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OPINIÃO DE PRIMEIRA: Silvia Cristina cresce na corrida ao Senado

Cassol encara decisões judiciais para disputar governo e novos nomes se destacam para a Câmara, A íntegra da coluna redigida por Sérgio Pires

CASSOL AO GOVERNO SÓ DEPENDE DA CORDA BAMBA DA JUSTIÇA. SE ELE FOR, ALGUNS BUSCARÃO OUTROS CAMINHOS

Houve  reclamações, é claro, pela ausência do nome na relação dos pretendentes ao Palácio Rio Madeira/CPA. E não foram poucas. Mas a intenção foi esta mesma: deixar para registrar, em separado, uma das candidaturas ao Governo mais potentes, mas ainda na corda bamba de decisões judiciais. De todos os nomes fortes para a sucessão estadual, são poucos os que duvidam que Ivo Cassol teria chances reais de se eleger novamente. Um governo de mais de sete anos, recheado de avanços, ao ponto de compará-lo ao período de Jorge Teixeira, deixou marcas numa geração inteira de rondonienses. Embora pouco conhecido entre os mais jovens, já que está fora do poder há longo tempo, são os país e familiares que viveram o período Cassol, os que informam aos novos eleitores quem ele foi e quem ele é.

Caso Cassol consiga superar as grandes dificuldades que têm no mundo do Judiciário (a perda do seu mandato como Senador foi uma daquelas injustiças que só a História e a Verdade poderão corrigir), ele ainda é vítima de uma pena que parece não ter fim. Esse caso pode ser recuperado na Mini Reforma Eleitoral, que deve ser votada até meados do ano que vem. Mas outras condenações ainda têm que percorrer os longos caminhos do Judiciário. E só se forem modificadas, aí sem Ivo Cassol estará no páreo para tentar sentar na cadeira que é hoje de Marcos Rocha.

Conseguirá? Qualquer resposta pode não passar de um exagerado estudo de futurologia. É nas instâncias superiores que o futuro dele será definido. Alguns dos pretendentes, aliás, já avisaram publicamente que andarão por outros caminhos, caso Cassol possa concorrer. Agora, é só esperar. O tempo e os martelos dos magistrados é que decidirão o futuro de um dos políticos mais respeitados de Rondônia.

SILVIA ENTRA NA CORRIDA PELO SENADO, COM UM TRABALHO SOCIAL QUE A CREDENCIA À PRETENSÃO

Já com relação ao Senado, há um nome que também merece uma análise especial. A deputada federal Silvia Cristina ingressou no PP de Cassol, onde hoje também dá as cartas, com o compromisso de ter garantida sua vaga, no partido, para disputar uma das duas cadeiras, em 2026. E ela se tornou um nome fortíssimo, na medida em que vem realizando um trabalho social de grande envergadura, principalmente em ações de prevenção e combate ao câncer. Um hospital de prevenção à doença, já salvou milhares de vidas em Ji-Paraná, sua base eleitoral, cidade que, aliás, já deu ao país dois senadores: Acir Gurgacz e Marcos Rogério.

Foi com recursos da mesma parlamentar que, em parceria com o Hospital do Amor, que trata de pacientes com câncer, foi instalada uma clínica especializada em recuperação de pessoas que tiveram algum órgão do seu corpo atingido pela doença. Outro imenso feito, direcionado para gente que tanto precisa deste apoio. Além disso, Silvia ainda está programando investimentos, via suas emendas, para outras cidades do Estado. Se tornou um nome fortíssimo na nossa política, por todo este trabalho. Se não houver alguma mudança muito séria pelo caminho, ela estará, em 2025, na relação dos concorrentes ao Senado. E com chances reais.

NOMES PARA CÂMARA: HÁ MUITAS POSSIBILIDADES TANTO EM RELAÇÃO ÀS MULHERES QUANTO AOS HOMENS

Já para a Câmara Federal, numa visão de bola de cristal, se poderia enumerar pelo menos duas dezenas de nomes que teriam em seus planos a disputa de uma das oito cadeiras de Rondônia, daqui a dois anos. Entre os atuais deputados, é muito provável que mais a metade (Lúcio Mosquini, Maurício Carvalho, Fernando Máximo e Silvia Cristina) tenham outros planos. Concorreriam então a mais um mandato: Coronel Chrisóstomo, Thiago Flores, Lebrão e Cristiane Lopes. Claro que tudo isso faz parte de um projeto de futurologia. Mulheres que poderão estar na relação de concorrentes: Mariana Carvalho (dependendo do caminho que seu irmão Maurício seguir); Luana Rocha, a primeira dama do Estado; Ieda Chaves, deputada estadual e primeira dama da Capital; a vereadora de Porto Velho, Elis Regina e a petista Cláudia de Jesus, apenas para citar algumas possibilidades.

