Esporte

Painel Politíco: Emendas podem mandar deputados e presidentes de entidades para a cadeia

E ainda: Eleições do Sintero podem trazer surpresas desagradáveis para a atual diretoria

Emenda

Vira e mexe alguns deputados andam às voltas com algumas traquinagens. No governo Raupp, alguns parlamentares da época recebiam “mimos financeiros” em caixas. No governo Bianco a coisa deu uma profissionalizada e passaram a receber através de contratos de obras e de fundações assistenciais, geridas por eles próprios. Alguns respondem até hoje por desvios nessas entidades, e praticamente todas já fecharam as portas. Desde a gestão de Ivo Cassol, alguns “malinos” acharam uma forma, digamos, mais inteligente, as tais emendas parlamentares.

Pior que o soneto

Acontece que, como em toda traquinagem, temos aqueles que não conseguem se conter, e metem os pés pelas mãos. E foi o que aconteceu com alguns membros da atual legislatura que estão sendo investigados e devem responder, em breve, por essa lambança. Já falamos sobre isso em passado recente, mas não custa relembrar como funciona o “modus operandi”.

Basicamente

O deputado encaminha para uma instituição que tenha sido declarada de utilidade pública, determinado valor para algum evento ou compra de tratores, máquinas, realização de cursos de capacitação, enfim, qualquer justificativa social. Acontece que no meio de gente séria, também tem gente traquina. Em 2012, por exemplo, a deputada estadual Ana da 8 comprou uma associação em Guajará-Mirim, colocou sua irmã como presidente e passou a destinar algumas de suas emendas para essa entidade, que está sob investigação.

É show!

Outro caso que chamou a atenção das autoridades foi a realização de eventos gospel ou festas diversas, como o reveillon de Ouro Preto do Oeste, cuja realização culminou com uma operação policial que rendeu dores de cabeça ao prefeito Alex Testoni. O promoter conhecido como Rodrigo Guerreiro esteve no Ministério Público e em depoimento acusou parlamentares e alguns prefeitos de terem recebido um “troco” das emendas.

O troco

Nada mais é que uma propina. Na maioria dos casos gasta-se nesses eventos cerca de 30 a 40% do valor arrecadado pela emenda e o restante é dividido, segundo denúncias, entre o parlamentar e os organizadores dos eventos. Outros casos mais escandalosos envolvem “cursos de informática para comunidades carentes”. O dinheiro entra na conta da entidade, que já tem pessoal e equipamentos, ou seja, o dinheiro é praticamente todo dividido entre o parlamentar e o pessoal da entidade.

De qualquer forma

Uma minuciosa investigação está em andamento no Ministério Público, e deverá dar cadeia para muita gente nos próximos meses. Uma coisa é certa, um esquema dessa proporção não fica impune. Uma hora a casa cai, e às vezes nem tem aviso.

Tsunami

A atual diretoria do Sintero estava acomodada, achando que iria se perpetuar no comando da entidade sem grandes problemas. Tiveram uma surpresa, que tem nome, Francisco Xavier Gomes, professor da rede pública de ensino e um aguerrido defensor da categoria. Mesmo quando era vereador em Guajará-Mirim, Xavier não deixou a sala de aula. Sempre defendeu a profissão e é querido por alunos e companheiros de profissão.

Nesta quinta

Estão acontecendo as eleições do Sintero e pela primeira vez, desde sua existência, o sindicato poderá, de fato, passar por uma mudança significativa, já que há muito é um braço do Partido dos Trabalhadores em Rondônia. A votação segue até às 22 horas e a apuração começa ainda nesta quinta-feira. Xavier enfrenta uma máquina pesada, a atual diretoria investiu pesado em publicidade. Para se ter uma idéia, na quarta-feira, a cada intervalo a rádio Rondônia colocava um anúncio da chapa da situação. Um verdadeiro abuso de poder econômico. Resta saber se o dinheiro usado nessa publicidade é oriundo dos cofres do Sintero.

