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Novas regras de transição para solicitar a Aposentadoria do INSS

INSS, na João Negrão, para buscar personagem para uma pauta de empréstimos consignados.

As regras de transição da aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), projetadas na reforma da previdência, têm deixado muitas pessoas confusas sobre como o sistema funcionará — especialmente quem já está prestes a se aposentar.

O projeto apresenta cinco opções ou regras possíveis na hora de solicitar o benefício. Para entender em qual você se encaixa ou qual pode ser melhor para a sua situação — quando for permitido escolher —, você precisará saber seu tempo de contribuição e a sua idade.

Mulheres precisam verificar quanto tempo falta para integrar 30 anos de contribuição ao INSS. Para homens, é preciso observar quanto falta para alcançar 35 anos de contribuição.

Para ajudar a resolver alguns dos principais questionamentos sobre esse tema e a escolher uma opção que contribua para uma velhice tranquila, preparamos um descritivo das alternativas. Também separamos informações importantes sobre a transição. Continue lendo e confira!

O que são as regras de transição da aposentadoria?

A reforma da previdência estabelece novas regras para quem deseja se aposentar. Porém, como há muitas pessoas que estão prestes a requerer o benefício, e estavam contribuindo com base nas disposições antigas, o projeto trouxe regras de transição para elas.

Quais são as regras que serão aplicadas?

Existem cinco regras de transição para quem está para requerer a aposentadoria. Confira como funcionam a seguir!

Pedágio de 50%

Essa opção é para quem precisa contribuir por apenas mais dois anos ou menos para se aposentar pelas regras atuais. Nela, há um acréscimo de 50% do tempo faltante para requerer o benefício. Por exemplo: se resta um ano para se aposentar, será preciso trabalhar um ano e meio (os 50% a mais).

Mesmo assim, aplica-se o fator previdenciário, que diminui o valor do benefício para quem se aposenta antes da idade mínima exigida para homens ou mulheres. Dessa forma, o montante pago mensalmente será igual à média salarial, vezes o fator previdenciário.

Vale destacar que a média passa a ser calculada utilizando os recolhimentos realizados desde 1994, sem excluir os 20% menores. Nas regras antigas, a média era feita com base nos 80% maiores salários.

Pedágio de 100%

É semelhante à anterior, mas vale apenas para homens a partir dos 60 anos e mulheres a partir dos 57. Nessa modalidade, quem está a até quatro anos de se aposentar pela regra atual (35 anos para homens e 30 anos para mulheres) precisa cumprir um pedágio de 100%.

Basicamente, precisa trabalhar/contribuir pelo dobro do tempo que falta. Por exemplo, se faltarem quatro anos, será necessário trabalhar por oito anos e, além disso, atingir a idade mínima da regra.

Nessa transição, o benefício é integral, ou seja, 100% da média salarial. Não há novo cálculo, tampouco desconto do fator previdenciário.

Sistema de pontuação

Soma-se a idade da pessoa com o seu tempo de contribuição. No caso dos homens, é necessário ter o mínimo de 35 anos de contribuição. Para as mulheres, é preciso ter 30 anos.

Para homens, o resultado dessa soma, em 2019, deverá ser de 96. Para as mulheres, precisa dar 86. A cada ano até 2033, o resultado deverá ser 1 ponto maior até chegar em 100, no caso das mulheres. No caso dos homens, deverá subir um ponto até atingir 105, em 2028.

Nesse sistema, não há idade mínima que precisa ser alcançada, beneficiando quem tem mais tempo de contribuição. Se em 2023, uma mulher tiver 60 anos e 30 anos de contribuição, ela poderá se aposentar — pois a soma terá dado 90 pontos, ou seja, a pontuação mínima nesse ano.

Transição da aposentadoria por idade

Atualmente, aposenta-se por idade mínima quem tem 15 anos de contribuição e 60 anos (mulheres) ou 65 anos (homens). Com o advento da reforma, a idade mínima exigida das mulheres aumentará seis meses ao ano, até chegar em 62, em 2023. No entanto, o tempo mínimo de contribuição continua sendo de 15 anos para elas.

A idade mínima para os homens também permanece em 65 anos. Mas o tempo de contribuição necessário seguirá aumentando seis meses, anualmente, até chegar ao patamar de 20 anos, em 2029.

Idade mínima progressiva

Nessa modalidade, a idade mínima para se aposentar sobe a cada ano, a partir de 2020. Em 2019, ela começa em 56 anos para mulheres e 61 anos, para homens. Ela sobe seis meses todo ano até atingir 62 anos para mulheres em 2031, e 65 anos em 2027 no caso de homens. O tempo de contribuição mínimo permanece o mesmo: 30 anos para mulheres e 35 para homens.

Por exemplo, um homem que tenha 64 anos em 2025 e contribuiu com os 35 anos, já poderá se aposentar. Isso porque, em 2025, a idade mínima exigida para homens será de 64 anos.

As regras são as mesmas para servidores públicos e privados?

Alguns pontos são semelhantes, porém há diferenças importantes. Em relação aos servidores públicos, no sistema de pontos soma-se o tempo de contribuição e a idade para chegar aos mesmos 86 pontos (mulheres) e 96 pontos (homens) em 2019. O limite são os 100 pontos (mulheres), em 2033, e 105 pontos (homens), em 2028.

Contudo, os servidores precisam atingir os tempos mínimos de contribuição (30 anos para mulheres e 35 para homens) e as idades mínimas exigidas para se aposentarem — diferentemente dos funcionários privados. Também é necessário que comprovem 20 anos de serviço público, bem como o mínimo de cinco anos no cargo em que vai se aposentar.

Outra regra une pedágio de 100% sobre o tempo que resta de contribuição, com a exigência de uma idade mínima de 60 anos para homens e 57 anos para mulheres no momento em que se aposentarem. Também precisam ter 20 anos de serviço público, além de o mínimo de cinco anos no cargo em que vão se aposentar.

Cumprindo esses critérios, os servidores públicos obterão integralidade em relação ao último salário de sua carreira no serviço público, além de direito à paridade. Nesse caso, os benefícios são reajustados pela mesma porcentagem dos funcionários ativos.

Vale destacar que categorias especiais, como a de militares e professores, terão regras próprias. Além disso, em algumas opções acima, a aposentadoria poderá ser solicitada antes da idade mínima, mas com redução no valor do benefício.

Também é preciso observar que as novas regras da aposentadoria têm maior peso para quem ainda não ingressou no mercado de trabalho ou não contribuiu com a previdência.

Para quem trabalha por conta própria, é recomendado contribuir com o INSS por meio do recolhimento do Guia da Previdência Social (GPS), para poder ter acesso ao benefício e, talvez, a mais de uma regra. E, sobretudo, considerar uma aposentadoria para autônomos por meio da previdência privada.

Para os que já contribuem, o indicado é realizar um planejamento previdenciário e buscar entender bem como fazer o cálculo em cada alternativa das regras de transição da aposentadoria do INSS. Dessa forma, terão maior possibilidade de escolherem a melhor alternativa de aposentadoria.

Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.

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Conteúdo original de autoria MongeralAegon

FONTE: JORNAL CONTÁBIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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