Entre as candidaturas masculinas, há possibilidades para nomes como os dos deputados estaduais Marcelo Cruz; Ismael Crispin e Cirone Deiró, entre outros. Entre os secretários do governador Rocha, há pelo menos dois neste pacote de previsões: Elias Rezende, das obras e Davi Inácio, da Regularização Fundiária. Do interior, nomes de peso. Como Jesualdo Pires, de Ji-Paraná, que está saindo do PSB e ainda vendo qual dos vários convites recebidos vai aceitar e o atual prefeito Isau Fonseca, entre vários outros. O Delegado Flori, reeleito em Vilhena; o vereador João Paulo Pichek, de Cacoal; o atual prefeito de Jaru, Joãozinho Gonçalves; o ex-vereador de Ariquemes, Rafael Fera; o ex-secretário de Cassol, Luiz Cláudio Pereira; o representante das cooperativas, Salatiel Rodrigues e o filho do deputado Ezequiel Neiva, o jovem Wiveslando Neiva, também podem estar se preparando para a briga.

BASTIDORES INFORMAM QUE MARCOS ROCHA PODE FAZER MUDANÇAS NA SUA EQUIPE, NOS PRÓXIMOS DIAS

Nada de concreto. Só conversas à boca pequena pelos corredores, quase cochichos. Ninguém confirma nada, ninguém conta nada, ninguém opina. Mas a verdade é que a boataria corre solta em relação a possíveis mudanças no time do governador Marcos Rocha, não se sabe se ainda neste final de ano, mas certamente no início de 2025, é o que se ouve. O próprio Governador confidenciou a pessoas muito próximas que iria esperar o resultado das eleições municipais, principalmente em Porto Velho, para decidir se faria ou não algumas mudanças na sua equipe. Como é uma decisão pessoal, é claro que ninguém, a não ser gente muito próxima ao chefe, tem alguma informação sobre o assunto. Há possibilidade de que algum secretário decida migrar para o governo municipal de Porto Velho? Também há, mas obviamente isso passa também pelo OK do Governador, antes de qualquer mudança.

O assunto, por enquanto, não tem mais detalhes. Contato deste colunista com um parceiro muito próximo de Rocha, serviu para confirmar que há sim, como diria o antiguíssimo humorista Barão de Itararé, alguma coisa no ar, além dos aviões de carreira. Vai acontecer? A única autoridade que pode confirmar ou não eventuais mudanças tanto no primeiro quanto no segundo escalões, é o próprio Governador. Nos próximos dias saberemos se o que está se ouvindo é apenas boataria ou se vai mesmo ocorrer alguma troca de nomes no time de Marcos Rocha.    

MOSQUINI DEFENDE O AGRONEGÓCIO, DIZ QUE SONHA EM UM DIA SER GOVERNADOR E QUE PODE DEIXAR O MDB

A meta é continuar trabalhando duro, em defesa do pequeno produtor e do agronegócio, para buscar mais uma reeleição (seria a quarta) para a Câmara Federal. Não há um projeto para concorrer ao Governo, mas se fosse escolhido por seu grupo político, ele não fugiria à batalha. “O tempo é de Deus, mas eu sonho em um dia ser Governador de Rondônia!”. Este foi apenas um dos temas abordados em entrevista do deputado federal Lúcio Mosquini, ao programa Papo de Redação, dos Dinossauros do Rádio. Na conversa, o parlamentar falou sobre suas ações; criticou com veemência o ativismo ambiental que manda nas ações do atual governo e da ministra Mariana da Silva; disse que o Brasil está preocupado em atender governos internacionais e as ONGs que os representam e não o povo da Amazônia; disse que quem vive no entorno da BR 319, sejam ribeirinhos, simples moradores ou até indígenas torcem para que a rodovia volte a ser asfaltada. No contexto da conversa, Mosquini declarou seu amor por Rondônia e disse que se orgulha de um Estado que não para de crescer e se desenvolver.

Ele também comentou sua eventual saída do MDB, partido que preside. Afirmou que tem divergências em relação às posições da sigla, em apoio ao atual governo federal, mas que só deixaria o partido em que ele milita desde que ingressou na vida pública, na janela do segundo semestre de 2026, caso o MDB não caminhe para o centro-direita e decida, ao contrário, ir para o centro-esquerda. 

O parlamentar abordou ainda suas ações pelo interior do Estado, destacando a cidade de Jaru, que é sua base eleitoral e de onde saiu com metade dos votos que o elegeram pela terceira vez. Lembrou dos investimentos que conseguiu para duplicação da BR 364 e da segunda ponte  sobre o rio Jaru, que fica pronta ainda este ano; aproveitou para elogiar muito o trabalho do Dnit; falou sobre as eleições municipais; elogiou os candidatos Mariana Carvalho e o eleito Léo Moraes e se colocou à disposição do novo mandatário da Capital, para uma parceria que traga benefícios para Porto Velho.

