Teia Digital

No Norte e Nordeste os alunos são os mais afetados pela Pandemia – Por Silvio Persivo

É  só saber ver. “Os olhos sempre dizem a verdade” (Nicholas Sparks). 

5º BATALHÃO DA PM COMEMOROU 27 ANOS 

Na noite da última sexta-feira (24), na formatura em comemoração ao 27º ano de criação da 5º Batalhão de Polícia Militar (Batalhão Belmont) foram destacados os números positivos de combate ao crime na sua área de atuação.  Nos primeiros seis meses de 2020, a Polícia Militar de Rondônia registrou a 38 mil atendimentos em todo Estado. Neste período, foram apreendidas 605 armas de fogo, ou seja, armamentos que deixaram de servir ao crime. O maior número de armas apreendidas foi na área do 5º Batalhão de Polícia Militar, com 107 ocorrências, pelo aumento de operações desencadeadas na zona Leste de Porto Velho. A área de abrangência do 5º BPM também envolve os municípios de Itapuã do Oeste, Candeias do Jamari e Distrito de Triunfo. A Polícia Militar também se destaca pelo número de veículos recuperados. Foram1.252 veículos que voltaram para seus donos e, neste  tipo de crime, mais uma vez  se destaca o 5º BPM com 561 veículos recuperados. Das  605 armas de fogo apreendidas, a maior quantidade ocorreu na área do 5º BPM, no total 110 armas. Dos 931 foragidos da Justiça recapturados, 202 foram recolhidos pelos policiais do 5º BPM. O 5º BPM, conhecido como Batalhão Belmont, atende também a zona Leste de Porto Velho. Além de serem destacados os números positivos no combate ao crime, a formatura militar fez um resgate histórico dos 27 anos do 5º BPM que, este ano, está instalado na sede própria, localizada na Avenida Amazonas com Avenida Guaporé, zona Leste de Porto Velho.

NO NORTE E NORDESTE OS ALUNOS SÃO MAIS AFETADOS PELA PANDEMIA 

Segundo o estudo “Tempo para Escola na Pandemia”, da FGV Social com base na Pnad Covid, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as regiões Norte e Nordeste são as mais afetadas, pela pandemia de covid-19, com 11 Estados em que mais de 20% dos estudantes ficaram sem atividades escolares no mês de agosto. No Norte, os estudantes de 6 a 15 anos do Pará (45,27%) e do Tocantins (41,29%) ficaram sem atividades escolares no período, sendo onde o ensino foi mais afetado. Depois os que mais registraram alunos sem aulas foram Maranhão (34,14%), Amazonas (27,04%), Amapá (27,03%) e Bahia (26,83%). Em 20 Estados, a proporção de estudantes da faixa etária correspondente a alunos do ensino médio (16 e 17 anos) sem atividades é maior que a de alunos dos outros níveis inferiores de ensino.  No Pará, 62,59% dos alunos de 16 e 17 anos estão sem atividades escolares. Em seguida aparecem Bahia (45,26%) e Rio Grande do Norte (34,18%).   A pesquisa da FGV mostra também o tempo médio de horas dos estudantes no aprendizado com aulas à distância. Os estudantes de 6 a 15 anos dedicaram, no mês de agosto, 2,37 horas diárias ao estudo remoto. A média está abaixo do tempo mínimo indicado na Lei de Diretrizes Básicas da Educação, de 4 horas por dia. Quanto mais velho é o estudante, menor é o tempo dedicado para o estudo remoto.  O estudo indica ainda que a partir dos 18 anos o tempo diário dedicado pelos estudantes matriculados ao aprendizado é de apenas 0,95 horas/dia. Rondônia está entre os 11 Estados, juntamente com o Distrito Federal, onde foi possível reabrir as aulas para os estudantes entre 6-15 anos. E também entre os sete mais o Distrito Federal que podem reabrir as aulas para os 16-17 anos. Também foi um dos Estados que teve os menores índices de alunos afetados, no antepenúltimo lugar,  com 3,9% entre os 6-15 anos e 6% entre estudantes de 16-17 anos. As informações são provenientes do Poder 360. 

