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OPINIÃO DE PRIMEIRA: Expedito destaca atuação de Laerte pelo PSD; Sérgio é o candidato do governo em 2026; e as prioridades de Léo Moraes para Porto Velho

NO MEIO POLÍTICO, A ELEIÇÃO QUE ACONTECERÁ DAQUI A CERCA DE 700 DIAS JÁ É A ÚNICA PAUTA QUE INTERESSA!

Que se converse com qualquer político, desde os do baixo clero até aqueles que têm nas mãos o poder decisório e se ouvirá, sempre com os cuidados e ressalvas, para que não pareça o que realmente é (total prioridade!) e todos, com raríssimas exceções, só terão um tema principal em pauta: as eleições para Presidente, Governadores, para o Congresso Nacional e Assembleias Legislativas,  que acontecerão daqui a dois anos. Não importa se você esteja em Rondônia, no Acre, em Santa Catarina, em São Paulo ou no Rio de Janeiro, só para citar alguns Estados. A imensa maioria dos que compõem a classe política tem projetos, querem executá-los, mas, antes de tudo e sempre visando a meta maior: todos estão de olho nas urnas.

Por aqui não é diferente. Não importa onde se esteja, o tema é um só: a disputa ao Governo e ao Senado (principalmente), mas também à Câmara Federal e ao Parlamento estadual. Há partidos (como o PSD, apenas para citar um exemplo) que já tem hoje uma nominata completa de nomes para concorrer às 24 cadeiras da Assembleia e pelo menos meia dúzia, com potencial para disputar a Câmara Federal. Hoje. A um ano e onze meses do 6 de outubro de 2025, quando haverá a disputa para os parlamentos e o primeiro turno da eleição Presidencial.

Em Rondônia, a disputa pela sucessão de Marcos Rocha mudou os seus caminhos inicialmente planejados, com a eleição de Léo Moraes para comandar a Prefeitura de Porto Velho. Ele terá sim, poder importante a quem der seu aval. O candidato do Governador é Sérgio Gonçalves. Se a eleição fosse hoje, o atual vice-governador é muito provável que teria o apoio de Léo. Mas daqui a quase dois anos, muita água vai rolar embaixo desta ponte. Hildon Chaves, Lúcio Mosquini, Marcos Rogério, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria e até o de Fernando Máximo, que à princípio prefere disputar o Senado, podem estar na relação dos que querem também a cadeira de Marcos Rocha. Maurício Carvalho poderia estar nesta relação? Poderia sim! Pelo caminho, outros nomes surgirão. Até porque, até o segundo semestre de 2025, serão estes personagens que estarão nos comentários da nossa política, sobre eventual candidatura. Até porque a disputa já começou, mesmo mais de 700 dias antes das urnas.  

PARA AS DUAS VAGAS AO SENADO TAMBÉM HAVERÁ DISPUTA ACIRRADA. ROCHA É UM NOME CERTO PARA 2025

E em relação ao Senado, o quadro mudou? Mudou sim. Não se pode dizer que a eleição de Léo Moraes, na Capital, não terá influência em toda a estrutura da política rondoniense. O ingresso do nome de Fernando Máximo no rol dos possíveis concorrentes às duas vagas, já que a tem garantida no Podemos de Moraes, a quem apoiou, dá uma nova nuance à disputa. É certo que na relação dos candidatos estará o nome do governador Marcos Rocha. Dos atuais três senadores, Jaime Bagattoli não precisa disputar, já que tem um mandato de oito anos. Bagattoli, contudo, pode ser mais um nome viável para a sucessão de Rocha. Marcos Rogério é uma incógnita. Há quem diga que ele prefere concorrer novamente ao Governo, mas pode também buscar a reeleição, dependendo de como se desenhe o quadro.

E Confúcio Moura? Esse sim é uma incógnita. Há possibilidade real de que ele seja guindado a um Ministério do governo Lula, nos últimos dois anos do mandato presidencial. Se isso for real, a decisão de Confúcio pode ser uma. Caso não se concretize, pode ser outra. No momento, caso fosse candidato, Confúcio teria grandes dificuldades de reeleição. Há outros nomes que não podem ser desconsiderados, mas surgirão durante o processo.

