Resenha Politica

Maurão pode ser traído pelo PMDB em 2018 – por Robson Oliveira

Impeachment

congresso22Depois da pressão feita na porta da residência do senador Acir Gurgacz (PDT) para que se declare favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, após ser flagrado prestigiando a posse de Lula na Casa Civil, os demais membros da bancada federal rondoniense estão antecipando aos jornalistas o voto favorável à cassação da presidente. Embora nenhum deputado federal rondoniense seja titular da Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment, todos votam quando o relatório for levado ao plenário da Câmara Federal.

Espanto

PMDBNão há nenhum registro anterior na crônica política de um parlamentar do PMDB ser alvo de expulsão por assumir um cargo ministerial. Nem ameaça de desfiliação se um filiado qualquer assumir algo próximo a “inspetor de quarteirão”. Pois bem, o PMDB está ameaçando expulsar dos seus quadros o deputado federal Mauro Lopes (MG) por aceitar o cargo de ministro da Aviação Civil. O ineditismo causa espanto porque o partido se acostumou a nutrir suas fileiras nas tetas da viúva, independentemente do presidente de plantão.

Fim

PMDBO ineditismo “cívico” do PMDB sinaliza que o partido deverá anunciar o desembarque formal do governo Dilma no dia 29, podendo significar o fim do governo. Significará também que o partido abrirá mão de mais um ministério por todo quarteirão das esplanadas dos ministérios. Uma troca, convenhamos, com a cara do PMDB. Pode-se até criticar, mas qualquer outra legenda na mesma situação não pensaria duas vezes. É ainda o fim do governo que se definha num regime presidencialista que o Congresso manda e faz desmandos. Há quem jure que há salvação para os governados. Será?

Grampos

gramposÉ irrelevante para o senso comum se houve ou não abusos em relação aos grampos e, por consequência à divulgação, que expuseram ao país conversas envolvendo autoridades da república e o ex-presidente Lula. Mas do ponto de vista jurídico – é o que deveria importar aos formadores de opinião – é altamente relevante o debate porque afeta a todos, cedo ou tarde. O grampo é uma exceção à regra que visa buscar elementos que ficam na sombra para instruir um processo investigatório. Apenas e tão somente os elementos relativos aos fatos deveriam constar nos autos, ou seja, diálogos que levem ao esclarecimento da investigação. Quando ultrapassa esses limites é abuso mesmo e caberia à sociedade rechaçar com veemência.

Salvação

Agramposs falas vazadas para imprensa nos grampos presidenciais demonstram a intenção concreta e indisfarçável em provocar comoção, reações e até linchamentos morais. Qual o interesse jurídico em liberar um diálogo entre mãe e filho que revela apenas opiniões pessoais sobre as manifestações denominadas “panelaço”? Esse conteúdo serve ao processo? Aos cidadãos em geral? Ora, defender garantias constitucionais tão caras à democracia é um dever (deveria ser) de todos, independentemente de facções (?) ou posições ideológicas. Razão pela qual é ainda animador verificar que há juiz por aqui: basta ler o corajoso artigo do desembargador Valter Waltemberg publicado neste site. Nem tudo está perdido!

Luz

olho-azul-grandeOs partidários do impeachment justificam o pedido alegando que a presidente cometeu diversos crimes de responsabilidade, além das pedaladas. Os contrários à cassação asseguram que não há fundamento jurídico para que a presidente seja cassada. Independentemente de que lado a razão seja mais forte, o país está numa crise sem luz no final do túnel que necessita de respostas imediatas das autoridades constituídas. E não vai cessar apenas com a saída de cena da atual mandatária, visto que os três que estão na linha sucessória (Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros) devem explicações judiciais e morais tanto ou mais que a presidente. Embora o impasse alimente o impeachment, o que não se justificam são as afrontas constitucionais. Uma renúncia coletiva de Dilma, Temer, Renan e Cunha poderia ser a luz para iluminar esse túnel. No passado Getúlio optou pela via mais radical.

Anabolizado

Maurao2O PMDB rondoniense saiu melhor aquinhoado com o troca troca de partidos após o escancaramento da janela aberta pela suposta minirreforma eleitoral. O presidente da ALE, Maurão de Carvalho, levou consigo outros parlamentares para o partido na esperança de ser ungido em 2018 candidato a governador.

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Incertezas

Maurao2Como o futuro é incerto, o PMDB está anabolizado para as eleições municipais deste ano. Quanto a 2018, é possível que perca musculatura e Maurão seja descartado como ocorreu na convenção passada quando pleiteou a indicação ao Governo pelo PP. Quem conhece as coxias peemedebistas sabe que a única certeza é que os projetos dos caciques sempre estarão acima dos projetos dos noviços desta tribo.

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CAERD

caerdO STJ reconheceu que os serviços prestados pela CAERD são insatisfatórios, deficientes e autorizou o município de Pimenta Bueno a dar continuidade ao procedimento licitatório de concessão da exploração dos serviços de água e esgoto, voto proferido pelo ministro Francisco Falcão. O certame havia sido paralisado por determinação judicial. Com a nova decisão o município está livre para dar continuidade aos procedimentos visando a modernização dos serviços.

Modelo

caerdEmbora ainda seja um tema que gera muita polêmica entre os funcionários da companhia de água rondoniense que pressionam para manter seus vínculos na empresa pública, a verdade é que o modelo de companhias públicas está exaurido pela falta de capacidade de investimentos. Em outras localidades avança de forma exitosa o modelo das Parcerias Público e Privado (PPP) que demonstrou eficiência na qualidade dos serviços. Água e esgoto são questões fundamentais para que os índices da saúde pública melhorem, desde que o modelo adotado mude e acabe com inoperância e a utilização dessas empresas para fins políticos onde serve de gaurida para acomodar apaniguados em cargos comissionados. As PPP’s são irreversíveis como modelo de governança.

Operação

caerdFalando da Companhia de Água, nesta terça-feira a Polícia Civil desencadeou uma operação para combater supostos ilícitos nos processo licitatórios, na capital. Não é de hoje que surgem rumores daquela banda que se tornou uma sinecura para poucos.

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Engenharia

mauroooAlguém pode informar quem é autor da ideia do projeto na prefeitura da capital que decidiu fechar qualquer retorno na longa e interminável avenida Vieira Caúla? A gestão de Mauro Nazif pouco fez nesse três anos e três meses, mas o ‘tiquinho’ que realizou não agrada a ninguém. Ainda quer quatro anos para atazanar os munícipes.

Robson

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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