Ou seja

Os professores e servidores da educação se matam de trabalhar para a chapa de situação fazer propaganda para ela própria se reeleger. Será que é assim mesmo, Arnaldo?

Se Xavier vencer

Terá sido uma vitória limpa, de quem busca, de fato, uma mudança nos rumos do Sintero.

Um caso de amor

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No SEBRAE

A denúncia encaminhada para os órgãos de fiscalização a respeito do não envio do relatório de auditoria feito no SEBRAE de Rondônia foi assinada, além da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia – FACER, também pela Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Estado de Rondônia – FCDL e pela Federação Estadual das Entidades das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de Rondônia – FEEMPI.

Ainda sobre o assunto

Na última quarta-feira o Ministério Público do Estado encaminou denúncia contra o ex-superintendente do SEBRAE, Pedro Teixeira. A denúncia foi encaminhada pelos promotores João Francisco Afonso e Geraldo Henrique Ramos, da Promotoria da Probidade Administrativa, e não pelo Procurador-Geral de Justiça, conforme havíamos noticiado.

Breu

Ariquemes ficou mais de 24 horas às escuras devido a um problema na subestação de energia da cidade. Um verdadeiro absurdo que demonstra a total falta de respeito com o povo rondoniense por parte das Eletrobrás Distribuição Rondônia. O Estado é auto-suficiente em energia, mas ficamos a mercê de equipamentos velhos, falta de investimentos e principalmente, de responsabilidade com a população. E a energia aumentou em 25% para nós, rondonienses. Deve ser vingança da Dilma pela baixa votação no Estado.

Reajuste

Gasolina vai subir em média 3% a partir da meia-noite de hoje e o diesel 5%. Reajuste médio na bomba para o consumidor deverá ficar em torno de 2%, de acordo com estimativas das distribuidoras e dos postos de combustível. Presente de fim de ano.

Reino Unido pode tornar ilegal que mulheres consumam álcool durante a gravidez

O consumo de álcool durante a gravidez pode tornar-se uma ofensa criminal, de acordo com instituições de caridade das mulheres do Reino Unido. Um conselho está buscando compensação criminal de lesões para uma menina de seis anos de idade com “atraso de crescimento” causado pelo consumo de álcool da mãe durante a gravidez. Se o tribunal decidir que a mulher cometeu um crime isso poderia trilhar o caminho para que o comportamento das mulheres grávidas seja criminalizado, segundo o Serviço Britânico Consultivo de Gravidez (bpas, na sigla em inglês) e o Birthrights. A menina nasceu com síndrome alcoólica fetal (SAF), que pode causar retardo de crescimento, anomalias faciais e deficiência intelectual. Em 2012 e 2013, a doença foi diagnosticada 252 vezes na Inglaterra. Os advogados que representam a autoridade local, no noroeste da Inglaterra, estão tentando provar que a mãe da menina de seis anos de idade cometeu um crime sob as Delitos Contra as Pessoas na Lei 1.861. Ann Furedi, presidente-executivo da bpas, e Rebecca Schiller, co-presidente da Birthrights, disseram: “Tornar uma forma particular de comportamento durante a gravidez uma infração penal vai preparar o terreno para criminalizar uma vasta gama de outros comportamentos, porque eles podem também representar um risco para a saúde do bebê”. Mas as instituições de caridade afirmam que há “contínua incerteza” na classe médica sobre a relação entre beber e danos ao feto. Elas colocaram, portanto, que mães e seus bebês não estariam melhor servidos ao tratar mulheres grávidas com problemas de drogas ou abuso de álcool como criminosos. Nem a menina nem a mãe foram identificadas na decisão. O caso foi ouvido no Tribunal de Recurso na última quarta-feira com uma  decisão esperada em uma data posterior.

Por Jornalista Alan Alex -Painel Politico

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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