Esporte

MAURÃO DEVE SER REELEITO PRESIDENTE DA ALE NESTA TERÇA

Assembléia antecipa eleição da Mesa Diretora; a única mudança é a saída de Hermínio Coelho

E agora?

As instituições de ensino superior vão enfrentar um período nebuloso de agora em diante. Quando o governo federal escancarou o FIES, foi uma festa. Todo mundo correu e se inscreveu. O valor da mensalidade de alguns cursos disparou, inviabilizando o pagamento para quem não tem FIES. Pois é, o governo federal deve promover mudanças significativas nos financiamentos a partir deste segundo semestre, entre elas o aumento dos juros e o limite de renda dos beneficiados será menor. Os juros do financiamento vão passar dos atuais 3,4% ao mês para em torno de 6%.O programa terá oferta máxima de vagas por ano. O ministério quer financiar o estudo de 310 mil a 350 mil pessoas anualmente. Além disso, os tipos de cursos financiados e os indicadores de qualidade serão mais restritos. Medidas tomadas pelo governo no primeiro semestre serão oficializadas.

Essas medidas

Que foram antecipadas pelo jornal O Estadão em reportagem na semana pasada, já tiveram um efeito imediato nas ações dos grupos Kroton e Estácio, que lideravam as perdas do Ibovespa na sexta-feira. Os papéis registravam perdas de 6,57% e 5,05%, respectivamente. O próximo reflexo será uma redução drástica nos novos alunos. Com a restrição ao acesso também cai por terra o discurso de “universalização” do ensino superior, que o governo federal tem repetido incansavelmente. Com o sucateamento das universidades federais e os altos preços das particulares, o acesso ficará cada vez mais elitizado.

O problema agora

Vai ser administrar essa situação para atender a enorme demanda que busca o ensino superior a cada semestre com os altos preços que estão sendo praticados sem o apoio irrestrito do governo federal. A fonte secou. Mas o volume de estudantes só aumenta.

Outro problema

A crise econômica vem aumentando absurdamente a inadimplência em todos os segmentos e claro que isso vai refletir no pagamento desses financiamentos. O caixa deve explodir nos próximos dois anos. Resta saber se o governo terá condições de arcar com esses prejuízos, porque os bancos, esses nunca pagam a conta dos outros. Vão cobrar, e caro, essa fatura. É esperar para conferir.

Enquanto isso

Nenhum efeito foi sentido após a cobrança pública do governador Confúcio Moura em relação a segurança pública. Ele havia dito em seu blog que “todos tinham viajado, feito capacitação e cursos e estava na hora de mostrar resultados”. Não vieram. Nesta segunda-feira foi deflagrada uma operação contra bandidos que agiam dentro e fora dos presídios, mas esse trabalho já vinha sendo feito há meses. Nada a ver com o “intercâmbio” que a cúpula da segurança fez com a Colômbia há dois meses. Aquela viagem, até agora, não apresentou nenhum resultado prático.

Faltou bom  senso

Na sexta-feira da semana passada os lojistas da Avenida Carlos Gomes, em Porto Velho deram início a uma feira para tentar aquecer as vendas. Foram feitas comunicações a prefeitura e a Polícia Militar sobre o evento. A prefeitura, ao invés de ajudar com o evento, enviou todos os fiscais da SEMTRAN para o local e passou a multar os motoristas. Lógico que a clientela deu no pé.

Interessante

Que nas noites de sexta e sábado aquele mesmo trecho da Carlos Gomes fica intransitável devido a uma casa noturna que fica próximo. E lá a SEMTRAN não vai multar os motoristas que param em fila dupla, estacionam em qualquer lugar e saem embriagados dirigindo.

Nesta terça

Os deputados estaduais devem reeleger Maurão de Carvalho como presidente da Assembleia Legislativa pelos próximos dois anos. A atual composição da Mesa deve ter apenas uma mudança, sai Hermínio Coelho, que deixará de ser segundo vice-presidente.

Essa antecipação

Não seria feita, mas os deputados se reuniram e decidiram que seria melhor realizar o processo logo de uma vez. Maurão vem conseguindo fazer uma gestão sem sobressaltos e isso agrada tanto os deputados quanto o governo. Ele está longe de ser uma unanimidade, mas vem fazendo uma boa gestão.

Futuro

Maurão está trabalhando duro para capitalizar seu nome para o governo em 2018. Em seu quinto mandato como deputado estadual é veterano na Casa e ela ficou pequena. Ou ele sai a governo em uma composição em 2018 ou não disputa a reeleição para a Assembléia, disse o deputado.

No virtual

Todo mundo é colorido e apóia o combate ao preconceito, mas na vida real o assunto é espinhoso. O preconceito grita, e alto. Nesta segunda-feira o jornalista Zeca Camargo sofreu na pele isso. Uma crônica dele, veiculada no Jornal das 10 na Globonews fomentou uma onda de xingamentos e ataques homofóbicos ao jornalista por ele ter dito não conhecer o cantor Cristiano Araújo, morto em acidente de carro na semana passada com sua namorada. Camargo disse ainda não entender a comoção nacional que tomou conta do país. Foi o suficiente para que todos que estavam com seus perfis coloridos devido a decisão da suprema corte americana em apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, passassem a ofender o comunicador com frases como “morra bicha nojenta”, ou “você devia parar de dar o c* e se informar mais sobre a cultura de seu país” e outras asneiras do tipo.

Um verdadeiro

Festival de intolerância promovido pela total falta de entendimento sobre um texto, que de ofensivo, realmente não tinha nada. Assim como no fim de semana estavam todos “coloridos”, nesta segunda as máscaras caíram, e o Brasil mostrou sua verdadeira face preconceituosa, intolerante e agressiva. Os xingamentos não se limitavam a criticar o que Camargo disse. Inaceitável era “uma bicha louca falando isso sobre Cristiano Araújo”. Como diria Cazuza, o Brasil mostrou sua cara. E ela não é nada colorida.

Para contatos

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Frigidez pode estar relacionada a alterações no ritmo cardíaco

A disfunção sexual em mulheres pode estar associada a uma baixa variabilidade da frequência cardíaca de repouso, aponta um estudo realizado pela Universidade do Texas, em Austin (EUA). A descoberta, creem os autores da pesquisa, pode ajudar os médicos a tratar a condição com mais eficácia. A variabilidade do ritmo cardíaco (VRC) – a variação dos intervalos de tempo entre dois batimentos cardíacos consecutivos de uma pessoa – pode indicar o quão bem um indivíduo responde a mudanças fisiológicas e ambientais. Uma baixa variabilidade da frequência cardíaca de repouso tem sido associada a várias condições de saúde mental, como depressão, ansiedade e até mesmo dependência de álcool, bem como à disfunção erétil em homens. VRC é uma medida sensível e objetiva do sistema nervoso autônomo, que compreende o sistema nervoso simpático – ele regula a resposta do corpo para situações de luta, por exemplo – e o sistema nervoso parassimpático, que regula as ações involuntárias do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos. Quando o corpo está estável, o sistema nervoso parassimpático tem um maior efeito sobre a frequência cardíaca. Os pesquisadores descobriram que, além de disfunção sexual geral, as mulheres com VCRs abaixo da média eram mais propensas a ter dificuldades com a excitação sexual. Com o recente apoio da FDA (a agência que regula tratamentos, medicamentos e alimentos nos Estados Unidos) ao que poderá ser o primeiro medicamento para tratar a disfunção sexual feminina, os pesquisadores acreditam que a VCR poderia ser usada como um índice para medir eventuais alterações relacionadas à ação da droga na função sexual.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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