Noticias

Multinacionais de trading de petróleo entram na mira da Lava Jato

A operação Lava Jato já atingiu presidentes e empresários de ponta e levou à assinatura do maior acordo de leniência da história, mas alegações de corrupção apresentadas por procuradores na semana passada contra quatro das maiores companhias de comércio de petróleo do mundo inauguram uma nova e explosiva fase na longa investigação.

Os novos alvos dos investigadores são as tradings Vitol, Trafigura, Glencore e Mercuria Energy Group.

Procuradores do Ministério Público Federal alegam que as multinacionais europeias pagaram coletivamente mais de 31 milhões de dólares em propinas durante um período de seis anos para funcionários da Petrobras para vender petróleo a preços manipulados.

Segundo os procuradores, executivos de altas patentes das empresas tinham conhecimento “total e inequívoco” dos prejuízos causados à Petrobras, e as atividades ilícitas ainda podem estar acontecendo.

Mais de 600 páginas de documentos legais revisados pela Reuters retratam o que os procuradores descrevem como uma movimentada organização criminosa abastecida pela criatividade, competição e cobiça. Autoridades dizem que as empresas contrataram intermediários freelancers para fazer pagamento aos funcionários da Petrobras, direcionando os valores ilícitos através de contas bancárias internacionais para cobrir os rastros.

E-mails obtidos pelos investigadores mostram os intermediários correndo para aumentar seus contatos dentro da Petrobras, segundo as autoridades. Alguns compartilharam planilhas separando até os últimos centavos a sua fração dos espólios de acordos que eles supostamente fecharam com funcionários corruptos da Petrobras.

Procuradores dizem que as mensagens também mostram que círculos de intermediários sabiam uns dos outros e batalharam ferozmente para favorecer as grandes empresas de comércio de petróleo. Alguns discutiram suas tentativas de cortejar executivos com promessas de entregar acordos mais sombrios e lucros mais expressivos para os rivais.

Um intermediário se queixou que a Vitol não era “nada sentimental” e escolheria quem quer que a garantisse os maiores retornos.

“Agora você é o sucesso do momento, e no mês que vem há um novo sucesso”, lamentou o intermediário no e-mail.

Agentes da Polícia Federal fizeram buscas na semana passada nos escritórios no Brasil da Mercuria, Vitol, Trafigura e Glencore, assim como outras entidades que supostamente participaram do esquema. Nenhuma acusação foi formalizada.

A Mercuria nega qualquer irregularidade e disse que irá cooperar com as autoridades. Vitol, Trafigura e Glencore dizem que estão cooperando com as autoridades. A Petrobras disse que já estava colaborando com as autoridades e afirma que se vê como uma vítima da corrupção.

Foram emitidos mandados de prisão contra 11 pessoas, incluindo um empregado da Petrobras, baseado em Houston, que foi demitido pela empresa logo depois por conta de “fortes evidências” de envolvimento em irregularidades, disse a companhia em nota. Foram presas oito pessoas no total.

Alertas da Interpol foram emitidos para três homens que estão foragidos da Justiça do Brasil, incluindo o trader da Petrobras baseado em Houston. Nenhum deles foi preso.

“HÁ PROVAS”

As empresas europeias —a Vitol tem sede em Londres, e as outras três na Suíça— são potências no trading de commodities. Elas possuem investimentos em energia estratégica e infraestrutura de commodities pelo mundo, incluindo no Brasil. Juntas elas controlam cerca de 10 por cento do consumo diário de petróleo e têm receitas maiores que o PIB da Argentina.

Como parte do decisão judicial que autorizou as prisões e mandados de busca na semana passada, a juíza federal Gabriela Hardt escreveu que “há provas” de que as companhias e seus afiliados “pagariam comissões a intermediadores nas operações de compra e venda de combustíveis com a Petrobras, em benefício das empresas e em detrimento da estatal”.

O risco é grande para as empresas. A investigação poderia prejudicar seus negócios atuais e futuros no Brasil. Um consórcio liderado pela Vitol tem um acordo de 1,5 bilhão de dólares ainda não confirmado para comprar a participação da Petrobras em campos de petróleo na Nigéria.

As empresas também podem chegar a ver o fim de empréstimos se as acusações de corrupção forem procedentes, de acordo com um executivo sênior de um grande banco global que pediu para não ser identificado. Desde a crise financeira de 2008, grandes bancos enfrentam cada vez mais o rigor dos reguladores para reprimir lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

Os novos desenvolvimentos também sinalizam que a Lava Jato está longe de acabar. Iniciada em 2014 para investigar corrupção em contratos na Petrobras, a operação já derrubou dezenas de figuras poderosas, incluindo ex-presidentes do Brasil e do Peru. A Odebrecht, maior empreiteira da América Latina, assinou um acordo com os procuradores para pagar pelo menos 3,5 bilhões de dólares por seu papel em um gigantesco esquema de propinas por contratos.

Empresas estrangeiras agora estão na linha de frente de investigação, disse o procurador Athayde Ribeiro Costa, que dirige a última fase da investigação.

“As investigações avançam e creio que todas as empresas estrangeiras que fizeram negócio com a Petrobras nos últimos 15 anos devem proceder a rigorosa investigação interna para terem confiança na sua não exposição na Lava Jato”, disse Costa à Reuters.

