Esporte

Obra de 600 Milhões pode parar nas mãos de empreiteira Goiana

Empresa está respondendo ação civil pública no Tocantins por superfaturamento em obra de governador peemedebista

R$ 600 Milhões

Esse é o valor das obras de saneamento que serão feitas em Porto Velho nos próximos meses. O edital está na praça, porém com preço cheio, ou seja, de acordo com a Lei 8.666 é necessário que a empresa vencedora do certame tenha um capital registrado de 10 % do valor da obra, portanto, R$ 60 milhões. Evidente que esse é um valor estrondoso e nenhuma empresa rondoniense dispõe. Porém, o mais correto, coerente e economicamente aceitável seria dividir em diversos lotes, permitindo dessa forma que diversas empresas participassem.

E mais

Com essa medida, caso alguma apresentasse problemas, os prejuízos seriam menores já que a obra não seria paralisada em sua totalidade, conforme ocorreu na gestão de Ivo Cassol.

Porém

Fontes ligadas ao Palácio garantem que o edital foi elaborado propositalmente dessa forma e para favorecer uma gigante que já atuou em Rondônia na construção de pontes e trechos de rodovia. A empresa tem portifólio de obras em vários estados e seus braços empresariais estão todos em Goiania (GO). Ela atua ainda no ramo de vigilãncia patrimonial, incorporações, construção de hangares, mineração e manutenção.

Curiosamente

Uma de suas associadas, que também já atuou em diversas obras em Rondônia, a Aterpa M Martins S/A fez uma doação no valor de R$ 133 mil para a campanha do governador cassado Confúcio Moura em sua reeleição. As mesmas fontes garantem que um interlocutor do governo foi o responsável pela “amarração”, e faz sentido. O que não faz nenhum sentido é a população de Porto Velho ser penalizada mais uma vez por interesses particulares. É uma questão de razoabilidade a divisão em lotes dessa licitação.

Um dos problemas

É que a tal empresa já responde a uma ação civil pública no Tocantis, por acusações de superfaturamento na construção de uma ponte. Entre os réus, além da empresa está o governador Marcelo Miranda, que é do PMDB. Os prejuízos chegam a R$ 4.698.199,52. Segundo o Ministério Público daquele estado, houve também superfaturamento da Infraestrutura, Mesoestrutura e Superestrutura. Traduzindo, se deu problema em Tocantins, vai dar aqui também, como deu em algumas obras realizadas por essa empresa. Portanto, os órgãos de fiscalização devem observar atentamente essa licitação.

Enquanto isso

Cacoal pega fogo e a população quer a cabeça do prefeito Padre Franco Vialetto em uma badeja e nem precisa ser de prata. Outrora querido na cidade por suas realizações como religioso, virou uma espécie de inimigo público número 1, e com toda a razão. Apesar de estarem demonizando a ex-chefe de gabinete, o principal culpado é o prefeito. Ele sabia de tudo que ela fazia, inclusive chegou a participar de um conluio com a mesma para tentar silenciar um denunciante.

Foi convocada

Uma reunião para tratar do pedido de expulsão da vereadora Maria Simões, que presidiu a CPI contra o prefeito. Ela é filiada ao PT e foi responsável pelas investigações que descobriram uma série de traquinagens na gestão do padre.

Racha

Uma ala do PT ligada a ex-senadora Fátima Cleide quer a expulsão de todos os envolvidos e a imediata dissolução do diretório de Cacoal, além de uma intervenção. O problema é que os petistas de Cacoal são ligados a ala do outro padre, o ex-deputado federal Ton, que tem por hábito aliviar para a turma que apronta. Foi Ton e seu grupo os responsáveis pela absolvição de Roberto Sobrinho e Epifânia Barbosa. Portanto, não será surpresa alguma expulsão de Maria Simões.

