prestados pelas empresas de telefonia, energia elétrica e água. A primeira, por exemplo, deveria estar entregando, desde o dia 1º deste mês, 80% da velocidade contratada nos serviços de banda larga. Mas isso é igual cabeça de bacalhau, todo mundo sabe que existe, mas ninguém vê. Pelo contrário, parece que desde o dia 1º os serviços pioraram. E nem adianta ligar para reclamar, no “sistema deles” está tudo certo.

Já a eletricidade

Bem, esse é um caso de polícia. Por causa da falta de investimentos e uma política séria no setor, Rondônia viva na idade da pedra. Por falta de energia elétrica confiável não temos como atrair indústrias, a instabilidade queima seu ventilador e sua geladeira, imagine o que não faz com máquinas industriais caríssimas. Recentemente a cidade de Ariquemes ficou mais de 48 horas sem energia elétrica e ninguém sabe, ninguém viu.

Já a água

É aquela bagunça que todos conhecemos. Não está dando para confiar nem nas “águas minerais” que estão sendo vendidas, que dirá na distribuída pela CAERD, que aliás continua com um débito impagável, um cabide de empregos para os apaniguados do governo da cooperação e com serviço porco. Em Ouro Preto do Oeste, por exemplo, a população está a três dias sem água. E tem gente que ainda reclama da imprensa, acusando de querer o “quanto pior melhor”. Se com tudo isso continuamos na lama, imagine se ninguém cobrasse, ou divulgasse.

“Amigos de Patas”

E lá pelas bandas da Assembleia Legislativa, mais uma entidade passa a ter “utilidade pública”. Trata-se da “Associação Protetora dos Animais Desamparados – Amigos de Patas”. A indicação é do deputado Jean Oliveira e é o primeiro passo para que a entidade possa receber recursos públicos, inclusive emendas parlamentares.

Lava-jato

Pelo menos duas empresas que estão sendo investigadas na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que envolve um gigantesco esquema de pagamentos de propinas milionárias em troca de contratos públicos, fizeram doações de campanhas para os candidatos Roberto Sobrinho e Fátima Cleide em Rondônia, desde as eleições de 2004. Tratam-se da Construtora Barbosa Mello S/A e ENPA Engenharia. A Barbosa financiou as campanhas de Fátima e Roberto, já a ENPA apenas Sobrinho. Evidente que por aqui ninguém “sabe de nada”.

Enquanto isso

As investigações avançam e prometem ainda muito barulho nos próximos dias. Um dos problemas é que, segundo a Polícia Federal, eram através de “doações de campanha” que as empresas pagavam propina a políticos. O propinoduto atinge principalmente PT, PMDB e PP. Em depoimento prestado em outubro à Justiça Federal do Paraná, Paulo Roberto Costa afirmou que alguns contratos celebrados pela Petrobras eram superfaturados e cerca de 3% do faturamento era destinado à partidos políticos. Nas investigações surgiu o nome da Usina de Jirau, em Porto Velho, que está sendo investigada. Existe a possibilidade real de existir um esquema de corrupção similar no setor energético, o que não é nenhuma novidade.

Parece que foi ontem

Há três anos, no dia 18 de novembro, Rondônia amanhecia com a notícia da prisão do presidente da Assembleia Legislativa, Valter Araújo, além de empresários, assessores do primeiro escalão do governo e funcionários públicos. Era deflagrada a Operação Termópilas, uma investigação do Ministério Público Estadual com o apoio da Polícia Federal. Nos dias posteriores, eram revelados detalhes sobre os meandros da corrupção em Rondônia, algumas coisas permanecem obscuras e preso mesmo até hoje apenas Valter Araújo, ex-presidente da Assembleia Legislativa.

As investigações

Também atingiram em cheio o Executivo, mas por lá a casa não caiu, ainda.

Figuras carimbadas

O assassinato brutal de um jovem ocorrido na semana passada em Porto Velho está revelando uma rede de fraudes com cartões de crédito clonados. Os envolvidos são figuras conhecidas, sendo que algumas já chegaram a ser presas por diversos golpes na cidade. Nos próximos dias a “playboyzada” deve cair.

