Resenha Politica

Marcos Rogério leal a pretensão de Expedito; Os tucanos se alinham ao bolsonarismo – Por Róbson Oliveira

LOROTA 

A treta que tentam criar em torno da opção do senador e candidato a candidato a governador Marcos Rogério (PL) pelo nome de Expedito Junior (PSD) para senador não passa de lorota. O senador e o ex-senador são aliados desde a última eleição quando iniciaram a dobradinha que culminou com a vitória de Marcos Rogério ao Senado Federal. Nada de novo sob o céu.  

DECEPÇÃO 

O papo de que os bolsonaristas estão irados com Marcos Rogério por barrar a pretensão do eleitor raiz que prefere uma chapa bolsonarista puro sangue com Jaime Bagattoli ungido ao Senado Federal não passa de empulhação. Não há nenhum registro na literatura política estadual com um capítulo de aliança entre o senador e o aspirante ao Senado.  

TRAIDOR 

Ao contrário do que falam, Jaime foi adversário de Rogério na eleição de 2018, quando disputou na chapa formada pelo atual governador Marcos Rocha. Se há alguém que traiu os bolsominions ao preterir o mega empresário de Vilhena é o governador Marcos Rocha. Quem não lembra da treta que se formou no segundo turno entre os dois, quando Bagattoli ensaiou um rompimento que não se confirmou depois que Rocha voou aos prantos a Vilhena para declarar amor incondicional ao aliado? Portanto, se há abjurante nesta camarilha não é o senador.  

EGÓLATRA 

Aliás, os analistas políticos deveriam avaliar melhor a postura adotada por Marcos Rogério em manter leal a pretensão de Expedito Junior desde que assumiu as funções senatoriais. Nos meios políticos Marcos Rogério sempre é acusado de não cumprir com a palavra dada aos aliados e seguir sempre a própria intuição conforme os interesses. Ao confirmar numa entrevista radiofônica de que vai formar chapa ao lado de Expedito Junior, Marcos Rogério está revelando uma reciprocidade de lealdade política que nunca adotou em toda a carreira. Uma raridade para uma criatura que tem um ego superlativo e que cultua a própria voz. A postura nova do senador ególatra merece reflexão em razão da mudança de conduta volúvel que sempre adotou uma vez que este cabeça chata conhece três fatos que desabonam a palavra dada pelo senador.  

ENTOURAGE 

Há uma máxima na política que diz: quem não tem partido não garante candidatura. É o caso do empresário Jaime Bagattoli que ingressou no PL como qualquer outro filiado sem a preocupação de ampliar uma base. Estruturar uma agremiação partidária em nível estadual exige do dirigente trabalho, convencimento e prestígio. Ao que parece Bagattoli não possui nenhuma destas características. Exige uma vaga de candidato ao Senado por achar que tem direito pelo fato de ser um bolsonarista raiz. Política não se faz atropelando ou fazendo chantagem: exige perseverança, grupo e lábia. Não existe mais candidatura nata mesmo na entourage do rebanho do Partido Liberal. O resto é lorota.  

PAGAMENTO 

No final de semana o governador Marcos Rocha (União Brasil) entregou ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), num dia impróprio para eventos desta natureza, os primeiros cem milhões de reais prometidos ao município de Porto Velho após a adesão do prefeito à reeleição do governador. Independentemente de que a grana tenha sido usada para aliciar apoio, apesar de impróprio, mas é um recurso que vai ajudar na melhoria da infraestrutura da capital. Nenhum prefeito abriria mão de tantos milhões de caraminguás em tempos de crise. O governador cumpriu com a metade da promessa do pagamento e a população agradece, embora três anos depois de empossado no Executivo Estadual. Antes tarde do que nunca! 

ALINHAMENTO 

A mídia nacional anunciou que o PSDB de Rondônia é um dos regionais dos tucanos capitulado pela campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Presidido por Hildon Chaves, os tucanos entortam o bico para a candidatura de João Dória e se alinharam ao bolsonarismo. O futuro dirá se a revoada será bem assimilada.  

TITÃS 

A disputa mais acirrada que começa a se desenhar em Rondônia é a vaga ao Senado Federal. Expedito Junior (PSD), Jaqueline Cassol (PP), Mariana Carvalho (Patriotas) e um nome mais à esquerda vão disputar voto a voto até o final das eleições. Não há favorito e, no meio do caminho, há espaço para aparecer um candidato progressista por aí (Jesualdo ou Vinícius)  que consiga capitanear os trinta por cento dos votos tradicionalmente sufragados ao petismo em Rondônia já que os três principais concorrentes vão garimpar os votos dos bolsonaristas. Nesta briga de Titãs, este filme eu já vi… 

IPVA 

A proposta apresentada na Câmara Federal pelo deputado federal Léo Moraes (Podemos) para que seja isentada a taxa de licenciamento de veículos é da melhor qualidade uma vez que mitiga a carga tributária extorsiva contra o contribuinte. Para justificar a proposta o parlamentar sustenta que a emissão do documento passou a ser digital a partir do ano retrasado, não se justificando a cobrança de uma taxa que servia para cobrir os custos com a emissão por papel moeda. Não é a primeira vez que o deputado legisla nesta seara e foi o responsável por denunciar a majoração das taxas do IPVA que o Governo de Rondônia tentou engalobar o contribuinte alegando falsamente diminuição.  

SILÊNCIO 

Tem incomodado alguns atores políticos o silêncio a que estão submetidos os senadores Acir Gugarcz (PDT) e Confúcio Moura (MDB). Não dão um pio sobre o processo sucessório estadual e mantêm-se equidistantes das conversas sobre composições.  

PARÁBOLA 

Acir ainda sonha em poder disputar na hipótese de conseguir reverter a condição de inelegibilidade, uma vez que sofreu condenação penal. Confúcio avisou que não é candidato a governador e depois sumiu. Ambos, contudo, têm conversado nos bastidores para definir em conjunto o caminho a tomar. Ninguém duvide que no meio do caminho o “velhinho” revigore o apetite por mais uma eleição. Ele fala por parábolas. A adoção do silêncio faz parte da nova estratégia. Pode ser que seja apenas mais um dos prolegômenos, mas põe dúvidas nas cucas dos atuais pré-candidatos.  

TITANIC 

Desde aquela reunião festiva de março organizada pelo União Brasil para receber a adesão do prefeito da capital que os próceres do coronel Marcos Rocha não conseguem manter a onda positiva do já “ganhou”. De lá para cá os adversários ganharam musculatura e o favoritismo comemorado não passou de águas de março. Saúde, educação e segurança pública, três dos principais pilares das políticas governamentais, estão em crise. E vão piorar pelo que vem por aí.   

URNA 

É uma insanidade o debate pueril sobre a segurança das urnas eletrônicas depois de mais de duas décadas sendo utilizadas de forma exitosa nas eleições. A verdade é que esta discussão esconde o real interesse em tumultuar o processo eleitoral e garrotear a soberania do sufrágio. É um debate fictício com o objetivo de golpear a democracia. Este golpe não vingará nem a pau porque ninguém tem mais medo de bicho papão.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  JORNALISTA –  COLUNA RESENHA POLITICA

A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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