Eleições

Menino pobre nascido em Cerejeiras torna-se secretário de Hildon Chaves e recebe título de Cidadão de Porto Velho

Santana começou a trabalhar criança como entregador de jornal e jardineiro

Atuante como secretário geral de Governo desde 2017, no início da administração do prefeito da capital, Hildon Chaves, Devanildo de Jesus Santana recebeu o título de Cidadão Honorário Porto-velhense. A solenidade será na Câmara Municipal nesta sexta-feira, 14.

O vereador Aleks Palitot, autor da proposta, pontua que a homenagem se dá em reconhecimento “ao trabalho competente e à dedicação de Santana”, que é natural de Cerejeiras, município do sul de Rondônia.

Aos 42 anos da idade, o cerejeirense reside desde o ano 2000 em Porto Velho. Foi jovem para a capital para dedicar-se ao trabalho e aos estudos.

Santana é graduado em Direito, Ciência Contábeis, e Administração de Empresas, tem pós-graduação em metodologia do ensino superior, especialista em direito civil, processo civil, direito ambiental, agrário com ênfase em regularização fundiária, mestrado em gestão empresarial e doutorado em direito internacional ambiental.

BIOGRAFIA INSPIRADORA

Era 30 de setembro de 1981, quando, por pouco, não teve seu nascimento na beira do rio em Cerejeiras. Levada às pressas ao hospital, a mulher deu à luz ao seu primeiro filho.

Filho de Dejanira de Jesus Santana e Juvenal Anjo Santana, assim vinha ao mundo Devanildo Jesus Santana, ou simplesmente, Santana.

Quando ele tinha seis anos, a família mudou-se para Jaru em busca de melhores oportunidades. Quando tinha dez, o pai mudou-se para uma área de garimpo na região de Ariquemes.

Para ajudar a mãe e as duas irmãs em casa, desde cedo Santana buscou toda e qualquer oportunidade de trabalho, não poupando esforços para desempenhar as atividades que lhe fossem oferecidas para ajudar nas contas de casa.

Virou entregador de jornal. Usando uma bicicleta como transporte, começava a distribuição às 4 horas da manhã, devendo entregar tudo antes do horário da aula.

“Às vezes me atrasava para chegar à escola, ainda mais em dias de chuva. Eram três títulos de jornal, e eu precisava me organizar para saber os locais em que deveria entregar, atividade que eu fazia inclusive aos sábados e domingos”, lembra-se.

A determinação não parava por aí. Ao realizar a distribuição, aproveitava para oferecer outros serviços nas residências. “Ajudava na limpeza de jardins, cortando a grama, capinando, podando árvores e até mesmo limpando piscinas. Na parte da tarde, depois da escola, colocava os instrumentos de jardinagem na bicicleta e partia para esses afazeres”.

Por vezes, recorreu à pescaria para garantir o almoço. E quem passasse pela rodoviária de Jaru nesta época, talvez tenha visto-o engraxando sapatos.

Aos finais de semana trabalhou como lavador de carros no lava-jato do empresário Closnei Rodrigues Guerra. Mas sua vida tomaria outras direções, graças, sempre, à dedicação e empenho, e ao fato de nunca ter abandonado os estudos.

Também  trabalhou fazendo troca de produtos nas prateleiras do supermercado Irmãos Gonçalves. “Sou muito grato ao senhor João Gonçalves, foi outra pessoa que me ajudou muito”, agradece.

Já a velha bicicleta também serviu para que fosse vendedor de iogurtes e picolé, de porta em porta, transportando uma grande caixa de isopor.

AS TRÊS MULHERES

Deste período, se recorda com carinho e agradecimento de três mulheres que ajudaram a trilhar seu caminho: Maria Gorette Gobi de Oliveira, esposa de Noedi Carlos Oliveira, então prefeito de Machadinho; Susi Seguchi Orlette, proprietária da Madeira Incopa em Jaru; e Dora Batista dos Santos, proprietária da Madeira G. Batista. Além de oferecerem emprego, essas mulheres conseguiram uma bolsa de estudo em um colégio particular. “Elas foram fundamentais em minha vida, confiavam no meu trabalho, asseguraram meu ensino, e ainda me deram material escolar”, recorda.