Ao mesmo tempo

O jornal eletrônico Tudorondonia divulgou que nas próximas horas a Procuradoria Geral de Justiça deverá estar pedindo a prisão do prefeito de Cacoal. A decisão foi tomada com base nas inúmeras gravações que circulam na internet de conversas entre o padre e sua ex-chefe de gabinete. Em entrevista na tarde desta terça-feira em Cacoal, Franco afirmou estar se sentido “envergonhado” e afirmou que seu problema é “confiar demais nas pessoas”. Ele também descartou qualquer possibilidade de renúncia.

Portanto

Se alguém ai está achando que o padre vai pedir para sair, pode esquecer. Dali só sai se for pelas mãos da justiça.

De novo

Não causou nenhuma surpresa a prisão de membros da família Calixto na manhã desta terça-feira na Operação Ardina, que desbaratou um esquema de empresas fantasmas, utilizadas pelos donos do jornal Estadão do Norte para fraudar contratos com órgãos públicos. O jornal está fechado e inviabilizado de receber qualquer recurso, daí a fraude. Foi preso, pela terceira vez, o sobrinho de Mário Calixto, Mário André que já havia sido alvo na operação Termópilas (2011) e preso por falsificar dinheiro em novembro de 2013, junto com outros membros de sua família.

Aliás

Membros da familia Calixto também foram presos na Operação Pretório, em 2012, que investigou desvios de dinheiro do Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia, através de precatórios que eram sacados por uma advogada. O inquérito ainda está aberto e a turma deu o pinote para o Rio Grande do Norte. Já o mentor do grupo, Mário Calixto continua morando na Bolívia, onde conseguiu cidadania.

OAB vai a escola

Daqui a pouco, às 19 horas, no auditório da OAB/RO, a Aula Magna de lançamento da edição 2015 do projeto de cidadania “OAB vai à Escola”. O projeto que teve as atividades intensificadas em 2013, pela atual gestão, visa cumprir a Lei Estadual 2.788 de 26/06/12, em que ficou estabelecido que na execução do conteúdo programático no ensino Fundamental e Médio nas instituições da rede pública estadual, deverão ser desenvolvidas palestras de cidadania com o enfoque em Noções Básicas de Direito do Cidadão Brasileiro. De acordo com a Lei, as palestras devem ser ministradas por advogados indicados pela OAB/RO.

Drama

Nesta terça-feira a terra voltou a tremer no Nepal. O terremoto de 7,3 de magnitude foi registrado perto do Monte Everest, mas foi sentido até em Nova Déli, na Índia. Há apenas duas semanas, um terremoto de 7,8 de magnitude matou 8 mil pessoas.

Para contatos

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Vídeo de cascata irlandesa vira fenômeno global entre insones

A tranquilidade de uma cachoeira e o som reconfortante de pássaros cantando – talvez esse seria o mundo ideal para uma boa noite de sono. E é exatamente esse cenário, registrado em vídeo pelo artista visual irlandês Johnnie Lawson, que está resolvendo a vida de milhares de pessoas que sofrem com insônia pelo mundo. Lawson filmou o rio Bonet, no condado de Leitrim, na Irlanda, onde há uma pequena cascata com o barulho leve das águas caindo e batendo nas pedras. Ao fundo, os pássaros cantam para completar a calmaria do ambiente, tão rara nas cidades grandes. O vídeo publicado por Lawson no Youtube já foi assistido mais de sete milhões de vezes e, para a surpresa do artista, atingiu um público que ele não esperava: o de insones. O vídeo tem oito horas e agora é parte de uma pesquisa científica utilizada em vários hospitais de Londres para curar o problema de quem não consegue dormir. Johnnie Lawson começou a fazer vídeos para trazer um pouco da natureza para a vida das pessoas. Ele publicou o vídeo da cachoeira no Youtube há cinco anos e, para sua surpresa, ele rapidamente atraiu milhares de pessoas – especialmente aquelas que sofrem de insônia. Se você quier conferir o vídeo, é só acessar esse endereço –https://www.youtube.com/watch?v=PwSHOI7DwWM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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