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Painel Politíco – “esquema Rondoncap” fere direitos do consumidor e deve ser investigado- por Alan Alex

Dinheiro arrecadado é supostamente repassado a federação das APAES, mas não diz quanto nem como e já foi proibido em diversos estados

O Que falta?

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira em 13 estados a Operação Trevo, que investiga quadrilhas que agiam através de loterias estaduais como “Pernambuco dá Sorte”, Amazonas dá Sorte”, Piauícap e outros nomes similares. Eles utilizam Oscips ou entidades afirmando que disponibilizam parte dos recursos arrecadados para ajudar essas entidades. A polícia descobriu que não é verdade. Aqui temos um esquema que opera nos mesmos moldes, chamado “Rondoncap” e “Rondoncap Sul”.

Por aqui

Eles alegam repassar o percentual dos títulos de capitalização para a federação das APAEs nacional. Eles vendem um título de capitalização, que funciona assim. Você compra o título, que te dá direito a um sorteio semanal. Porém, pela legislação, ao final do prazo de um ano, você deveria receber seu dinheiro de volta, corrigido. Mas não é o que acontece, o Rondoncap não te dá essa opção, eles afirmam repassar o seu dinheiro do título de capitalização para a APAE.

Nada contra

Ajudar uma entidade que faz tanto pelo país, mas porque repassar esse dinheiro para a federação das APAES e não para as APAES de Rondônia, que precisam tanto desses recursos? Qual o percentual que volta para cá? Quem faz esse controle?

Além do mais

Em passado bem recente o Ministério Público do Trabalho tentou processar a APLUB (empresa responsável pelo Rondoncap) por empregar mão de obra infantil. Os promotores tiveram uma dificuldade enorme em achar um responsável pelo tal Rondoncap. São várias empresas que se misturam numa confusão daquelas feitas para confundir mesmo, não achar ninguém quando a casa cai. Mas, esse barraco deve cair, e não vai demorar.

Esse esquema

É utilizado, como podemos ver, em praticamente todos os estados, muda-se o nome, mas o modus operandi é o mesmo. Ele já foi proibido em vários estados, porém, como no Brasil a turma sempre dá um jeitinho, eles vão procriando, com outros nomes, outras roupagens, outros personagens, mas a essência é a mesma. Por aqui ele deu cria, começou Rondoncap, mas atingia basicamente Porto Velho e região. Expandiram, criando o Rondoncap Sul, voltado a região central e sul do Estado. Com premiações atrativas a cada semana, vendem títulos feito água no deserto, mas precisam e devem ser fiscalizados, afinal, lidam com a fé pública. E deveriam dar a opção, ao comprador, de escolher, se quer ou não doar seu título para alguma entidade.

E como se trata

De dinheiro do comprador, caso a pessoa quisesse, poderia escolher para qual instituição ele vai doar, optando em uma lista. Dessa forma fica mais fácil saber se de fato, esse dinheiro está atendendo as instituições ou alguém está embolsando. Sem contar que, de acordo com as investigações da Polícia Federal nos outros estados, esse tipo de “loteria” está associada a outros delitos. Vamos aguardar.

Velhos hábitos

Na época em que presidiu a Assembleia Legislativa, Natanael Silva o fazia com “mãos de ferro”. Mantinha os deputados todos no cabresto, fazia sessões na madrugada e aprovava o que bem entendia. Foi numa dessas sessões que os parlamentares tiveram a brilhante idéia de inovar, eles resolveram alterar a constituição estadual (que já é uma bagunça) e modificaram o dispositivo que permitia a reeleição da Mesa Diretora antecipadamente. Foi isso que garantiu a permanência dele, Natanel, e de seu pupilo, Carlão de Oliveira, que o substituiu na sequência.

E ninguém é menino

Para não saber que a eleição da Mesa passa por uma série de conchavos e acertos, entre cargos e outros mimos (Valter Araújo chegou a dar apartamentos em troca de votos, segundo investigações da Polícia Federal). Pois bem, esse dispositivo, que não é ilegal, mas é no mínimo imoral, deveria ter sido alterado em sessão esta semana, mas os deputados, convenientemente, resolveram abster-se, e por falta de quórum, a proposta foi engavetada.

Evidente

Que utilizaram os mais nobres discursos, e propostas amalucadas, como querer proibir que os atuais membros da Mesa compusessem chapas na próxima disputa. Como já dissemos, a alternância é necessária, principalmente no Parlamento, que é a essência da democracia. Lamentável que tenha terminado dessa forma.

Falando em Mesa

Lúcia Theresa e Adelino Follador almoçavam juntos nesta terça-feira em um restauranta da Capital, situado próximo a Assembleia e tratavam dessa questão, Lúcia anda sonhando acordada com a possibilidade de ser a próxima presidente. Ela não será, mas está articulando para ser vice de Maurão de Carvalho. Se vai dar certo, é muito cedo para saber, mas a idéia é rifar o atual presidente, que também vem trabalhando para ser vice de Maurão. Resta saber se Maurão vai conseguir essa presidência, porque pelas coxias também tem muita gente trabalhando para conseguir essa vaga.

O governo

Vem tendo dificuldades em atender os pedidos de Lúcio Mosquini, ex-secretário de Obras e eleito deputado federal agora em outubro. Ele insiste em querer o controle do DER, mas o governo prometeu o comando do órgão para o deputado Lebrão, em troca dele desistir da disputa pela Mesa Diretora. Mosquini vem criando problemas e o Palácio não sabe o que fazer. Ele também vem tentando entrar no jogo da Assembleia, mas, por enquanto, não conseguiu espaço. Ainda.

Não costumo

Dar pitaco sobre política nacional, mas o caso envolvendo o governo Dilma e a Petrobrás é uma coisa sem precedentes na sem-vergonhice que tomou conta desse país. Foram desviados bilhões, os que foram presos estão conseguindo acordos de delação premiada e em breve estarão livre, leve, soltos e com milhões nos bolsos. O governo diz que é tudo invenção da “mídia golpista”, o povo já está anestesiado com tantos escândalos que beira o ridículo acompanhar mais esse. O país está a beira de um colapso em meio a tantas crises, mas para o governo “tá tudo bem”.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no http://www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Mulheres têm orgasmos mais intensos quando parceiro é engraçado e rico, diz estudo

Um homem que te faz rir pode te deixar muito feliz — e não só pelas boas piadas. Pelo menos esta é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade de Albany, nos Estados Unidos. Após interrogar estudantes universitárias sobre a sua vida sexual e as características de seus parceiros, os pesquisadores concluíram que quanto melhor o senso de humor do parceiro, mais chances elas têm de experimentar orgasmos intensos. Da mesma forma, o prazer também aumentaria de acordo com a autoestima e a renda familiar do homem. Conduzida pelo psicólogo George Gallup, a pesquisa levantou detalhes como medidas, personalidade e aparência dos parceiros das entrevistadas. A intensidade dos orgasmos também se relacionava com a frequência com que o casal tinha sexo durante a semana e em quão atraída por seu parceiro a mulher se sentia. Além disso, mulheres que começaram a vida sexual mais cedo revelaram ter tido mais parceiros e experimentado mais orgasmos. Elas também disseram estar mais satisfeita sexualmente com seus companheiros do que as demais.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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