Política e Economia

Ministério da Saúde confirma 8 casos do novo coronavírus no Brasil; já há transmissão local

O Ministério da Saúde divulgou, na tarde desta quinta-feira (5), que oito casos do novo coronavírus foram confirmados em todo o país. São seis registros em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo. Um caso, que deu positivo nos exames iniciais, está em apuração no Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, há transmissão local registrada a partir do primeiro caso confirmado no Brasil. Duas pessoas ligadas ao homem de 61 anos — a principal suspeita é de que sejam parentes dele — foram diagnosticadas com a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Nenhum dos brasileiros diagnosticados com a doença apresentou sintomas graves. Conforme o Ministério da Saúde, os oito casos estão com quadro clínico bom — a adolescente de 13 anos é considerada assintomática e não apresentou sintomas da covid-19, apesar de estar com o vírus.

Os pacientes, que não tiveram suas identidades divulgadas, permanecem em quarentena em suas casas, pelo período de, aproximadamente, 14 dias — no caso da jovem, o ministério não deixou claro se ela também deverá ficar em quarentena.

No Brasil estão sendo investigados, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5/03), 636 casos suspeitos de covid-19.

Desde o início do monitoramento, 378 casos suspeitos já foram descartados.

Os casos considerados suspeitos são aqueles que envolvem pacientes que estiveram em países com risco de transmissão de coronavírus e que tenham apresentado sintomas como febre e algum problema respiratório, como tosse, ao retornar ao Brasil.

O Ministério da Saúde divulgou a lista de países dos quais os brasileiros, ao retornar de viagem, deverão procurar ajuda médica. Entre eles estão os Estados Unidos e grande parte da Europa — a lista está reproduzida no final desta reportagem.

O novo coronavírus já chegou a mais de 70 países e a todos os continentes exceto a Antártida. O vírus já infectou mais de 93 mil pessoas e levou cerca de 3,2 mil delas à morte.

A OMS estima que 3,4% dos pacientes morrem por causa da covid-19, a doença causada por este vírus. Este índice foi recentemente revisado para cima pela organização, que antes apontava uma taxa de letalidade de cerca de 2%.

O primeiro caso

O primeiro paciente diagnosticado no Brasil com o novo coronavírus viajou a trabalho à região italiana da Lombardia, a mais afetada do país europeu, entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Ele, que é um empresário, retornou ao Brasil com sintomas como febre, tosse seca, dor de garganta e coriza.

No hospital, em 24 de fevereiro passou por um exame em tempo real, que constatou a covid-19. Exames feitos posteriormente confirmaram o diagnóstico.

O Ministério da Saúde informou que 30 parentes dele estão sendo monitorados, pois participaram de um almoço em família um dia antes do diagnóstico. Nenhum deles teria apresentado sintomas do vírus até o momento. Alguns chegaram a passar por exames, que deram negativo para a covid-19.

A expectativa é de que a quarentena do paciente termine no início da próxima semana. Não foram divulgados mais detalhes sobre a atual situação dele. A previsão inicial era de que ele fizesse acompanhamento médico por meio do telefone. Ele somente iria ao hospital em caso de o quadro de saúde se agravar.

Na tarde desta quinta-feira, o Ministério da Saúde divulgou que duas pessoas pessoas relacionadas a esse primeiro paciente contraíram o vírus por meio dele. Uma das pessoas pegou o coronavírus e passou para um segundo indivíduo.

O segundo caso

No sábado (29/02), o Ministério da Saúde anunciou que foi confirmado o segundo caso do novo coronavírus no Brasil. Conforme a pasta, o paciente contraiu a covid-19 na Itália.

Segundo uma nota divulgada pelo ministério, o paciente esteve em Milão, principal cidade da região italiana da Lombardia.

Ele desembarcou em São Paulo na quinta-feira (27) e, no dia seguinte, após apresentar dor de cabeça, dor muscular e febre, foi ao Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi examinado e diagnosticado. Segundo o ministério, o paciente está com “quadro clínico leve e estável”.

Em entrevista à TV Globonews, o infectologista David Uip — coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo — disse que o homem viajou da Itália ao Brasil com uma máscara facial, o que reduz o risco de ter transmitido o vírus para outros passageiros.

Uip afirma que o paciente será acompanhado pela vigilância sanitária por meio de visitas e conversas telefônicas até que deixe de apresentar sintomas. “Depois, volta à vida normal”, diz o médico.

Segundo o infectologista, a detecção de mais um caso do novo coronavírus era “absolutamente esperada”, dado o intenso tráfego entre Brasil e Itália.

O homem é funcionário da corretora XP Investimentos, que confirmou o diagnóstico. A empresa enviou um comunicado a seus colaboradores informando o fato e orientando que todos aqueles que tenham passado por países de risco e tenham tido sintomas como dor de cabeça, febre, tosse ou falta de ar procurem ajuda médica e trabalhem de casa pelos próximos 14 dias.

Segundo a XP, o funcionário com a covid-19 participou de uma reunião logo após chegar ao Brasil. Os 10 colaboradores que participaram do encontro com ele estão sendo monitorados. Quatro deles, conforme a empresa, passaram por exames que apontaram negativo para a covid-19.