SARAU ROSAS-ESPECIAL ELAS 

No próximo sábado (31), às 19h30,  acontece a Live Rosas com as vozes femininas de Kelly Bantle, Ana Vieira e Marfiza de França, numa promoção do Sistema Fecomécio/RO, via SESC. Também está anunciado uma surpresa especial. A Live será em prol às famílias afetadas nessa pandemia e cadastradas no Programa Mesa Brasil do Sesc.Não percam! O Mesa Brasil ficará encarregado das distribuições dos alimentos às famílias, bem como da entrega dos cabelos e lenços que serão doados  ao Hospital do Amor. 

AMAZONAS TEVE CRESCIMENTO DE 21,3% NA ABERTURA DE NOVAS EMPRESAS NESTE ANO 

Segundo a JUCEA- Junta Comercial do Estado do Amazonas, apesar da pandemia, a abertura de novos negócios, nos últimos meses,  teve uma alta de 21,3% no comparativo com 2019, com o saldo positivo de maio a agosto. No auge da pandemia, durante abril, maio e junho, o Estado havia perdido 495 empresas, muito embora tenha ganho 1.145 novos empreendimentos, no mesmo período. Em setembro, as novas constituições de empresas alcançaram 706 aberturas. Isto, três meses após o retorno das atividades econômicas. Em julho, o Amazonas registrou o fechamento de 374 empresas, enquanto no mês anterior 217 foram extintas. Houve um aumento de 72,4% do fechamento de empresas no Estado. O maior índice de abertura de novas empresas pertenceu a junho, com um total 701 novas constituições.

O Amazonas perdeu 268 empresas em setembro, número superior ao registrado no mês anterior, de 217 extinções. Portanto, a somatória de novas empresas no mês de setembro deste ano, além de ser a maior do segundo semestre, também supera o mesmo período em 2019, que registrou 483 novas empresas, conforme o SRM (Sistema Mercantil de Registro), vinculado ao Ministério da Economia. Para o presidente da JUCEA, Maria de Jesus Lins Guimarães, é preciso ser otimista no cenário regional e crê que o aumento de novas empresas deve-se aos incentivos anticíclicos concedidos pelo governo federal. Também, apesar da situação ainda de baixa recuperação dos empregos, sem dúvida, ajuda muito o crédito maior, a inflação e juros baixos. Mas, o aumento de novas empresas também é uma evidência do “empreendedorismo forçado”. Sem alternativas de empregos as pessoas tendem a criar seus próprios negócios. 

CRESCE A ILEGALIDADE NO MERCADO DE DESTILADOS 

A consultoria Euromonitor, num estudo de setembro, revela que o mercado ilegal de bebidas alcoólicas destiladas deve crescer 10,1% neste ano. Com isto, já corresponde a 37,9% do total do mercado. O impacto desta ilegalidade representou, só em 2017, que o  país deixou de arrecadar cerca de R$ 5,5 bilhões. Naquele ano, a estimativa foi de que o comércio ilegal estivesse no patamar de 28,8% do mercado de destiladas no Brasil. Com o avanço, o setor teme que as perdas fiscais devem ser muito  mais relevantes em 2020. Os dados foram apresentados em webinar realizado pelo Poder360 em parceria com o Núcleo pela Responsabilidade no Comércio e Consumo de Bebidas Alcóolicas no Brasil e o Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça), na  última 4ª feira (14.out).  Segundo Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac, somente no comércio de cachaça a informalidade cresceu de 87,37% em 2018 para 90,15% em 2019. São, ao todo, 11.023 produtores irregulares para 1.086 legalizados, dados do último Censo Agropecuário do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Anuário da Cachaça 2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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