Resenha Politica

Não há a mínima hipótese, segundo o ex-senador Expedito Junior, da esposa Val Ferreira ser candidata a vice-governadora ou outro cargo qualquer nestas eleições – Por Róbson Oliveira

NEGACIONISMO 

O negacionismo bolsonarista contra a ciência não está circunscrito apenas às vacinas contra o coronavírus. A negação da vez agora são as pesquisas de intenção de votos que têm dado a fatura no primeiro turno favorável ao ex-presidente Lula. 

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NEGAR 

É verdade que as pesquisas retratam o momento de quando foram apuradas e mudam conforme as circunstâncias eleitorais. O problema é que as divulgadas até o momento registram um fenômeno antes nunca acontecido em período pré-eleitoral: sete em cada dez eleitores teriam definido em quem votar entre Lula e Bolsonaro. Portanto, não restariam muitas alternativas aos bolsominions senão negar, negar e negar as pesquisas para desacreditá-las e, em seguida, as urnas eletrônicas.  

JUSTIFICATIVAS 

A cada pesquisa divulgada a reação de indignação é a mesma, embora nenhum instituto tenha detectado Bolsonaro ultrapassando Lula. Demonizam as pesquisas sob a justificativa de que por onde Bolsonaro passa parte da população comparece para abraçá-lo. Além do número enorme de motos nas famosas “motociatas”. Alegam também que Lula não consegue fazer um evento público por suposto medo de reação negativa da população. Ambas justificativas não estão sendo detectadas pelas pesquisas, razão pela qual a saída que resta é negar.  

DECISÃO 

Política é como nuvem, já profetizava o ex-senador mineiro Magalhães Pinto. Mesmo com um quadro estável e bem favorável ao candidato petista Luís Inácio da Silva, ainda teremos um caminho longo e bem conturbado a enfrentar até outubro. A parada não está decidida antecipadamente, mas não havendo nada de extraordinário nos próximos sessenta dias e se o quadro se mantiver da mesma forma será a primeira vez em nossa história política recente que a decisão eleitoral é tomada antes da apuração. Isto na hipótese de a nuvem não mudar de lugar até lá. 

LOROTA 

Não há a mínima hipótese, segundo o ex-senador Expedito Junior, da esposa Val Ferreira ser candidata a vice-governadora ou outro cargo qualquer nestas eleições. Segundo JR, a própria Val Ferreira desestimula qualquer especulação sobre candidatura porque estará empenhada em reeleger o filho, deputado federal Expedito Neto, para mais um mandato. É lorota a especulação.  

RETORNO 

Apesar dos apelos para que retorne à disputa nestas eleições à vaga senatorial, o ex-senador Valdir Raupp ainda avalia as probabilidades eleitorais e pode sim aceitar disputar uma vaga na Câmara Federal. Quanto ao Senado Federal, ele próprio falou à coluna que fica provavelmente para a próxima eleição. Com a carreira política fulminada nas eleições passadas devido às imputações da lavajatismo, agora absolvido, muitos prefeitos torcem para a volta do senador que fazia do seu gabinete em Brasília uma extensão dos interesses municipalistas de Rondônia.  

REAÇÃO 

A reação contundente do senador Confúcio Moura (MDB) às provocações do governador Marcos Rocha, durante a Rondônia Rural Show, acusando o ex-governador de ter deixado um rombo nas finanças do estado, revela o quanto é lerdo o chefe do executivo estadual quando abre a matraca para falar de política.  

DESMENTIDO 

Isolado no próprio palácio muito antes da epidemia, Marcos Rocha resolveu percorrer o trecho em busca de mais um mandato e estreou improvisando palavras ríspidas contra seu ex-patrão. Chamado de ingrato, blefador e incompetente pelo ex-chefe (Rocha foi auxiliar de Confúcio), o governador bateu pino e desdisse o que efetivamente disse ao isentar Confúcio Moura do suposto rombo nas finanças estaduais. Em entrevista a uma emissora de TV local, o governador negou que a crítica tenha sido endereçada a Confúcio Moura e esclareceu que era para Daniel Pereira, também ex-governador.  

PROVÉRBIO 

Daniel Pereira, assim como Confúcio Moura, negou que tenha deixado uma herança orçamentária maldita para o novo governador Marcos Rocha. Em nota, que inicia com o provérbio: “Conheceis a verdade, e a verdade vos libertará”, explicou que: “Quando da realização do segundo turno das eleições para governador, por manifestas disposições legais, a proposta orçamentária para o ano 2019 já se encontrava na Assembleia Legislativa para discussão e votação’. 

PROVÉRBIO II 

Continuou a nota com uma acusação grave: “Imediato às eleições, foi disponibilizada abertura total para os ajustes que o novo governador achasse necessário na proposta orçamentária de 2019, no que ele nunca demonstrou o menor interesse; além do desinteresse quanto ao orçamento de 2019, somente veio nomear seus secretários no dia 04 de janeiro de 2019, deixando acéfala a administração estadual por três dias”, reagiu Daniel Pereira. A campanha nem bem começou e o governador cutuca com vara curta quem já esteve ao lado. E os ensinamentos de Galileu ao caso caem como luva: ‘duas verdades nunca podem se contradizer’. A estreia do governador no improviso da reeleição, como vimos, foi um horror. Melhor voltar ao isolamento. E a verdade salvará… 

INTROMETIDO  

Embora Marcos Rocha tenha minimizado as críticas ao senador Confúcio Moura, o ex-secretário de educação e candidato a candidato a deputado estadual, Suamy Vivecananda, resolveu se intrometer na contenda e baixou o verbo contra o governo do senador Confúcio Moura. Não economizou nem no verbo e nem nos adjetivos. Uma intromissão que tende a afastar de vez o MDB de uma possível união com candidatura à reeleição de Marcos Rocha. O senador que não é otário e é mestre em política, ignorou o puxa saco do governador e deu de ombros aos impropérios.  

DENÚNCIA 

E por falar em Suamy Vivecananda, a coluna recebeu algumas denúncias de que o pré-candidato estaria utilizando a estrutura da secretaria estadual de educação, onde respondeu como secretário por três anos, para supostamente divulgar suas propostas de campanha sob a manobra de palestras. A coluna conseguiu comprovar que as palestras ocorreram nas dependências das escolas, embora elas (palestras) em si não sejam vedadas, mas é bom ficar de olho se a secretaria convocará outros palestrantes pré-candidatos para falar sobre educação, ou se o privilégio é somente para o ex-secretário.  

PERDA 

É uma perda política para o estado de Rondônia a desistência do ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires, em disputar uma vaga no Congresso Nacional. Trata-se de um político íntegro, moderno, inteligente e capaz de fazer um belo trabalho no Congresso Nacional. Em razão da desistência este cabeça chata ficou sem uma boa opção para a Câmara Federal. Restará passar o que sobrou na peneira para verificar o que se aproveita, visto que não votamos em branco nem nulo.  

ORDEM 

É uma vergonha o aumento de mais de 15% nos planos de saúde autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Coube ao deputado federal Léo Moraes (Podemos) apresentar um decreto legislativo na Câmara Federal para conter o ímpeto da majoração dos planos de saúde. Não fosse o parlamentar, o que já é caro para as famílias ficaria mais caro. É de longe o melhor e mais resolutivo parlamentar representante rondoniense no Congresso Nacional. Está preparado para voos ainda maiores.  

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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