EXPEDITO COMEMORA VITÓRIAS DO PSD E DESTACA ATUAÇÃO DO DEPUTADO LAERTE GOMES

Ele tem a política no sangue. Mesmo sem ter sido candidato, comemorou muitas vitórias nas eleições municipais. Expedito Júnior participou, nesta semana, do programa Papo de Redação, com os Dinossauros Beni Andrade, Jorge Peixoto, Everton Leoni e Sérgio Pires, falando na vitória do seu partido, o PSD, em sete Prefeituras do Estado; na eleição de vice-prefeitos e dezenas de vereadores. No encontro com os Dinos, Expedito destacou ainda o trabalho do deputado Laerte Gomes. “Imaginei que ninguém me superaria nas andanças pelos municípios de Rondônia, mas estava enganado: Laerte andou mais do que eu”, comentou Expedito, no longo bate papo sobre o resultado da eleição neste outubro passado.

O PSD, presidido em nível regional pelo próprio Expedito, foi o terceiro partido que mais elegeu prefeitos em Rondônia. O primeiro foi o União Brasil, com 17; o PL de Bolsonaro, com 12 e o PSD, com sete. Mas, em nível nacional, o partido de Expedito, comandado pelo ex-governador de São Paulo, Gilberto Kassab, tomou o maior número de prefeituras: 887, superando o PL, com cerca de 580. Expedito disse, entre muitas outras informações importantes, que o PSD está se preparando para as eleições de 2026. Pode inclusive ter um candidato ao Governo: o jovem prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, reeleito com mais de 70 por cento da votação na sua cidade.

DOIS SECRETÁRIOS DE MARCOS ROCHA E O EX-TITULAR DA SEFIN DE CONFÚCIO NA EQUIPE DE TRANSIÇÃO DE LÉO

Começou a transição, com surpresas! O prefeito eleito escolheu um grupo de onze pessoas da sua confiança, para começar a detalhar as informações da administração municipal, necessárias para que, quando assumir em 1º de janeiro, ele tenha a base da situação da Prefeitura que vai receber. Entre eles, dois auxiliares muito próximos do governador Marcos Rocha (o secretário da Deosp, Elias Rezende e o titular do Patrimônio e Regularização Fundiária, Sepat, Davi Inácio) além do ex-secretário da Fazenda do governo Confúcio Moura, Wagner Garcia de Freitas. Sem surpresa, foram as indicações do advogado Nelson Canedo e do empresário e ex-vereador Jaime Gazola, nomes há anunciados neste espaço, há alguns dias. Ainda estão no time da transição, escolhidos pelo prefeito eleito, Raimundo Magalhães, Oscar Dias Neto, Ian Barros Molmann, Arildo Lopes Silva, secretário geral da Assembleia Legislativa do Estado; Érica Milva Dias e Milton Neves de Oliveira. O trabalho de transição vai começar bem antes do que anunciado pelo prefeito Hildon Chaves, já que ele atendeu pedido de Léo para antecipar ao máximo o início das atividades.

Hildon publicou decreto não só nomeando a equipe de Léo, mas também os servidores da Prefeitura que farão parte da transição. De parte da prefeitura, fazem parte da comissão, entre outros, Ivan Furtado de Oliveira, presidente do Instituto de Previdência, o Ipam. Também estarão no time de Hildon, Luiz Henrique Gonçalves, coordenador de Contabilidade da Semfaz e, ainda, Jonathan Pacheco, secretário geral de Governo e, ainda, Moacir Pontes Neto, Ivan Oliveira e Guilherme Jaquini. Segundo informação oficial da Prefeitura, os membros da equipe de transição não são remunerados.

 STF: BAGATTOLI PROTESTA CONTRA DECISÃO SOBRE ZÉ DIRCEU E LEMBRA PAIS DE FAMÍLIAS PRESOS NO 8 DE JANEIRO

O senador rondoniense Jaime Bagattoli fez um duro pronunciamento contra decisão do STF em anular todas as condenações do ex-ministro José Dirceu, através de medida monocrática do ministro Gilmar Mendes. “Isso representa um “tapa na cara do trabalhador brasileiro”, disse o senador, explicando que “já que os recursos públicos desviados no esquema de corrupção poderiam ter sido investidos em setores essenciais, como saúde, segurança e educação”. Bagattoli foi mais longe. “O mais triste nisso tudo é que o Zé Dirceu não é exceção. O STF, para lembrar, suspendeu a multa bilionária tanto da J&F quanto da Odebrecht, envolvidas em esquema de corrupção, e também devolveu os direitos políticos do ex-governador Fernando Pezão, também envolvido em escândalo. Enquanto isso, a gente assiste a uma verdadeira perseguição a centenas de brasileiros, presos injustamente na manifestação do dia 8 de janeiro. O mesmo Supremo que condenou um pai de família a 14 anos de prisão absolve um político envolvido no maior escândalo de corrupção do país”, protestou.

