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Painel Politico – “Minha vida pública sempre foi ética e honesta”, diz Donadon preso- por Alan Alex

Ex-deputado confeccionou carta aos eleitores de Vilhena recomendando votos em sua irmã e sua cunhada, cujo marido também está preso por desviar recursos da Assembleia de Rondônia

Abrindo

O próximo governador de Rondônia assume no dia 1 de janeiro e já vai herdar uma dívida de R$ 3,3 bilhões, ou seja, 66% da receita do Estado estará comprometida apenas com empréstimos. O restante, 44% é o que sobra para folha de pagamento, projetos sociais e investimentos. Na prática isso quer dizer que nos próximos anos, se a máquina não aumentar a arrecadação e o Estado reduzir despesas, e isso inclui corte de pessoal, a economia vai estagnar. E esses reflexos são sentidos logo na ponta, os índices de desemprego subiram. De abril de 2013 até abril deste ano, 61.600 vagas foram criadas, mas o número de desempregados foi maior, 71 mil. O aumento do desemprego em Porto Velho segue uma tendência em todo o estado. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Rondônia foi o único estado da região norte que registrou desempenho negativo nos últimos doze meses. O número de desempregados foi 2,38% menor do que o número de empregados.

Ainda

Segundo o MTE, um dos fatores que contribui para estes números é a falta de qualificação dos alguns candidatos para preencher as vagas existentes. E isso não deve mudar muito nos próximos anos, já que a implantação e principalmente, a manutenção de escolas técnicas tem custos elevados e não existem projetos do governo estadual, tampouco dos municípios. O governo tende a amenizar o quadro, dizendo que os índices caíram em função das usinas, que elevava os números da construção civil. Mas não é verdade. O setor privado também parou de construir, os empreendimentos em execução atualmente estão com número reduzido de funcionários e isso se deve a recessão nas vendas. Reflexo da economia estagnada.

Além disso

Segundo dados do Conselho Nacioal de Justiça, Rondônia deve 7,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) apenas em precatórios judiciais, e esse é o maior índice do país. A folha de pagamento de Rondônia já compromete 46,6% da receita. Em 2011, quando Confúcio assumiu, esse índice era de 39,3%, o que representa um aumento de 18,6% no número de servidores. Os valores ultrapassaram o limite de alerta e já alcançam o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em 46,55%. O patamar máximo é de 49%.

Planejamento

Apontar problemas é fácil, o mais complicado é mostrar soluções e colocá-las em prática. Confúcio mostrou que tem dificuldades em montar e gerenciar equipes. A principal prova disso foram os sucessivos escândalos (e não foram poucos) ocorridos em seu governo. A gestão atual não apenas gastou demais, como desperdiçou muito. A falta de planejamento é gritante e como exemplo mais visível temos a desnecessária obra do Espaço Alternativo, que está custando mais de R$ 23 milhões e não tem nenhuma função prática, já que há anos uma das pistas da Avenida Jorge Teixeira é fechada para caminhadas. Quem deveria investir nesse tipo de obra seria o município. Mas não agora.

Educação

Entre 2011 a 2013 os investimentos em educação realmente aumentaram em Rondônia, porém apenas 0,34%, saindo de 25,76 para 26,10%. Nesses índices do governo esta incluso o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O governo afirma que está tudo certo, mas é contestado pelo SINTERO. Vale lembrar que nessa conta entra ainda os gastos com pinturas e a cara obra da escola Murilo Braga, em Porto Velho, um elefante branco plantado na região central da cidade. O governo também poderia ter executado uma obra desse porte em regiões mais densamente povoadas, como a zona leste da cidade, que tem deficiência de vagas. Reflexo da falta de planejamento.

Saúde

Em 2011 o Estado investia 14,24% em saúde e fechou 2013 com um aumento de 1,77%. Nessa conta estão inclusas reformas, compras e construções, muitas ainda não concluídas. A melhoria no setor não é perceptível como o governo prega, pacientes continuam nos corredores, existe uma deficiência na quantidade de leitos e faltam profissionais Rondônia gasta uma fortuna com contratos que estão sendo investigados por órgãos fiscalizadores como o Tribunal de Contas, responsável por fechar o ralo pelo qual escoaria milhares de reais. Mesmo assim, o desperdício continua, e esse será outro problema a ser enfrentado pelo próximo governante.

