Teia Digital

O Alerta do Desembargador Renato Martins Mimessi – por Silvio Persivo

A escolha é sua. “Quer você acredite que consiga fazer uma coisa ou não, você está certo” (Henry Ford).

 DESEMBARGADOR PEDE MAIS ESPÍRITO PÚBLICO

Refletindo o pensamento de grande parte dos brasileiros, o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, Renato Martins Mimessi, em sessão solene no Plenário das Deliberações do Poder Legislativo, na última sexta-feira (02), disse de forma direta e em tom de alerta a procuradores e advogados que o atual momento politico, jurídico e econômico do Brasil é muito perigoso. E foi enfático ao dizer que a cortina de fumaça de certos grupos midiáticos, feita em parceria com o corporativismo de órgãos, instituições e poderes, somente visa benefícios particulares em boa parte das ações políticas. E afirmou “Nós temos um Supremo Tribunal Federal representante de Hollywood, ministros comentando e realizando um pré-julgamento de processos em andamento o dia inteiro em televisão , isto é, um absurdo” — criticou de forma veemente o Desembargador de Rondônia. Para o Desembargador Mimessi, os homens públicos contemporâneos, que gerenciam o país, devem lutar somente pelos os interesses do povo: “ O que está faltando neste momento na república são líderes que possam colaborar com o esvaziamento dessas pessoas, pois, o que deve ser feito agora é pensar no bem-estar comum, na constituição e nos princípios democráticos que estão em jogo”. E findou por criticar sobre as atitudes corporativistas da Ordem dos Advogados do Brasil, dos Ministérios Públicos do Brasil e da Magistratura da federação. Foi ovacionado pelo público presente na Assembleia Legislativa após dizer que muitos estão usando bandeiras legitimas de maneiras equívocas e alertou o povo que todos estão passando por um processo de manipulação com base em meias verdades.

 A CRISE DE TODOS OS PODERES

De fato, a manifestação do Desembargador, correta sob o ponto de vista do bem público, reflete a crise de representação que sofremos. Embora seja, por excelência, o legítimo representante do povo, o Legislativo sofre com o desgaste de seu prestígio e força, que vem se deteriorando ao longo dos anos, não apenas por falta de respostas às expectativas sociais,  mas, pelo vácuo que ficou na  regulamentação normativa da Constituição de 88, que eivada de disposições transitórias deveria ter sido regulamentada e, até hoje, não o foi,  permitindo que a Justiça atue como uma reparadora do vácuo legislativo. Por outro lado, enveredou pelo caminho errôneo de exigir a nomeação de indicados para a estrutura administrativa criando o presidencialismo de coalização que tem sido fonte de grandes problemas. Isto somente fortaleceu, e até mesmo exacerbou, o poder da caneta do chefe do Executivo, que, nos últimos tempos, deixaram o Congresso como mero caudatário de seus desejos, exceto por algumas pressões ocasionais. Além disto, o executivo dispõe de um instrumento (excepcional), a Medida Provisória, que, usada de forma abusiva, lhe permite legislar esvaziando ainda mais o parlamento. É preciso verificar que o próprio Poder Judiciário, que depende de indicação de membros de listas tríplices para compor quadros de Tribunais de Justiça, Ministério Público e Tribunais Superiores (TST, STJ e STF), acaba dependente, de uma forma ou outra, de governadores e do presidente da República, o que aumenta a concentração de poder. Por isto, há dúvidas imensas sobre a independência do Judiciário que, seria, no mínimo, complacente nas demandas contra o  Poder Executivo. Isto é relativo, mas, o quadro geral não. Há um déficit de lideranças e uma crise que permeia todos os poderes que será preciso superar. E só pensando no bem público, como frisou o Desembargador será possível enfrentar as causas da crise.

CHAGAS NETO RECEBEU ORDEM DO MÉRITO AMAZÔNICO

Empresário da construção civil há mais de 30 anos em Rondônia, Chagas Neto foi condecorado, em Brasília, com a Medalha da Ordem do Mérito Industrial, conferida pela Associação das Federações dos Estados da Amazônia Legal – ação Pró-Amazônia, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelo desenvolvimento da Indústria rondoniense. A comenda da Ordem do Mérito Amazônico Danilo Remor, foi criada em 1995, para agraciar personalidades e instituições nacionais ou estrangeiras, civis, militares ou eclesiásticas, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados em prol do desenvolvimento, do bem-estar social e da divulgação do parque industrial da Região Amazônica. Chagas Neto preside atualmente o Conselho de Representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero).

PRÊMIO FIERO PAULO QUEIROZ DE JORNALISMO

Será na próxima quarta-feira, 7, às 19 horas, no salão de convenções da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) com a presença de profissionais da imprensa local, autoridades, empresários, dentre outros convidados, o lançamento do Prêmio Fiero Paulo Queiroz de Jornalismo, que  tem como objetivo estimular, valorizar e reconhecer profissionais do jornalismo.  O concurso abrange quatro categorias: jornalismo impresso, radiojornalismo, telejornalismo e webjornalismo. Entre os concorrentes nas respectivas categorias serão escolhidos os três melhores trabalhos para indicação de um vencedor. Cada vencedor receberá prêmio em dinheiro e certificado., O coordenador da área de Comunicação Social da Fiero e do prêmio, jornalista Carlos Araújo, explica que o prêmio é direcionado a profissionais que formalizam a notícia não apenas como instrumento de informação, mas, de serviço e formação de valores de uma sociedade industrial. Os trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora , em cada categoria, receberão diploma e a seguinte premiação: 1º lugar, por categoria, prêmio no valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais); 2º lugar, por categoria, prêmio no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais); 3º lugar, por categoria, prêmio no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais); 4º lugar, por categoria, prêmio no valor de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais). O trabalho classificado em 5º lugar receberá menção honrosa, sem premiação em dinheiro. O regulamento do prêmio e a ficha de inscrição estão disponíveis no site premiojornalismo.fiero.org.br. As inscrições só estarão liberadas a partir do dia 15 de dezembro.

NOTA DE PESAR

Por sua grandeza e merecimento não posso deixar de lamentar a  morte do poeta maranhense Ferreira Gullar, aos 86 anos. Um dos mais importantes expoentes da poesia brasileira, sem dúvida, sua morte abre uma grande lacuna na literatura brasileira.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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