Esporte

Neymar torna fácil o que parecia difícil para Brasil –

O Brasil errava passes, não chegava ao gol da frágil seleção panamenha e a torcida, no penúltimo teste antes da estreia na Copa do Mundo, começava a vaiar a equipe.

Foi então que Neymar tornou fácil o que parecia difícil. Com um repertório variado de jogadas, como uma cobrança de falta que abriu o placar, e um passe magistral para Hulk marcar, o atacante do Barcelona comandou o time de Luiz Felipe Scolari na goleada por 4 a 0 sobre o Panamá, nesta terça-feira, em Goiânia.

Antes da bola rolar, na entrada das equipes, um fato raro para um treinador. Felipão teve seu nome gritado pela torcida, que não lotava o Serra Dourada.

O jogo começou com os termômetros marcando 27 graus, nada muito quente, mas ainda assim um clima bem diferente do que a seleção encontrou em Teresópolis, na primeira semana de treinamentos, quando a temperatura máxima ficou quase sempre abaixo dos 20 na cidade da serra fluminense.

E a seleção começou morna, contra um adversário que por muito pouco não conseguiu lugar na Copa, perdendo a última vaga da Concacaf para o México. Os panamenhos tocavam bem a bola, e em um lance ríspido o zagueiro David Luiz levou cartão amarelo.

O cronômetro chegou aos 20min do primeiro tempo sem que a seleção criasse uma chance real de gol. A torcida chegou a mostrar descontentamento depois que Oscar não conseguiu dominar uma bola fácil na lateral do campo. E, aos 23min, após outro erro, o descontentamento virou vaia forte. Mas sorte do Brasil que o Panamá cometeu um erro bobo, que acabou em jogada de Neymar.

Ele já estava próximo da área quando foi derrubado. Falta. Na véspera, Felipão já havia dito que daquela parte do campo ele é o cobrador oficial. E correspondeu. Aos 26min, com enorme categoria, chutou no ângulo para abrir o placar para a seleção brasileira.

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Hulk, Daniel Alves (autor do segundo gol) e Fred comemoram no Serra Dourada
Hulk, Daniel Alves e Fred comemoram o segundo gol

O gol não melhorou de forma substancial o nível de jogo do Brasil, mas desanimou o Panamá, que relaxou na marcação. E foi assim, dando espaço, que o time da América Central viu Daniel Alves arriscar chute cruzado, aos 40min, para fazer o segundo.

A partida era amistosa, mas os jogadores discutiam muito. Em uma delas, o juiz mostrou cartão amarelo para o lateral Marcelo e para o panamenho Cooper.

Felipão fez três trocas no intervalo, duas nas laterais. Entraram Maicon e Maxwell para as saídas de Daniel Alves e Marcelo. No meio-campo, Hernanes substituiu Ramires. E o time voltou mais ligado, tanto que logo no primeiro minuto da etapa amplicou o placar. De calcanhar, Neymar tocou para Hulk, que bateu de três dedos para fazer o terceiro.

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Hulk chuta de perna esquerda para marcar o terceiro gol brasileiro no jogo
Hulk chuta de perna esquerda para marcar o terceiro

Felipão ainde teve a chance de fazer a substituição mais esperada da tarde. Isso pelo que aconteceu nos treinos na Granja Comary. Poucos depois dos 20min, Willian, o jogador que mais se destacou nas práticas, entrou na vaga do apagado Oscar.

E o ex-corintiano não demorou a mostrar que hoje está numa fase melhor. Aos 28min, em outra jogada iniciada por Neymar, Willian apareceu livre na entrada da pequena área para tornar o placar uma goleada. Mas era Neymar quem brilhava.

Aos 32min, ele tentou uma bicicleta. O goleiro defendeu, mas o lance foi a senha para os pouco mais de 30 mil pagantes no Serra Dourada gritarem seu nome.

A seleção viaja ainda nesta terça-feira para Teresópolis, sua base de treinos durante a Copa. Na quinta-feira, novo deslocamento, desta vez para São Paulo, palco um dia depois do último amistoso antes do Mundial, contra a Sérvia, no Morumbi. A estreia na Copa, na Arena Corinthians, é no dia 12, contra a Croácia.

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 4 X 0 PANAMÁ

Local: Serra Dourada, em Goiânia-GO
Data: 3 de junho de 2014 (terça-feira)
Horário: 16h (de Brasília)
Renda: R$ 2.548.030,00
Público pagante: 30.663
Árbitro: Raul Orozco (Bolívia)
Assistentes: Rodríguez (COS) e Javier BustillEfrain (BOL)
Cartões amarelos: David Luiz e Marcelo (BRA); Tejada e Cooper (PAN)
Gols: Neymar, aos 27min e Daniel Alves aos 40min do primeiro tempo, Hulk, a 1min e Willian aos 28min do segundo tempo

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves (Maicon), Dante, David Luiz (Henrique) e Marcelo (Maxwell); Luiz Gustavo, Ramires (Hernanes) e Oscar (Willian); Hulk, Fred (Jô) e Neymar
Técnico: Luiz Felipe Scolari

PANAMÁ: McFarlane (Calderon); Machado, Román Torres (Cummings), Baloy e Carrol; Henriquez, Gabriel Gómez, Cooper (Jiménez) e Quintero (Gabriel Torres); Tejada (Nurse) e Muñoz
Técnico: Hernán Gómez

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Neymar comemora o primeiro gol contra o Panamá
(Foto: Wander Roberto / VIPCOMM)

Quatro minutos foram suficientes para irritar Felipão. Logo o técnico estava à beira do gramado, de braços abertos, reclamando do posicionamento do time. Justo. A seleção

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. 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