Esporte

Painel político – com Daniel Pereira, Mosquini perde espaço no governo

Espaço

Uma nova equipe deve assumir várias pastas do governo de Rondônia a partir do próximo ano e será capitaneada pelo vice-governador recém-eleito Daniel Pereira. Oriundo do movimento sindical, Pereira foi deputado estadual e durante anos esteve à frente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, o Sindsef. Na gestão que se inicia, deverá ocupar o espaço que Lúcio Mosquini tentou, mas não conseguiu. Pereira é mais, digamos, rápido na chegada, e deverá crescer rapidamente.

Eclipse

A chegada de Daniel ao governo deve imprimir um novo ritmo, e acabar com a letargia que tomou conta do Estado nos últimos anos. Sua chegada também deve alterar os planos de muita gente nas próximas eleições, inclusive o próprio Mauro Nazif, que vinha sonhando com a possibilidade de se candidatar em 2018 ao governo. A princípio, essa disputa seria entre Nazif e Jesualdo Pires, prefeito de Ji-Paraná. A ascenção de Daniel Pereira é mais ou menos como um eclipse solar, ele é o elemento que causa sombra.

Eficiência

Mas não se pode negar que Pereira vai ocupar, de fato um importante espaço no Executivo, diferente do atual vice-governador que passou quatro anos encostado no Detran que piorou, e muito, durante sua gestão. O órgão foi tratado como feudo pedetista e não avançou um palmo sequer, pelo contrário, os sistemas vivem “fora do ar”, os prédios são sujos e bagunçados. Em breve saberemos quem vai assumir o que, bom lembrar que a companheirada petista também quer um espacinho, já que a partir de fevereiro Padre Ton estará desempregado, assim como boa parte de seus companheiros.

Porém

Eles deverão ocupar algumas secretarias, afinal o apoio no segundo turno não foi de graça. Nem perto disso. A briga começa agora em novembro e deve se estender até fevereiro, quando a assembleia empossa os novos deputados e elege a mesa diretora.

Falando em Mesa

Maurão de Carvalho está bem adiantado nas conversas com deputados. Ele busca a presidência da Casa e não tem escondido isso de ninguém. Desde que levou a rasteira de Ivo Cassol em seus planos de ser candidato ao governo, Maurão definiu que buscaria a presidência da Assembleia. Indo para seu 5º mandato, Maurão é uma espécie de nome de consenso. Porém, nem todos concordam.

Por fora

Temos o próprio Aírton Gurgacz, que foi eleito deputado e seria um interessante interlocutor com o governo. Se ele conta com o apoio do Palácio, é uma incógnita, mas existe a possibilidade. Outro que também anda de olho na cadeira da presidência é Eurípedes Lebrão, mas não deve vingar essa tentativa.

Tempos complicados

A eleição de 2014 está sendo um marco na história do Brasil. A alternância do poder é necessária porque é com ela que a máquina pública oxigena, os esquemas são desmontados e o estado é desaparelhado. O Brasil atravessa um período difícil, o setor produtivo se sente cada vez mais pressionado com altas cargas tributárias, ao mesmo tempo temos uma massa sem qualificação, que também não busca melhorias em função de auxílios governamentais. Não é dando salário que se tira alguém da miséria, mas essa lógica é turvada em função de interesses políticos. O petismo está virando uma ideologia que distorce a realidade com discursos simplistas.

Exemplos

Conheci um programa para famílias de baixa renda nos Estados Unidos que se chama “Habitat For Humanity” que consiste em construção de casas com materiais reciclados e com eficiência energética e baixo consumo de água. É direcionado para trabalhadores ou pessoas de baixa renda e é de fato um programa eficiente, que já atendeu milhares de pessoas por todo o país, sem precisar de bolsa. Os inscritos trabalham como voluntários na construção de casas por um período de 350 horas, a partir disso, estão aptos a terem suas próprias casas. Os terrenos são doados pelas prefeituras, assim como material de construção e ferramentas. Tudo sem nenhuma ação partidária e milhares participam. Bem mais honesto que o tal “Minha Casa, Minha Vida”, até porque as construções primam pela economicidade. Para se ter uma idéia, a conta de energia dessas residências gira em torno de U$ 25 mensais, ou pouco mais de R$ 75.