No CREA

Nesta quarta-feira engenheiros e arquitetos vão às urnas para escolher a direção do CREA. Uma grande oportunidade para mudar a direção da entidade, que vem sendo dirigida inclusive por pessoas que sequer podem ser contratadas pelo poder público, como é o caso de Ronaldo José Borges Guimarães, condenado na Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público Federal, na ação 2006.39.00.002647-6, cuja condenação prevê a impossibilidade de contratar com o poder público por um período de 10 anos. A decisão foi do dia 29 de julho deste ano, mas ele continua na Superintendência Administrativa do CREA-RO.

Também pairam

Sobre a atual diretoria do CREA, uma série de situações não esclarecidas, como por exemplo o aumento do débito da entidade, que era de pouco mais de R$ 300 mil, quando assumiu e agora chega aos R$ 2 milhões. Alguns questionamentos também estão sendo feitos em relação a publicidade da instituição, que gasta cerca de R$ 28 mil por mês, mas não consegue justificar onde esse dinheiro está sendo gasto, já que não são veiculadas peças publicitárias que alcancem esse valor.

Portanto

Na dúvida, o melhor é oxigenar a entidade. Se a atual direção, no decorrer dos próximos três anos conseguir explicar esses questionamentos, poderá voltar pelo voto, do contrário, melhor não arriscar.

Tecnologia

A Faculdade Uniron vem com uma grande novidade para o mercado de Tecnologia da Informação em Porto Velho. Se trata do Núcleo Integrado de Tecnologia – NIT – Uniron, um programa exclusivo que possibilita ao acadêmico concluir três graduações em 10 semestres, sendo elas: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Sistemas de Informação. No NIT Uniron o acadêmico cursa disciplinas integradas até o terceiro semestre. A partir do quarto período o curso é segmentado para a área escolhida pelo futuro profissional. Após a conclusão de uma das graduações, o acadêmico tem a opção de permanecer no programa e concluir o segundo e/ou o terceiro curso num período máximo de cinco anos. O programa é válido para acadêmicos que ingressarem a partir do primeiro semestre de 2015. Mais informações nowww.uniron.edu.br/vestibular.

Tá com medo

Nesta terça-feira o Senado aprovou a convocação dos  ex-diretores da Petrobras, Renato Duque (Serviços), preso na última sexta-feira (14), e Ildo Sauer (Gás e Energia) e ainda do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado. Além disso, está prevista uma acareação entre os ex-diretores Nestor Cerveró (Internacional) e Paulo Roberto Costa (Abastecimento), um dos principais delatores do esquema. Cerveró também será reconvocado a depor na CPI. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), por sua vez, disse que a convocação de todos os tesoureiros só servirá para prejudicar ainda mais a imagem das legendas. – Qual o papel de um tesoureiro de partidos? Arrecadar fundos para seu partido. Não é outra coisa. Todos os tesoureiros cumprem esse papel de angariar fundos legais. A mídia está dizendo que o PMDB tinha um operador. O PMDB nunca teve operador e nem precisaria disso – declarou Raupp, referindo-se ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, preso nesta terça-feira e apontado pela imprensa como ligado ao PMDB. Não se surpreendam se nos próximos dias começarem a surgir ligações de Raupp com todo o esquema da Petrobras.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no http://www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Vacina contra coqueluche para grávidas é oferecida no SUS

Para proteger principalmente os recém-nascidos, o Ministério da Saúde anunciou, neste segunda-feira, que já está disponível em 35 mil postos de saúde a vacina acelular contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa). No Brasil, 87% dos casos de coqueluche se concentram em crianças menores de seis meses. O objetivo é vacinar 2,9 milhões de gestantes, levando as mães a passar a proteção também a seus bebês, até que eles consigam cumprir o calendário de vacinação. A recomendação é aplicar a dose entre as 27ª e a 36ª semanas de gestação — período em que a vacina tem eficácia de 91% para a criança. Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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