Segurança

Delegacias caindo aos pedaços, falta de equipamentos, efetivo reduzido e uma imensa área geográfica são os problemas na área de segurança. Rondônia tem um dos mais altos efetivos da Polícia Militar do país, são 5.528 policiais, que dá uma média de 1 PM para cada 282 habitantes. A menor média é Brasília, que tem 1 policial para cada 180. O DF conta com um efetivo de 14.179 homens. Não existe um critério de quantitativo entre policiais por número de habitantes, o que existe é bom senso na hora de dividir o efetivo. Regiões como o vale do Jamary (grande Ariquemes), deveria ter mais policiais em função das estradas vicinais e clandestinas, porém não é o que ocorre. Além disso, os municípios de Rondônia não conseguem investir em segurança, o que também desoneraria o Estado. E não vamos nem falar do sistema prisional.

Fechando

Podemos concluir com esses dados compilados do CNJ, Revista Exame, Governo de Rondônia e Folha de São Paulo que Rondônia tem graves problemas a serem enfrentados nos próximos anos. A maioria das cidades não possui rede de saneamento, sequer conseguem dar destinação ao lixo produzido por elas próprias. O próximo governante vai precisar do apoio da bancada federal, que precisa ser qualificada e precisará elaborar um planejamento de pelo menos 20 anos a ser seguido pelos sucessores. É com investimento continuado que se chega ao desenvolvimento. Enquanto nosso Estado manter essa política mesquinha de grupos que defendem apenas seus próprios interesses, vamos continuar iguais a cães correndo atrás de veículos, quando ele alcança, não sabe o que fazer.

Reeleito

Para o Conselho Federal de Medicina como conselheiro, o médico Hiran Gallo. A eleição foi na última segunda-feira e a apuração dos votos foi concluída na terça. Ele venceu a Chapa 1 por uma diferença de mais de 50 votos.

Não estendeu

A anulação de toda a instrução processual da Operação Apocalipse aplicou-se tão somente ao vereador Jair Montes, que foi preso acusado de chefiar uma organização criminosa. Porém, a decisão não se estendeu aos demais réus, que totalizam 49 que continuam sendo processados. No dia 29 de julho deste ano, um ofício encaminhado a desembargadora Ivanira Feitosa, responsável pelo julgamento no Tribunal de Justiça, informou que “o trâmite nos autos principais seguiu seu curso normal em relação aos demais acusados, tendo sido retomado o prazo de abertura das alegações finais por parte da defesa, tendo em vista que Ministério Público e assistente de acusação já apresentaram”.

O processo

Está parado desde então, já que novas diligências foram solicitadas, porém, uma das investigações mais atrapalhadas que se teve notícia da história deve virar um imenso pacote de volumes processuais encostados em algum almoxarifado judicial. Desde que a Apocalipse se mostrou um fiasco monumental, a equipe responsável pelas investigações foi dissolvida e ninguém mais ouve falar na tal delegacia especializada, que consumiu meses de recursos financeiros e pessoal e não resultou em nada. Melhor seria ter colocado esse pessoal para investigar a morte de Naiara Karine, os homicídios de Alto Paraíso e a morte dos auditores fiscais.

Olha essa

O ex-deputado Natan Donadon (PMDB) que está preso por desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia quando seu irmão, que também cumpre pena, Marcos Donadon presidia aquela Casa, confeccionou uma carta aos eleitores de Vilhena recomendando voto a sua irmã, Raquel, candidata a deputada federal e Rosângela, esposa de Marcos e disputa uma cadeira na Assembleia. Em determinado trecho ele diz, “digo com toda a verdade que estou pagando por algo que não devo. Sinto-me injustiçado, pois minha vida pública sempre foi pautada nos princípios da ética, legalidade, da lealdade, da transparência e da honestidade”. Então tá. Deve ser por isso que ele está preso.

Para contatos

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Donos de cachorro agem como se fossem 10 anos mais jovens

Os cachorros são conhecidos como os melhores amigos do homem e agora também como rejuvenescedores. Segundo uma pesquisa da St Andrews University, na Escócia, simplesmente ter um cachorro atrasa o relógio biológico, já que a companhia de um pet pode fazer o dono agir como se tivesse 10 anos a menos. As informações são do site inglês Daily Mail. “Se você tem um cachorro em casa, seu nível de atividade física é equivalente ao de uma pessoa 10 anos mais jovem. Isso pode não acrescentar uma década à sua vida, mas com certeza é muito benéfico porque tem a ver com levantar, sair e se movimentar”, explica o responsável pelo estudo Dr. Zhiqiang Feng. Donos de cachorros tendem a se movimentar 12% a mais do que quem não tem um cachorro em casa. Além dos benefícios físicos, a companhia dos cachorros também faz bem para a saúde mental das pessoas. “Os donos de pets têm níveis menores de depressão e ansiedade”, explica o especialista. Os benefícios são ainda maiores e mais significativos para idosos. “O estudo sugere que donos de cachorros com mais de 65 anos têm ainda maiores taxas de ajuda física”, afirma o médico.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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