O problema

Do Brasil é que desde a década de 50 criou-se uma mentalidade de que o Estado tem obrigação de arcar com tudo, e o sonho de todo brasileiro é ser funcionário público, mas não pela vontade de atender ao público ou mesmo pelo salário, mas por causa da estabilidade. Enquanto o País não passar por profundas mudanças, e isso inclui uma nova mentalidade, esse tipo de politicagem rasteira, oportunista que se vale da miséria para se manter no poder, vai continuar perpetuando. O que o PT faz hoje no Nordeste, não é nada diferente do que os coronéis fizeram por lá durante décadas. Essa eleição mostra que o sistema está todo errado, e precisa ser passado a limpo, ou teremos o caos.

Pior

São as suspeitas que pairam sobre a lisura do processo eleitoral. O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes declarou que “se não existe problema, não tem porque não auditar”. Mas seus pares não pensam dessa forma. Em entrevista a Folha de São Paulo neste fim de semana, Mendes também lembrou que no STF, em breve, 10 dos 11 ministros terão sido indicados pelo PT, o que é de longe, um atentado ao equilíbrio jurídico. Tá vendo a importância da alternância do poder? Estamos sim, virando um país igual a Venezuela e Bolívia.

Enquanto isso

Em Porto Velho a Câmara de Vereadores arquivou o relatório contra o prefeito Mauro Nazif. Pelo arquivamento votaram 12, Jair Montes, Ellis Regina, Cabo Anjos, Claudio da Padaria, Eduardo Rodrigues, Márcio do Sitetuperon, Porfírio, Chico Lata, Wildes, Bengala, Macário e Pastor Delso. Contra votaram 6, Everaldo Fogaça, Alan Queiroz, Sid Orleans, Dim Dim, Ana Maria Negreiros e o relator do processo, Aélcio da TV. 3 vereadores não compareceram, Marcelo Reis, Fatinha e Léo Moraes.

Com isso

Chega ao fim a tentativa de afastar Mauro Nazif do cargo. Mas as investigações vão continuar e o placar mostra que a vida do prefeito não será tão tranquila quanto ele pensa. Mas nas próximas semanas a coisa deve acalmar com a reforma no secretariado a ser promovida por Nazif. É esperar para conferir.

Tempos modernos

Nos últimos anos, juntar papel se tornou incômodo e desnecessário. Até mesmo os tribunais já estão operando com sistema de processos digitais. Se sua empresa acumula papéis demais, entre em contato com a A.D. Digitalizações e peça um orçamento. Você recebe todo seu arquivo em HDs externos, pendrives ou DVDs e se preferir pode contratar o serviço de digitilização em nuvem, permitindo que você acesse seus arquivos em qualquer lugar do mundo, via internet, através de seu telefone celular, computador ou tablet. Para contatos envie e-mail para [email protected] e peça seu orçamento. A AD também trabalha com guarda de documentos e tem preços diferenciados para advogados.

Para contatos

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Exame de sangue poderá diagnosticar câncer no futuro

Cientistas identificaram mais de 800 marcadores no sangue de pacientes com câncer que podem ajudar a criar um único exame para a detecção precoce de muitos tipos de tumor no futuro, de acordo com uma pesquisa apresentada pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Câncer (NCRI), órgão do Reino Unido e um dos principais do mundo. A divulgação da pesquisa foi realizada durante a Conferência de Câncer da NCRI, em Liverpool. Esta é a primeira vez que marcadores sanguíneos específicos do câncer foram completamente revisados e identificados para o posterior uso clínico. O estudo analisou 19 mil artigos científicos para encontrar os mais de 800 marcadores. O objetivo principal é desenvolver um teste de rastreamento de uma única amostra de sangue para vários tipos de tumor. No Brasil, segundo especialistas, um dos grandes empecilhos na redução da taxa de mortalidade de câncer é o diagnóstico tardio da doença. Desenvolver novas maneiras de detectar o câncer mais cedo, incluindo pesquisa em novas tecnologias de rastreamento como esta, poderia ajudar a salvar mais vidas no futuro. E a vantagem é que esta seria menos invasiva do que outras metodologias. Os biomarcadores identificados serão revisados e categorizados antes de serem desenvolvidos estudos clínicos.

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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