Bagattoli foi mais longe. Ele reforçou a necessidade de o Senado adotar uma postura independente na defesa do equilíbrio entre os Poderes da República. Para o senador, “é essencial que o Senado não se submeta a interferências de outros Poderes, especialmente em temas que são prerrogativas exclusivas do Legislativo”, obviamente se referi9mdo às constantes interferências de ministros do STF nas prerrogativas que são, pela Constituição, de atribuição do Parlamento.  “O próximo presidente desta Casa precisa ter a coragem de pautar os questionamentos do povo sobre o STF e de não aceitar que a Corte venha legislar no que não deve, como aconteceu nos casos do marco temporal e do porte de drogas, assuntos de competência do Legislativo”, concluiu.

DUPLICAÇÃO E VÁRIAS OBRAS NA 364 TERÃO INVESTIMENTOS DE MAIS DE 1O BILHÕES E PREVISÃO DE VÁRIOS PEDÁGIOS

Mais de 10 bilhões e 200 milhões de reais. Este é o investimento previsto  no leilão dos trechos que serão duplicados na BR 364, segundo confirmou o Dnit, nesta semana. O certame acontecerá em 27 de fevereiro de 2025, ou seja, daqui a cerca de cinco meses e as obras vão abranger perto de 689 quilômetros  com duplicação de vários trechos, além de outras intervenções.   O projeto deve incluir o contorno de Ji-Paraná e acessos ao Porto Novo, em Porto Velho, o que vai ampliar as alternativas de tráfego e facilitar o fluxo de mercadorias e pessoas pela região. Vários pedágios serão implantados nos quase 700 quilômetros, com previsão de custo médio (aos valores de hoje) de 15 centavos por quilômetro. Ou seja, a cada 100 quilômetros, o usuário pagaria 15 reais. De Vilhena a Porto Velho, ida e volta, o gasto seria de 210 reais, claro, se os valores quando a cobrança começar, forem os mesmos de agora. Outra decisão tomada é que o pedágio projetado entre Porto Velho e Candeias do Jamari não mais será instalado.

Pela projeção de todo o projeto, a empresa vencedora ficará responsável por todo o pacote de obras necessário, com a duplicação de vários trechos considerados mais perigosos; construção de faixas adicionais e acessos às cidades, além de contração da mão de obra necessária. A perspectiva é de que perto de 95 mil postos de trabalho sejam criados. As informações, contudo, não informam quando as obras devem iniciar efetivamente. O contrato com a empresa vencedora será de 30 anos.

LÉO QUER PRIORIDADE PARA O ABASTECIMENTO DE ÁGUA E REAFIRMA QUE CONSTRUIRÁ POÇOS PROFUNDOS

Foi uma visita de trabalho. O prefeito eleito Léo Moraes esteve visitando as instalações da Caerd, nesta semana, acompanhado por diretores da empresa. Foi conhecer de perto a situação na área de captação e outros setores da empresa, até porque, lembrou, a falta de abastecimento de água é uma das maiores reclamações que ele ouviu durante toda a campanha. No encontro, Léo reafirmou que um dos seus projetos é o de instalação de poços profundos em diferentes regiões da cidade, para permitir que a população não fique sem água durante o período da seca. Ouviu dos dirigentes da Caerd que a empresa estará ao lado desta meta, assim como conheceu os projetos de investimentos e ampliação de rede da estatal. Léo destacou que não se pode mais aceitar que o porto-velhense viva sob o domínio da falta da água, algo vital para todos. A princípio, a construção de poços profundos, com até 500 metros de profundidade, para que nunca sequem.

Na visita à Estação de Tratamento da Santo Antônio, o prefeito que assume em 1º de janeiro, afirmou que não é possível que se mantenha a situação atual. “Esta situação tem afligido o nosso povo e não podemos aceitar que continue assim”. A própria Caerd tem modelo para cavar poços de grande profundidade e  Léo tem consultas com geólogos, para que tal projeto ande com a maior brevidade. A questão da falta d´água para o porto-velhense será um dos primeiros problemas a serem atacados pelo novo Prefeito. 

