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‘Não solicitei, não recebi, não paguei e não tenho nenhum triplex’, diz Lula a Moro; VEJA VÍDEO DO DEPOIMENTO

Depoimento do ex-presidente ao juiz responsável pela Lava Jato durou cinco horas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em seu primeiro encontro frente a frente ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta-feira (10), que chegou a visitar o triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, mas que não solicitou nem recebeu o imóvel. O ex-presidente admitiu que visitou o apartamento 164-A do Edifício Solaris, cuja reforma, segundo a acusação, teria sido paga com dinheiro de propina do esquema alvo da Operação Lava Jato (veja a íntegra do depoimento abaixo).

“A verdade é o seguinte: não solicitei, não recebi, não paguei e não tenho nenhum triplex”, afirmou Lula. Moro perguntou se Lula tinha desistido do triplex depois que ele visitou o imóvel. “Foi isso. Nunca solicitei e nunca recebi apartamento. Imagino que o Ministério Público vai na hora que for falar apresentar as provas. Eles devem ter pelo menos algum documento que prove o direito jurídico de propriedade para dizer que é meu o apartamento.”

Lula afirmou que nunca teve a intenção de trocar o apartamento simples do qual a ex-primeira-dama Marisa Letícia havia adquirido uma cota da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários). “Nunca houve a intenção de adquirir o triplex”, disse o petista. Ele afirmou que só visitou o local a convite de Léo Pinheiro, ex-diretor da OAS, e que, ao ver o apartamento, achou inadequado. “O Leo disse que depois ia voltar a conversar comigo. Depois de todos os defeitos que eu disse, ele falou: ‘Vou te fazer uma proposta’. E nunca mais voltei a falar com o Léo.”

Lula disse que, na época, Marisa não comentou com ele sobre a segunda visita. Ele disse que soube do caso apenas posteriormente. “Eu nem sabia que tinha tido a visita, doutor. Nem sempre elas perguntam para a gente o que vão fazer.” O juiz insistiu: “Mas ela também não te relatou em seguida?”. Lula disse então que “dez dias depois ou 15 dias”, Marisa o relatou. “Ela disse que não teria gostado. Ela já sabia que eu não queria o apartamento. Não sei se o senhor percebeu que o apartamento foi comprado no nome da dona Marisa.”

Durante o depoimento, Lula desafiou o Ministério Público a apresentar documento de que o triplex no Guarujá, foco da ação penal na qual é réu, estava em seu nome. “Essa é a prova, o resto é conversa fiada”, disse Lula. “Espero que o doutor Moro tenha recebido do Ministério Público a prova concreta, cabal, de que o apartamento é meu.”

O ex-presidente disse que sequer acompanhou Marisa na compra da cota do apartamento simples. “Minha mulher resolveu comprar uma cota da Cooperativa Bancoop”, afirma Lula, que nega ter acompanhado dona Marisa na ocasião. “Ela me disse que comprou da cooperativa dos bancários uma cota de um apartamento”, disse.

Destruição de provas

Questionado por Moro sobre o fato de Léo Pinheiro ter afirmado que Lula o teria pedido para destruir provas, caso tivesse, o ex-presidente disse que em 2014 se encontrou mais de uma vez com o ex-diretor da OAS, mas que jamais disse “o que ele falou”.

Moro insistiu sobre encontros com Léo Pinheiro, ao que Lula respondeu que encontrou várias vezes com o empresário e que esses encontros se davam no Instituto Lula. Em um desses encontros, segundo Lula, o assunto foi viagem. Em outra ocasião, ele disse ter discutido a questão do triplex.

Outros encontros teriam tido como assunto o futuro da economia. Sem citar nomes, Lula disse ainda que após as passeatas de junho de 2013 muita gente o procurou para discutir sobre os rumos da economia, muitos empresários, inclusive o Léo Pinheiro.

Orientado por seus advogados, Lula não respondeu perguntas que envolvia acusados ou julgados no mensalão. Moro, por sua vez, esclareceu algumas vezes que tais indagações eram necessária para entender a relação entre o presidente e pessoas que trabalharam com ele e foram condenadas em esquema criminoso.

Sítio de Atibaia

O juiz Sérgio Moro questionou Lula sobre as reformas custeadas pela OAS no sítio de Atibaia, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente pelo Ministério Público. O ex-presidente  afirmou que terá “muito prazer” em falar sobre assunto quando chegar o momento. “Esse é um outro processo, doutor, que quando chegar o inquérito, eu terei muito muito prazer de falar sobre isso”, afirmou o petista.