Em nota, a empresa afirma que o fato de um colaborador ter sido diagnosticado com a covid-19 “não acarreta nenhum impacto para os clientes e parceiros das empresas da companhia, e todas as operações prosseguem normalmente”.

O terceiro caso

De acordo com o Ministério da Saúde, o terceiro paciente confirmado com o novo coronavírus é um administrador de empresas. O colombiano, que mora na capital paulista, viajou de São Paulo para a Espanha em nove de fevereiro. No dia 16 seguiu para a Itália. Seis dias depois, foi para a Áustria. No dia 28 de fevereiro foi para a Alemanha e depois retornou ao Brasil.

Nesta quarta-feira (4), conforme o Ministério da Saúde, o colombiano procurou atendimento médico no hospital Albert Einstein, pois apresentava sintomas como tosse, dor de garganta, dor de cabeça e coriza. Ele passou por exames que apontaram a Covid-19.

Conforme o Ministério da Saúde, o paciente está clinicamente bem e ficará em quarentena pelas próximas duas semanas. A pasta informou que fez levantamento no voo em que ele estava, para checar as pessoas que estavam nas fileiras próximas a ele, para que passem por monitoramento.

O quarto caso

A jovem de 13 anos diagnosticada com o novo coronavírus viajou de São Paulo para Lisboa, em Portugal, em 21 de fevereiro. No dia seguinte, de acordo com o Ministério da Saúde, ela embarcou para Milão, no norte da Itália (região em que há diversos registros de casos do vírus). Depois, seguiu de trem para Dolomitas, também na região norte da Itália.

“Ela esteve internada em um hospital (em Dolomitas), por lesão no ligamento e para uma correção cirúrgica”, disse o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, na tarde de quarta-feira. Segundo ele, a suspeita é de que a jovem tenha se machucado durante a viagem. “Ela retornou ao Brasil no último domingo (01/03)”, relatou o ministro.

Segundo Mandetta, a jovem procurou um hospital particular em São Paulo na segunda-feira (2), mesmo sem apresentar sintomas. Ele disse que a garota teria decidido fazer os exames por ter ido à região italiana que tem diversos registros do vírus. Os primeiros exames deram positivos. Foi necessária uma contraprova, que atestou o vírus.

Apesar de ser assintomática, o Ministério da Saúde decidiu que a garota está entre os casos confirmados do novo coronavírus, pois levou em consideração os quatro critérios: pelo resultado positivo dos exames, pelo local provável de infecção (Itália), pela possibilidade da medicação após tratamento de uma lesão ter mascarado os sintomas e pela possibilidade de ainda ter sintomas nos próximos dias.

Os demais casos

Entre os primeiros casos registrados fora de São Paulo está o de uma jovem de 27 anos, que mora em Barra Mansa, no Rio de Janeiro. Conforme o Ministério da Saúde, ela viajou para a Itália e para a Alemanha entre os dias 9 e 23 de fevereiro. Segundo a pasta, ela começou a apresentar sintomas da covid-19 a partir de 17 de fevereiro. Ela somente procurou atendimento no início deste mês.

O caso confirmado no Espírito Santo é de uma mulher de 37 anos, que recentemente viajou para a Itália. O Ministério da Saúde não divulgou mais detalhes.

O caso suspeito é de uma mulher de 53 anos que mora no Distrito Federal e viajou, entre 25 de fevereiro e dois de março, para a Inglaterra e Suíça. Segundo o Ministério da Saúde, ela está internada em uma unidade de saúde. O quadro clínico dela não foi divulgado. Os primeiros exames deram positivo para a covid-19 e agora um laboratório referência do Ministério da Saúde fará a contraprova.

Cuidados

A principal recomendação de profissionais de saúde que acompanham o surto é simples, porém bastante eficiente: lavar as mãos com sabão após usar o banheiro, sempre que chegar em casa ou antes de manipular alimentos.

O ideal é esfregar as mãos por algo entre 15 e 20 segundos para garantir que os vírus e bactérias serão eliminados.

Se estiver em um ambiente público, por exemplo, ou com grande aglomeração, não toque a boca, o nariz ou olhos sem antes ter antes lavado as mãos ou pelo limpá-las com álcool. O vírus é transmitido por via aérea, mas também pelo contato.

Também é importante manter o ambiente limpo, higienizando com soluções desinfetantes as superfícies como, por exemplo, móveis e telefones celulares.

Para limpar o celular, pode-se usar uma solução com mais ou menos metade de água e metade de álcool, além de um pano limpo.

Lista de países monitorados pelo Brasil

1. Alemanha

2. Argélia

3. Austrália

4. Canadá

5. China

6. Coreia do Norte

7. Coreia do Sul

8. Croácia

9. Dinamarca

10. Emirados Árabes Unidos

11. Equador

12. Espanha

13. Estados Unidos

14. Finlândia

15. França

16. Grécia

17. Holanda

18. Indonésia

19. Irã

20. Israel

21. Itália

22. Japão

23. Malásia

24. Noruega

25. Reino Unido

26. San Marino

27. Singapura

28. Suécia

29. Suíça

30. Tailândia

31. Vietnã

OBS: Além deles, Filipinas e Camboja, que não têm transmissão local, mas estão na região afetada.

FONTE: BBC NEWS BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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