Resenha Politica

No MDB, só sobrará para Confúcio Moura apenas uma vaga para deputado federal – por Robson Oliveira

EMPULHAÇÃO

Vai começar a mesma empulhação em relação ao atual governador Daniel Pereira (PSB) que vinha sendo alimentada na imprensa em relação à saída do antecessor para disputar as eleições 2018. Daniel é candidatíssimo ao governo e vinha se movimentando nos bastidores nesse sentido. Conversou com vários dirigentes de partidos. Conheço vários relatos das conversas, tentando atrair força ao seu projeto de reeleição. Ainda é cedo para dizer que terá musculatura para avançar ao segundo turno, visto que não é uma liderança carismática – muito pelo contrário é sisudo e muitas das vezes grosseiro – e nunca foi muito bem nas eleições que disputou.

 CANDIDATO

Dependerá do grupo político que Daniel Pereira conseguir reunir em torno desse projeto eleitoral e da habilidade para equacionar os interesses dos grupos antagônicos que atualmente gravitavam em torno do governo que acabou de renunciar.  Em condições normais – caso permanecesse como vice-governador – não seria candidato ao executivo estadual e, portanto, a empulhação não teria resistido à data de hoje. Sua viabilidade eleitoral vai depender do desempenho daqui para a frente e dos concorrentes que vão se habilitar nas eleições. Embora com a máquina a possibilidade da pré-candidatura é pule de dez.

 SINDICATOS

Pela formação ideológica do novo governador, os sindicatos estão em êxtase com a possibilidade de avançar nas negociações salariais já que Daniel Pereira é oriundo do movimento sindical e dirigiu pelo menos dois dos mais importantes: Sintero e Sindsef. A prova de fogo do governante será atender aos interesses dos servidores da CAERD quanto aos salários atrasados e, ao mesmo tempo, decidir o que fazer com o ato do antecessor Confúcio Moura que no último dia como governador assinou um decreto  que dá início ao fim da companhia. Daniel não é (era) adepto da privatização, pelo menos enquanto respondia como dirigente sindical. Vai ser pressionado pelo Sindur a salvar a empresa,  o que não é uma tarefa fácil mesmo para quem tem a formação ideológica de centro esquerda.

 APOSTA

Muito se comentou nos bastidores políticos sobre a coragem do ex-governador Confúcio Moura em permanecer no MDB, para disputar uma vaga senatorial, sabendo que o senador Valdir Raupp domina a estrutura partidária e também é pré-candidato à mesma vaga. A turma do emedebê ligada ao ex-governador aposta num revés judicial do senador no STF, haja vista que há um processo concluso para ser julgado na primeira Câmara Criminal. O problema é que mesmo que seja pautado em maio até as convenções (julho) os embargos não terão sido julgados a tempo de inabilitar o senador. Os demais inquéritos sequer foram conclusos e ninguém tem previsão de quando serão enviados ao MPF para formularem as denúncias. Já a turma dos militantes do partido ligado ao ‘barba’ confidencia em reservado que não há candidatura nata ao Senado, exceto a do chefe. A melhor aposta a fazer é que as relações entre estes dois grupos vão azedar à medida que se aproximar a convenção. Os adversários agradecem. Quem viver verá!

 GUISO

Já há quem cogite, nas hostes do MDB, que seja concedida a Confúcio Moura apenas uma vaga para a Câmara Baixa. Restando tão somente quem se habilite na direção do partido informá-lo da decisão antes que ele (Moura) coloque o bloco na rua visando pré-candidatura para a Câmara Alta. A avaliação é de que o momento não é propício já que o ex-governador desfruta de uma certa popularidade, mas como o tempo é senhor da razão, assim que o novo governador colocar as unhas de fora, será o momento para pôr o guiso no ex-governador.

 RETORNO

A indicação de Eurípedes Miranda – ex-deputado federal e ex-candidato ao senado pelo PT – para a Casa Civil foi um acerto do novo mandatário do governo. É uma pessoa experiente, ponderada e avessa ao deslumbramento. O governador necessitará muito da expertise de Miranda para frear o clima belicoso que ele próprio criou com os principais líderes da Assembleia Legislativa. Em particular com o presidente do Legislativo.

 PAPAGAIO

Embora seja um político com credenciais para almejar disputar qualquer candidatura depois que administrou Ji-Paraná, o segundo colégio eleitoral estadual, com competência, Jesualdo Pires deveria evitar o excesso de exposição ao lado do governador Daniel Pereira. Em todos os atos ou eventos públicos o ex-prefeito cola no governador feito grude. Em breve vai desbancar Lindomar Garçon da condição de papagaio de pirata. Aí vira folclore o que será uma lástima para quem foi avaliado com um excelente alcaide.

 ESPÓLIO

Para quem conhece o mínimo da legislação eleitoral sabe que é dificílimo Lula conseguir levar ao fim e ao cabo a candidatura a presidente da república por estar inelegível. No último discurso, antes de se entregar ao cárcere, ele deu a pista para onde deverá emprestar seu prestígio ao dizer que a partir de agora deixou de ser um simples mortal e passou a ser uma ideia. E a ideia é emprestar o espólio lulista a um petista próximo ao ex-presidente. Haddad pode ser o ungido.  

ESPARRELA

O troca troca de partidos que ocorreu até o último dia 7, pela janela casuística aberta pelo Congresso Nacional,muitos parlamentares aproveitaram para migrarem para as legendas menores na tentativa de escaparem da concorrência interna. Ocorre que nestas eleições. os filiados estão espertos e não querem servir de escada para eleger as velhas raposas e o troca troca pode ter sido uma armadilha para quem se achava esperto. Há deputado que se filou numa dessas legendas nanicas, o que afugentou outros interessados, e para alcançar o coeficiente eleitoral vai ser compelido a se coligar com seu ex-partido. Os nanicos não querem repetir a esparrela para atender os interesses dos espertalhões e, portanto, muita gente vai perder a eleição mesmo bem votado.

TEMPO – Os céus de Rondônia estão turvos para um especto político. O tempo indica nuvens carregadas…

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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