Noticias

Ministro da Saúde será investigado por compra de vacinas Covaxin

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado. A comissão investiga o uso do dinheiro federal que foi enviado para cidades e Estados, além de supostas omissões do governo federal no combate à pandemia. Sérgio Lima/Poder360 05.06.2021

Segundo presidente da CPI,  é preciso investigar por que o governo federal resolveu adquirir vacinas neste ano com preços maiores

cúpula da CPI da Covid citou o preço das vacinas compradas pelo Brasil como justificativa para investigar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que seis meses antes era anunciado pela própria fabricante.

A CPI aprovou, nesta terça-feira (22), a decisão do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), de incluir 14 pessoas como investigadas, incluindo Queiroga. De acordo com o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), é preciso investigar por que o governo federal deixou de comprar doses no ano passado e resolveu adquirir vacinas neste ano com preços maiores. A lista de investigados foi anunciada por Renan na semana passada e já se tornou oficial. Após protestos de governistas, no entanto, a decisão foi colocada em votação e aprovada.

“A gente sabia que todos os laboratórios iam investir fortunas para fazer a pesquisa porque com certeza quem descobrisse a vacina primeiro ia ter um retorno enorme financeiro, tanto é que o Brasil já comprou vacina de R$ 50 que agora está R$ 83. Essa da Índia, o Brasil está comprando a mais de 15 dólares”, disse Aziz nesta terça durante a sessão da CPI.

“Não era só salvar vidas, era interesse também de pesquisar e investir porque ia ter retorno, coisa que está ocorrendo”, declarou o senador, sendo acompanhado em seguida pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL): “Sem dúvida. Sobretudo para a Covaxin.”

A compra da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, representado no Brasil pela Precisa Medicamentos, entrou na mira da CPI. A ordem para a aquisição da vacina indiana partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro. A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos.

Além disso, os senadores questionam os valores pagos para a Pfizer após o governo federal ter ignorado as ofertas da empresa no ano passado. No caso da Pfizer, foram quase onze meses de negociação, período em qual o preço oferecido não se alterou (US$ 10 por dose). O Executivo, no entanto, negociou a compra de mais 100 milhões de doses a US$ 12 a unidade, preço 20% maior do que o negociado no primeiro contrato, conforme o Estadão publicou em maio. “O contrato que o ministro Queiroga assinou é de US$ 12 a dose. Se tivéssemos comprado a vacina em dezembro do ano passado, o Brasil teria economizado US$ 1 bilhão só na Pfizer”, comentou Aziz.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]