Resenha Politica

Marcos Rogério (PL) declara que é pre-candidato ao Governo de Rondônia – Por Róbson Oliveira

Não adianta renegar a política e os políticos se omitindo sem que cada um faça sua parte, e o voto é o único instrumento eficaz para começar a assepsia

CONVERSAÇÕES 

Com a proximidade do final da “janela” onde os parlamentares podem mudar de partido sem que sejam penalizados com a perda do mandato por infidelidade partidária, todos os dirigentes partidários estão conversando para montar nominatas que possam alcançar o coeficiente eleitoral a fim de elegerem seus deputados estaduais e federais. Com o fim das coligações nas eleições proporcionais, os partidos sentiram o golpe e muitos tendem a desaparecer após as eleições. As barreiras jurídicas erguidas na última reforma da legislação ordenam as eleições e livram o processo de partidos cartoriais que existem para atender aos interesses inconfessáveis dos “proprietários” em período eleitoral.  

ENTREMENTES 

Num encontro casual no aeroporto, na tarde desta última segunda-feira, este cabeça chata foi abordado pelo Chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, que, gentilmente, dirigiu algumas breves palavras elogiosas sobre a postura com que abordo os temas e personagens da política rondoniense. Com leveza e tom de brincadeira lembrou que também é alvo de críticas na coluna, mas respeita nossas observações e concluiu com loas ao escriba. Foi um encontro rápido e com poucas palavras, mas o suficiente para reconhecer que o rapaz aprendeu rápido e com eficiência o ofício que abraçou.  

ARTICULADOR 

Falando em Junior Gonçalves, o emissário mais graduado do governador desembarcou ontem em Brasília com a missão de ampliar o arco das alianças para a reeleição do governador Marcos Rocha. Na agenda, além das ações de governo nos ministérios, o jovem articulador retomará as negociações políticas que tem entabulado com o presidente do MDB, Lúcio Mosquini. Se dependesse exclusivamente de Mosquini o MDB já teria escalado as escadas palacianas e declarado apoio à reeleição de Rocha. A hesitação em anunciar é a resistência  de alguns próceres do partido que veem a adesão com muita reserva e perigosa para o futuro do partido. O deputado Lúcio não está nem aí com o legado partidário e move suas ações visando tão somente a reeleição. 

BLEFES 

Enquanto os bastidores borbulham com todo tipo de bolhas eleitorais, os mais afoitos anunciam acordos que não passam de longas conversas. Exceto o prefeito da capital que apressadamente aderiu e passou a ser cabo eleitoral do governador sem compromissos com o calendário eleitoral, ninguém mais importante no cenário político aderiu. Embora as negociações nos bastidores estejam em andamento com todo tipo (cada um de arrepiar) de acordo. Até três de abril as negociações serão conclusas e daí veremos quem mudou de partido e quem será o primeiro a trair após as novas declarações de amor. Hoje, há mais blefes do que compromissos.  

PRESSÃO 

É curiosa a pressão que o jovem professor Vinicius Miguel vem sendo alvo para que desista de concorrer a um cargo majoritário e adira também ao espectro montado em surdina para reeleição do governador. Bruno Valverde, ex-dirigente do Instituto Atlântico de Londrina, atualmente braço suplementar de apoio de Junior Gonçalves, foi o escalado para insistir junto ao professor nessa união ao barco governista. Até agora foram em vão as pressões. E por razões óbvias que os aprendizes de feiticeiro desconhecem: Vini tem opiniões próprias, vida política livre e uma dignidade bem distinta dos interlocutores que o abordam com propostas inexequíveis.  

DEMONIZANDO 

Os emissários dos partidos sabem que Vini é um nome forte e com apelo eleitoral, razão pela qual tentam cooptá-lo com objetivo de isolá-lo do processo. Pessoalmente Vini é bajulado, enaltecido e convidado para tudo que é nominata de deputado federal. O problema é que ingressando em umas dessas legendas ele (Vinicius) pode ser rifado na convenção uma vez que em privado os dirigentes dos mesmo partidos que o bajulam, enaltecem e convidam não economizam nos adjetivos para demonizá-lo. Qualquer que seja a decisão do professor, a juventude e a renovação da política estarão bem representadas.  

BLEFE 

Depois de hesitar por meses em assumir que era candidato a candidato a governador, o senador Marcos Rogério (PL), assistindo inerte os partidários abrirem conversações com o governador, resolveu sair do muro para declarar que é candidato. A decisão tardiamente anunciada tem sido interpretada pelos analistas como estratégia para conter a revoada dos correligionários em direção aos flertes governamentais. Mas a verdade é que a candidatura do senador não passa por hora de blefe. Aliás, sua hesitação corroborou para a profusão de traições.  

RENOVAÇÃO 

Esta eleição é mais uma boa oportunidade para que o eleitor mais incrédulo dê sua parcela de colaboração a fim de aposentar as velhas raposas e escolher nomes que reúnam as qualidades das boas práticas politicas e assim renovar o cenário. Não adianta renegar a política e os políticos se omitindo sem que cada um faça sua parte, e o voto é o único instrumento eficaz para começar a assepsia.   

PREPARADO 

Quem não caiu na esparrela de seguir o cortejo em direção à reeleição do chefe do executivo foi o deputado federal Léo Moraes (PODEMOS). O parlamentar monitora de perto cada movimento e prepara a couraça dos aliados para enfrentar a poderosa nau que os governistas armam, vislumbrando que não vai navegar em águas de brigadeiro como gritam os aliados. Não são novas por estas bandas as esquadras que os governos montam para a eleição, como não é segredo para ninguém que a maioria submergiu à primeira marola que surge, com os ratos sendo os primeiros a pularem fora do barco.  

CURIOSIDADE  

O Conselheiro Benedito Alves, último a ingressar no Tribunal de Contas por indicação do governador Confúcio Moura, decidiu, inesperadamente, requerer a aposentadoria. A vaga é de indicação do Executivo Estadual e é aberta exatamente no momento em que os partidos negociam apoios, passando a ser mais uma poderosa ferramenta cooptação. Uma coincidência curiosa. 

FAMA

Um gerente de fazenda de Ji-Paraná tem conseguido alguns minutos de fama nos meios de comunicação para aparecer como uma figura importante na política estadual. Pouco conhecido no meio da política e nem do agropecuário, partiu do Bruno Schaeid a inusitada proposta de convercer o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para disputar a vaga senatorial por Rondônia. Ninguém de juízo no lugar levou a sério a proposta, nem o ex-ministro, mas Scheid conseguiu seus quinze minutos fama. Recentemente falou em nome do agronegócio de Rondônia,  uma fala reverberada na mídia nacional e que foi rechaçada pelas lideranças locais. Fama instantânea o rapaz conseguiu e que desaparece da mesma forma que apareceu. A cada eleição aparece tais figuras folclóricas. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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