LIVROS COM CENAS DE SEXO EXPLÍCITO PARA CRIANÇAS PODE, MAS QUE SE RECOLHAM OS QUE CRITICAM GRUPOS LGBT   

Livros que ensinem sexo e tenham linguagem quase pornográfica nas escolas, para crianças a partir dos seis anos, aí pode! Ai de quem tenha coragem (com o fez o então prefeito de Ariquemes, o hoje deputado federal Thiago Flores), para impedir que essa excrescência chegue aos nossos pequenos. Mas livros para adultos, em Faculdades de Direito, que critiquem grupos LGBT, por exemplo, de jeito nenhum! No primeiro caso, o Ministério Público Federal processou o então prefeito, que, claro, foi absolvido mais tarde. No segundo caso, o ministro comunista do STF, Flávio Dino, em decisão monocrática, mandou censurar livros que, segundo agora o mesmo MPF, têm que ser recolhidos, por conterem trechos considerados homofóbicos e discriminatórios, contra grupos minoritários, em particular mulheres e a comunidade LGBT. O sistema Judiciário brasileiro, que já optou por apoiar uma ideologia, pelo menos em sua Corte maior, está ao lado do MPF, mas depende do que for julgado. Se for livro com cenas explícitas de sexo para crianças, pode. Se for crítica ao que o atual sistema chama de “minorias”, aí não pode.

Também nunca está na pauta o sistema de ensino universitário brasileiro, que coloca no mercado brasileiros profissionais que passam anos a fio sendo doutrinados. Isso também pode, desde que a doutrinação seja apenas da mesma cartilha ideológica. Ai de quem, sejam professores ou estudantes, não rezem por ela. São estigmatizados, perseguidos, eventualmente agredidos. Mas isso pode. Porque o lado da doutrinação é o único que vale!

JANTAR DO NOVO PREFEITO COM OS 23 VEREADORES ELEITOS AVANÇA PARCERIA ENTRE PREFEITURA E NOVA CÂMARA

Foi num salão de festas do Alphaville. Na noite da sexta-feira, o prefeito eleito Léo Moraes se reuniu com os 23 membros da Câmara de Vereadores, tanto os novos quanto os reeleitos. Foi um momento de confraternização, mas também para firmar parcerias para buscar alternativas de melhorias para a cidade e seus habitantes, segundo relatou um dos participantes do evento. Antes mesmo do encontro, entre eles, os vereadores já definiram as duas Mesas Diretoras para os dois biênios. O primeiro presidente na nova legislatura será um dos recém-eleitos, o vereador Gedeão Negreiros, irmão de Edwilson Negreiros, que não pode concorrer, mas ajudou a eleger Gedeão. Nos últimos dois anos, a presidência ficará com outro novato entre os eleitos: o Pastor Evanildo, pai do presidente da Assembleia, Marcelo Cruz. As decisões já teriam sido comunicadas a Léo. Outra questão, ainda em aberto, mas que está na pauta, é de quem seria o novo líder do Prefeito na Câmara. O que se ouve nos bastidores é que um dos preferidos seria Breno Mendes, por sua experiência e por transitar entre todos seus pares, sem restrições. A decisão deve ser anunciada em breve.

Ainda sobre a Câmara, o presidente atual, Márcio Pacele (reeleito com a maior votação entre os mais de 430 candidatos) derrubou rapinho uma Fake News que andava percorrendo grupos da rede social. Ela informava que dois dos 23 eleitos não teria gabinete para atender. Totalmente falso. Pacele já avisou que nesta segunda-feira começam obras de ampliação na Câmara e que os dois novos gabinetes estarão disponíveis bem antes do início da nova legislatura. Portanto, ponto final na boataria!

PERGUNTINHA

Na sua opinião, quem vai vencer as eleições presidenciais nos Estados Unidos, que vão acontecer nesta terça-feira, 5 de novembro: a direita com o ex-presidente Donald Trump ou a esquerda, com a atual vice-presidente Kamala Harris?

FONTE: COLUNA OPONIÃO DE PRIMEIRA – AUTOR: SÉRGIO PIRES

  • A Opinião dos colunistas e colaboradores são de sua inteira responsabilidade não reflete a opinião da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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