Conversas com Renato Duque

O ex-presidente disse que não teve conversas com diretores da Petrobras, exceto por uma única vez, em que falou com Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. A conversa com Duque, disse Lula, se deu por “boatos” de que o ex-diretor teria contas no exterior. “Fiquei p[…] e pedi ao Vaccari [João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT] que chamasse o Duque para uma conversa”, explicou. “Perguntei ao Duque se ele tinha conta no exterior e ele disse que não. Para mim, o assunto acabou aí.”

Neste momento, Sergio Moro indagou Lula sobre sua participação em negociações sobre a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. O ex-presidente reduziu sua atuação às conversas iniciais e a uma inauguração de terraplanagem. O ex-presidente lamentou não ter sido convidado para inaugurações na refinaria em 2014. “Adoraria ter ido a Pernambuco para a inauguração de Abreu e Lima.”

Conversas com Vaccari

Lula disse que por não ser da direção do PT, não conversava sobre finanças do partido com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro da sigla.”Não conversava de finanças do PT. Eu não era da direção do PT. Ponto”, afirmou Lula. Questionado por um procurador se, em algum momento, indagou Vaccari se o ex-tesoureiro tinha recebido vantagens indevidas em nome do partido, respondeu: “Não importa se eu perguntei ou não. Ele sempre negou. Negou pela imprensa, negou publicamente”. Segundo Lula, Vaccari não lhe devia explicações. “Ele era tesoureiro do PT e eu não era. O PT não tinha que prestar contas a mim”.

Power point

Em suas considerações finais, Lula afirmou que está sendo julgado, na realidade, “porque já tinham tese anterior de que o PT era uma organização criminosa.” Lula citou, para justificar seu argumento, o Power Point, apresentado por promotores do Ministério Público Federal (MPF), em que era apontado como o principal responsável pelo esquema de corrupção deflagrado pela Lava Jato.

“Estou sendo vítima da maior caçada política que um político brasileiro já teve”, disse o ex-presidente ao iniciar sua fala. “Sou julgado pela construção de um Power Point mentiroso, aquilo é ilação pura”, disse, antes de ser interrompido por Moro. O juiz frisou que o depoimento deveria ter relação com o processo, e não um “discurso político”.

Durante sua fala, Lula reafirma que é vítima de um processo de criminalização pelo que fez no governo. “Tentam me incriminar, independentemente de que em 2 anos eu prove minha inocência”. Capas de revistas, assim como volume de matérias positivas e negativas nos jornais, foram usadas como exemplo deste processo.

Neste momento, Moro questiona se tal processo seria encampado pela imprensa ou por acusadores. “Falo dos vazamentos que saem para a imprensa”, explicou Lula. Moro, então, salientou que “não é a imprensa que faz a acusação no processo”.

Além disso, Lula afirmou que acreditava merecer “mais respeito” durante o processo. “Algumas pessoas são acusadas e ninguém é atacado 10% do que eu sou atacado”, declarou. “Quero que se pare com ilações e digam qual crime eu cometi.”

As interrupções se repetem ao longo das considerações finais, até que o ex-presidente pede para que o julgamento seja feito apenas com base em provas, e que não seja influenciado por aquilo que é publicado na imprensa.

Alerta a Moro

Lula disse ainda que, caso haja indicações de que será absolvido no processo a que responde na operação Lava Jato, as críticas ao magistrado vão aumentar. “Esses mesmos que me atacam hoje, se tiverem sinais de que serei absolvido, prepare-se porque os ataques ao senhor serão maiores”, disse. O magistrado respondeu ao ex-presidente que “infelizmente” ele já é atacado por bastante gente, inclusive por blogs simpáticos a Lula.

Moro fala em desavenças

Antes de iniciar o interrogatório, Moro disse que não tinha nenhuma rixa com Lula. “De minha parte, não tem qualquer desavença pessoal em relação ao senhor ex-presidente. […] Vamos deixar claro que quem faz a acusação nesse processo é p Ministério Público e não o juiz.” Moro também deixou claro que não decretaria a prisão de Lula. “Isso são boatos que não tem qualquer fundamento.”

A Justiça Federal divulgou, por volta das 19h30, dez vídeos com a íntegra do depoimento. Confira:

1º vídeo:

2º vídeo:

3º vídeo:

4º vídeo:

5º vídeo:

6º vídeo:

7º vídeo:

8º vídeo:

9º vídeo:

10º vídeo:

Fonte: R7

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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