Ele disse que diversas companhias de petróleo estrangeiras já haviam abordado procuradores brasileiros para sondá-los sobre acordos de leniência. Costa não revelou os nomes das empresas.

“Os acordos de colaboração e leniência pressupõem expansão da investigação. A Lava Jato já foi procurada por empresas e pessoas físicas. Não serão admitidos acordos com contenção de danos e não há espaço para todos os interessados. Os primeiros realmente tem uma oportunidade, já os demais deverão pagar exemplarmente”, afirmou.

Parte da classe política brasileira manobra para acalmar a investigação que consumiu o país e paralisou setores importantes da economia, mas o presidente eleito Jair Bolsonaro escolheu o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro para ser o próximo Ministro da Justiça e Segurança Pública.

“A Lava Jato já significou uma brutal transformação na cultura de negócios do Brasil. A tendência é mesmo não parar”, disse Carlos Melo, cientista político do Insper, importante escola de administração e negócios.

“Juízes e Ministério Público estão empoderados, com a opinião pública a seu favor, ao mesmo tempo em que seus adversários estão acuados”, acrescentou.

“CONSCIENTE E VOLUNTÁRIO”

Costa disse que a natureza das unidades de refino e fornecimento da Petrobras, onde a corrupção envolvendo as tradings internacionais teria acontecido, fizeram um terreno fértil para as tramas ilegais.

Operadores nos escritórios remotos da empresa podiam fazer grandes compras ou vendas sem aprovação de executivos da Petrobras, afirmou. Como a corrupção alegada envolvia a mudança de meros centavos sobre litros, Costa disse que também era muito fácil esconder os crimes de qualquer supervisão, mas há um potencial imenso para ganhos ilícitos dado o grande volume do produto envolvido.

Autoridades brasileiras alegam que funcionários da Petrobras participando do esquema compravam petróleo dos traders a preços acima dos praticados pelo mercado e vendiam seus próprios produtos e arrendavam espaços de armazenamento a preços mais baixos. Isso permitia que intermediários conseguissem tirar uma parte do spread conseguido e que as empresas privadas pagassem menos e ganhassem mais contratos, tudo às custas da Petrobras, disseram autoridades.

Procuradores dizem que Trafigura, Vitol, Glencore e Mercuria utilizavam intermediários além de seus próprios representantes para executar os acordos corruptos com funcionários da Petrobras. As autoridades alegam que os fundos ilícitos passavam por contas nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Suíça e Uruguai, entre outros países.

Uma figura central, segundo as autoridades, era o sueco Bo Hans Wilhelm Ljungberg, um corretor independente de petróleo que operava do Rio de Janeiro. Segundo os procuradores ele seria um agente importante que garantia contratos para a Vitol e outras firmas ao direcionar propinas para operadores da Petrobras, especialmente para um em Houston, nos Estados Unidos. Ele já enfrenta uma acusação de corrupção em um caso separado na Lava Jato.

Um alerta da Interpol foi emitido por Ljungberg, que, segundo acreditam os procuradores, teria retornado à Suécia. Ele não respondeu mensagens enviadas a seu e-mail incluído em documentos legais, e nem a mensagens enviadas às suas contas em redes sociais.

Os procuradores alegam que a Vitol pagou pouco mais de 5 milhões de dólares para entidades de trading offshore, das quais Ljungberg era co-proprietário, chamadas Encom Trading SA e Celixore AB, para assegurar acordos com a Petrobras entre 2011 e 2014. Procuradores mostraram à Reuters transferências bancárias de contas dessas empresas.

A decisão da juíza Gabriela Hardt diz que um dos principais executivos da Vitol, Mike Loya, diretor da empresa nos Estados Unidos, se valeu “de modo consciente e voluntário” das ações de Ljungberg para garantir contratos para a Vitol através de propinas, baseado em e-mails que indicavam que ele havia falado com o sueco sobre o esquema.

Loya não respondeu aos pedidos por comentários enviados ao seu e-mail e redes sociais. Ele não foi disponibilizado para entrevista pela Vitol.

No caso da Trafigura, procuradores dizem que a companhia utilizou seus próprios executivos para subornar empregados da Petrobras.

A ordem judicial alega que Mariano Marcondes Ferraz, um ex-executivo da Trafigura, e Márcio Pinto Magalhães, um representante local no país, direcionavam propinas para empregados da Petrobras entre meados de 2009 e setembro de 2014.

Os advogados de Ferraz e Magalhães não responderam aos pedidos por comentários.

Ferraz já cumpre 10 anos de pena no Brasil por ter subornado um ex-gerente de refinarias da Petrobras em nome de sua própria empresa, a Decal do Brasil. Ele foi preso no final de 2016 e se demitiu da Trafigura.

Procuradores alegam que Magalhães também está envolvido em subornos para outras empresas, incluindo uma subsidiária da Glencore, a Chemoil. Além dos pagamentos de Magalhães, subsidiárias da Glencore pagaram 4 milhões de dólares para outros intermediários que supostamente subornaram funcionários da Petrobras, segundo a decisão da juíza.

Procuradores dizem saber menos sobre os acordos da Mercuria com a Petrobras. Eles disseram ter identificado transações suspeitas entre representantes da empresa no Brasil e intermediários para mediar acordos ilícitos.

FONTE:  REUTERS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.