Nos últimos anos do ensino médio, contou com auxílio do deputado João da Muleta para conseguir viagens até Porto Velho, onde queria conhecer a  Força Aérea Brasileira (FAB)  e saber como ingressar na carreira militar.

Ao concluir os estudos, foram diversas viagens atrás de seu objetivo, com inscrições, exames, teste físico, até que, prestes a completar 18 anos, realizou seu primeiro sonho, e ingressou na FAB no dia 1º de agosto de 2000, ano em que mudou-se definitivamente para Porto Velho. “Entrei como recruta, depois de um ano tive a aprovação, virei soldado, morava dentro da Base Aérea por não ter onde morar em Porto Velho. Foi uma experiência que me ensinou muito sobre disciplina e hierarquia”.

Em 2002, foi aprovado no concurso da PM, do Idaron e da Escola de Sargentos das Armas (ESA), mas optou pela formação de soldado da PM, formando-se em dezembro. Em março de 2003, tomou posse pelo estado de Rondônia e se desligou, com muito lamento, da FAB.

Posteriormente, foi cedido para trabalhar na Assembleia Legislativa e chegou a ocupar o cargo de Assessoramento da Presidência do ex-presidente Carlos de Oliveira, posteriormente de Neodi Carlos de Oliveira, Valter Araújo e Hermínio Coelho.

Concomitante, iniciou o estudo superior cursando ciências contábeis pela Faro, curso que finalizou em 2006, emendando outra graduação, agora de administração, e também pós-graduação em metodologia de ensino superior.

Em 2007, iniciou o curso de direito, que concluiu com especialização em direito civil e processo civil. Em 2009 fez pós em direito ambiental e agrário com ênfase em regularização fundiária.

Fez mestrado em 2011 pela Universidade Autônoma de Assunção no Paraguai. Em 2013 iniciou o doutorado em Direito Internacional Ambiental, títulos reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) vinculada ao Ministério da Educação.

Em 2015 desligou-se da PM para fundar um escritório de advocacia. Junto de um sócio, abriu escritórios dentro e fora do estado, trabalhando em casos de área ambiental, agrária, madeireira, pecuarista e de agricultores de grande e médio porte.

POLÍTICA COM EFICIÊNCIA

Em 2016 foi coordenador-geral da campanha do vereador Edwilson Negreiros. Também ingressou na campanha de Hildon Chaves na disputa pela prefeitura da capital. Em 1º de janeiro de 2017 tomou posse dentro da administração do executivo municipal.

Teve cargos dentro da Secretaria Geral de Governo ao longo de dois mandatos, incluindo o de Assessor de Política Governamental, onde desempenhou importante papel de articulador para destravar emendas de bancada, interlocução com órgãos de controle, governamentais e não governamentais, e alinhamento de estratégias políticas entre secretarias.

Faz parte de uma gestão que entra para a história de Porto Velho tendo resolvido problemas estruturais históricos, como o transporte público coletivo, o transporte escolar, a revitalização e concessão da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, a construção do novo terminal Rodoviário, a conclusão de mais de 1.400 unidades habitacionais que em breve realizarão o sonho da casa própria a mais de 10 mil pessoas, além do maior projeto de asfaltamento da história da capital rondoniense, entre tantos outros exemplos ainda em andamento.

FAMÍLIA E MENSAGEM

Santana tem dois filhos, a Kauanny e o Denis Kauan, além de dois enteados com a esposa Laís Talita, o Zyon e o Enzo.

Quando perguntado que recado daria a eles sobre perseverança na vida, responde: “Das adversidades que surgem, tenha sempre fé em Deus, com pé no chão, sem nunca esquecer de sua origem, fazendo uma reflexão diária para que ego e ganância não os deixem cegos e vaidosos. A humildade e a simplicidade levam para uma vida cheia de oportunidades”.

ATUAL

Agora, em 2023, o filho de Cerejeiras também é acolhido por Porto Velho. Pelo título de cidadão Porto-velhense, Santana diz: “Serei sempre agradecido a esta Casa de Leis, ao Aleks Palitot, que fez a indicação, e a todos os demais 20 vereadores que aprovaram de forma unânime essa que, para mim, é uma enorme honraria”.

FONTE: EXTRA DE RONDÔNIA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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