Resenha Politica

Ódio se instalou nos meios políticos – Por Robson Oliveira

DOENÇA 

Na política não vale tudo, embora os grupos que se digladiam por nacos do poder esqueçam da máxima e usam todos os meios para atingir o adversário. Nessa ótica vale tudo do pescoço para baixo para justiçar os fins. Um exemplo concreto ocorreu no final da semana passada quando uma jovem postou nas redes sociais um vídeo fazendo duras acusações ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), por suposto assédio sexual. Na gravação, para quem tem experiência, é possível perceber que a jovem não consegue concatenar de forma uniforme e coerente as denúncias. Ainda assim, qualquer cidadão não contaminado com o ódio que se instalou nos meios políticos, desconfia que a denúncia, mesmo grave, seja real.  

PSICÓTICO 

Após o vídeo tomar as redes sociais e se espalhar feito pólvora em capim seco, o estrago já era grande com os opositores do prefeito viralizando a denúncia nos grupos de Whatsapp. Como mentira e perna curta têm a mesma medida, imediatamente na repercussão a mãe da jovem denunciante veio a público para pedir desculpas ao prefeito Hildon Chaves pelas denúncias e revela que a filha havia fugido de uma internação para tratamento de um surto psicótico que lhe acometeu.  

AJUDA 

Aparentando constrangimento e exibindo o rosto de uma mãe sofredora com a situação, a mãe da jovem explica a situação de saúde mental grave por que passa a filha e pede ajuda, inclusive ao prefeito (vítima da situação) para que a moça possa conseguir um acompanhamento psiquiátrico adequado, uma vez que a família não dispõe de condições financeiras.  

PERVERSIDADE 

Mesmo com as explicações dadas de que a denúncia era de uma pessoa acometida de um distúrbio e fugitiva de uma unidade de saúde mental, a perversidade humana em tempos de extremismo não tem limites. Continuaram viralizando o vídeo com o único objetivo de exploração política sem dar uma mínima compaixão de solidariedade com uma mãe numa situação tão desesperadora. Pior que a perversão parte exatamente de setores da sociedade que adoram apontar o dedo na fuça dos semelhantes exigindo decência, aliás, uma virtude que estes setores a tempo perderam sem se dar conta.  

DESUMANIDADE 

Vivemos tempos bicudos com a predominância de ações que provocam propositalmente danos e sofrimento ao semelhante com requinte de crueldade somente por pensamentos divergentes. É uma sociedade em estresse que necessita de cuidados para que todos não sejam levados a essa loucura do vale tudo na política. Há vida e felicidade além do extremismo. Que voltemos a ter humanidade com o próximo. Mesmo quando o próximo não seja próximo.  

CPI  

Ainda não estão totalmente claras as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada no âmbito do Poder Legislativo Estadual, para investigar supostas irregularidades na gestão da saúde, desde a crise mundial com a pandemia do coronavírus. Mas estão bem avançadas outras investigações na área sobre aquisição de testes rápidos. São testes que foram adquiridos com preços hipoteticamente incompatíveis com o mercado. É possível que fatos novos surjam antes da conclusão da CPI, e muito mais imediatos do que imaginamos uma vez que as investigações estão avançando.  

TUCANO 

Apesar de anunciado em fevereiro  com pompa a filiação do prefeito da capital Hildon Chaves no União Brasil, legenda presidida pelo governador Marcos Rocha, ninguém sabe onde guardaram a nova filiação e o prefeito permanece filiado ao PSDB, como consta na Justiça Eleitoral.  

CARBONO 

O Governo Federal enviará ainda este mês ao Congresso Nacional o projeto regulamentando o mercado de carbono no país. As receitas estimadas com a captura do carbono para o Brasil alcançam as cifras dos 120 bilhões de dólares. É uma área ainda em maturação que pretende credenciar  e garantir a integridade desses créditos de carbono com o mercado internacional, visto que a partir 2026 a Europa vai adotar a taxa de carbono e nós temos uma matriz energética limpa.  

MEIO AMBIENTE 

Em Rondônia ainda há uma percepção arcaica do uso da terra para cultivo agrícola e para pecuária extensiva. A compatibilização das atividades econômicas com a preservação ambiental é algo indissolúvel sem deixar espaço para a ocupação  predatória. Todas as ações antropizadas deverão contar com um plano de manejo que minimize os impactos em nossas florestas, especialmente na Amazônia.  

MITIGANDO 

A captura de carbono ainda não é bem assimilada pelos produtores, por sem algo novo, mas o mercado vai passo a passo descobrindo as suas vantagens e verificando o quanto é rentável. É possível explorar as riquezas naturais mitigando os reflexos danosos. Cedo ou tarde todos, literalmente todos, vão ter que se ajustar às regras ambientais. O resto é lorota.  

STF 

Ao que parece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai indicar nos próximos dias o advogado Cristiano Zanin para a vaga no STF aberta com a aposentadoria compulsória do ministro Ricardo Lewandowski. O advogado baiano Manoel Carlos de Almeida Neto, que trabalhou na Corte, é o predileto do ex-ministro, mas Zanin conta com a simpatia de Lula pelo trabalho jurídico exemplar  que fez em sua defesa e que culminou com a anulação das condenações. Independentemente de quem seja o ungido, os extremistas vão chiar. É do jogo.  

INTERLOCUÇÃO 

A coluna conversou com uma autoridade estadual ligada a um importante órgão que confidenciou uma sintomática melhora na interlocução com o Governo de Rondônia. Segundo ele, que prefere manter o anonimato, o vice-governador Sérgio Gonçalves é quem está à frente das conversas com os demais poderes e instâncias representativas de Rondônia. Marcos Rocha, pelo que a coluna apurou, optou por se ocupar com outros assuntos da administração estadual, além de peregrinar no exterior tentando carrear recursos.  

TRANSPOSIÇÃO 

O Plenário do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional norma do Amapá que permitia o aproveitamento, a absorção ou a transposição de empregados da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), sociedade de economia mista, para o quadro estatutário da administração pública local, em caso de leilão da empresa. A decisão, por maioria, foi tomada em recurso extraordinário com repercussão geral, o que significa impedimento para que os funcionários do Beron e Ceron também sejam transpostos para os quadros da União. 

UNIMED 

Há uma preocupação imensa entre cooperados da Unimed em relação a vitalidade econômica do plano. Um cooperado revelou a coluna que o plano privado com a maior cobertura da capital não está conseguindo atender a contente todas as demandas, especialmente as cirurgias eletivas. O que intriga é que por dois anos seguidos a empresa se capitalizou na pandemia do coronavírus quando as cirurgias eletivas foram todas suspensas.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

– A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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