CÂMARA MUNICIPAL: GRUPO DOS 16 CONFIRMA QUE LÉO MORAES TERÁ MAIORIA ENTRE OS NOVOS VEREADORES

Em relação à nova Câmara Municipal de Porto Velho, apesar dos velhos hábitos, o momento é de divisão de vereadores. O chamado Grupo dos 16 já fechou com o novo prefeito Léo Moraes, que terá maioria garantida para a votação dos projetos de interesse da Prefeitura que encaminhar ao legislativo municipal. O outro grupo, de oito edis (a totalidade deste grupo é de vereadores que apoiaram Mariana Carvalho, na eleição) ficariam como independentes, ao menos nos primeiros passos da nova legislatura. A nova  Mesa Diretora será presidida pelo recém eleito Gedeão Negreiros, o que demonstra o poder do vereador Edwilson Negreiros, que não pode concorrer a mais um mandato, mas em menos de três semanas, conseguiu eleger seu irmão, que nunca tinha participado ativamente da política ou disputado cargo público.

Já estão escolhidos os demais cargos da Mesa. Por exemplo, nos primeiros dois anos, será outro novato, Marcos Combate. O vice-presidente será Zé Paroca. Nos últimos dois anos, daí sob a presidência do Pastor Evanildo Ferreira, o primeiro secretário será Breno Mendes. O atual presidente, Márcio Pacele, estaria no grupo dos oito independentes e não terá cargo na Mesa Diretora, mesmo tendo sido o mais votado entre os mais de 430 que disputaram cadeiras na Câmara Municipal.

TRANSIÇÃO COMEÇOU TRANQUILA. POR ENQUANTO, TODO MUNDO É AMIGUINHO!

Foi cordial, sem confrontos e sem registro de algo que pudesse deslustrar o encontro, a primeira reunião das equipes de transição do prefeito eleito Léo Moraes com o grupo designado pelo prefeito que está saindo, Hildon Chaves. O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira, em campo neutro: foi na sede do Tribunal de Contas do Estado, inclusive com a presença do presidente do órgão, conselheiro Wilber Coimbra.  O próprio Léo, acompanhado da sua vice, Magna dos Anjos, participou da reunião, elogiando a forma correta e democrática como está iniciando a transição. Claro que todos estavam pisando em ovos, mas ficou claro que o ambiente não era de animosidade. Pelo contrário. Todos os membros da equipe designada por Léo participaram do evento, já recebendo as primeiras informações do grupo que representa a atual administração.

Segundo o responsável pela transição do lado da Prefeitura, Luis Henrique Gonçalves, a determinação do atual Prefeito é o de facilitar o acesso do Prefeito eleito a todas as informações, “para que não haja descontinuidade dos serviços”. Léo Moraes elogiou: “não posso deixar de enaltecer o papel do Tribunal de Contas e de todos os envolvidos, na construção de um diálogo republicano e do interesse de todos, para termos uma boa gestão para entregar mais para quem precisa, que é a população”. Por enquanto, todo mundo é amiguinho. Tomara que continue assim!

 ENERGISA AJUDA A CONTAR PARTE DA NOSSA HISTÓRIA, COM PUBLICAÇÃO DE LIVRO DE FOTÓGRAFO E CINEASTA

A energia também abastece a cultura. Foi isso que fez a Energisa, uma empresa totalmente integrada à vida rondoniense, ao patrocinar, via Lei Rouanet, a valorização da cultura do nosso Estado, através do livro “Rondônia em Imagens”. A publicação, com um trabalho excepcional do fotógrafo, documentarista e cineasta goiano Kim-Ir-Sen Pires Leal, é acompanhada por textos com a assinatura da qualidade do jornalista Montezuma Cruz. A obra resgata a história da região por meio de fotografias do período de colonização, entre o fim dos anos 1970 e o início dos anos 1980.

No lançamento do livro, na Casa de Cultura Ivan Marrocos, a direção da empresa e sua equipe de comunicação participaram, em peso. O diretor-presidente André Theobald, ao falar no lançamento da publicação, destacou a preocupação da Energisa em prestigiar a cultura local, de todas as formas possíveis. Aliás, sobre Theobald, vale um destaque à parte: quem não o conhece e o ouve pela primeira vez, fica com a plena convicção de que ele é um rondoniense da gema, tal a forma carinhosa e sempre emocionada com que fala sobre nossa terra.

O livro lançado, tem mais de 200 páginas e mostra uma Rondônia em Imagens, com um acervo singular de registros capturados por Kim-Ir-Sen Pires Leal os textos de Montezuma Cruz dão um brilho especial à publicação. A obra traz à luz memórias e aspectos culturais que, de outra forma, poderiam se perder com o passar do tempo. Como parte do projeto, exemplares do livro serão distribuídos para bibliotecas de escolas estaduais de Rondônia, ampliando o acesso dos estudantes a essa documentação histórica única e promovendo a valorização da cultura regional.

PERGUNTINHA

Em vídeo nas redes sociais, defendendo a vitória de Donald Trump para comandar os Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro lamentou  ter sido condenado e se tornado inelegível “sem ter cometido nenhum crime”. Você concorda com ele ou acha que a condenação foi justa?

FONTE COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA –  AUTOR: SÉRGIO PIRES

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete a opinião da Folha Rondoniense 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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