Resenha Politica

A manobra de empurrar com a barriga os professores em greve, pode custar caro ao provável candidato Confúcio Moura- por Robson Oliveira

DESINCOMPATIBILIZAÇÃO

Os governadores que vão disputar as eleições próximas e que não seja para a reeleição, são obrigados a renunciar no próximo dia 7, assim como os Secretários de Estado, entre outros. A expectativa em Rondônia é pela confirmação ou não da renúncia de Confúcio Moura (MDB), visto que o vice, Daniel Pereira (PSB), depende exclusivamente desta decisão para definir o futuro político.

 ACENOS PROTOCOLARES

Daniel Pereira tem reiterado publicamente que vai apoiar o senador Acir Gurgacz (PDT) para o Governo de Rondônia, embora em privado venha conversando com diversos partidos e lideranças para viabilizar a própria candidatura na eventualidade de assumir a titularidade do governo. As juras de apoio a Gurgacz são meros acenos para evitar contrariar o senador, visto que Pereira sabe antecipadamente que a jurisprudência predominante do Tribunal Superior Eleitoral é barrar os candidatos com condenações em colegiados mesmo sem o trânsito em julgado. Acir foi condenado por uma turma do STF.

 INELEGÍVEL

Já o senador Ivo K-Sol (PP), igualmente condenado pelo plenário do STF, voltou a reunir filiados e simpatizantes do PP em Ji-Paraná e manteve a pré-candidatura a governador. Declarou que vai à disputa mesmo que o Tribunal Regional Eleitoral indefira a candidatura já que é possível conseguir uma liminar para se manter no pleito. O problema é que o presidente do TSE, Luiz Fux, tem afirmado que a corte superior será inflexível com os candidatos com a situação jurídica de K-Sol. Portanto, conseguir uma liminar no TSE não vai ser tão fácil como nas eleições passadas. Apesar de K-Sol ser osso duro de quebrar.

 HOSTILIDADES

Quem vem se bicando pelos diversos grupos do WhatsApp são os emedebistas desde que foram lançadas as pré-candidaturas ao Senado de Confúcio Moura e Valdir Raupp. As postagens dos partidários do governador com reportagens hostis ao senador todos os dias têm provocado divisões internas no MDB que vão refletir nas campanhas. Será a primeira vez que os dois grupos vão às eleições se digladiando. Os concorrentes assistem de camarote o processo autofágico do maior partido rondoniense.

 VOO SOLO

Embora o deputado federal Marcos Rogério (DEM) planeje disputar a reeleição, há quem lhe estimule a alçar voos maiores. A direção nacional dos Democratas quer ampliar o número de senadores e avalia que Marcos Rogério tem chances na disputa rondoniense por uma das vagas na Câmara Alta. O parlamentar, ainda cauteloso, mantém o projeto da reeleição; porém, não descarta um voo mais alto.

 VEDAÇÕES

Os Tribunais Regionais Eleitorais estão se preparando para exigir o cumprimento da legislação eleitoral com rigor e as mídias sociais, que muitos acham que é território sem lei, vão ser bem monitoradas. A lei permite, por exemplo, propaganda eleitoral na internet, após 15 de agosto. Todavia, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, salvo o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratada exclusivamente por partidos, coligações e candidatos ou seus representantes.

 IMPULSIONAR

É vedado também o uso de robôs que multiplicam conteúdos instantaneamente, em particular os fakes News. E o que é impulsionar? É a contratação de serviços de propaganda para que o post do candidato receba destaque nas timelines de redes sociais e também nas buscas de provedores de pesquisa. A vedação em impulsionar está circunscrita ao dia da eleição, assim como para as pessoas físicas.

 PROPAGANDA

Todos os pré-candidatos podem conceder entrevistas e os partidos podem, em recinto fechados,  reunirem os seus filiados e simpatizantes para discutir os programas e propostas. Para configurar crime eleitoral, os prováveis candidatos têm que pedir explicitamente votos. Fora disso, a liberação é geral. As convenções começam em julho e os registros das candidaturas em agosto.

 GREVE

Os barnabés estão mobilizando as categorias profissionais para exigir melhorias salariais e sabem que os governantes terão que negociar já que em período eleitoral brigar com as corporações nunca foi um bom negócio. Há limitações econômicas e orçamentárias para concessões de aumentos salariais, mas há espaço para que estes aumentos sejam negociados e suportados pelos governos. Os dois lados têm que ceder, o que não pode é exigir apenas do barnabé abrir mão de tudo.

 DESGASTE

Considerado pela maioria dos observadores políticos como favorito a uma vaga senatorial – apesar de que favoritismo sete meses antes das eleições seja uma temeridade – Confúcio Moura começa a mostrar desgaste por não avançar nas negociações com o movimento paredista liderado pelo poderoso SINTERO.

 MANOBRA

Mesmo que renuncie e deixe para o sucessor decidir por fim a greve, a cobrança na campanha por não conceder nenhum centavo de aumento aos servidores públicos vai pesar na campanha. Especialmente para quem pretender uma vaga no parlamento que deverá votar em breve direitos que os servidores públicos não abrem mão. A exemplo da Previdência Social e Reforma Trabalhista. A manobra de empurrar com a barriga as reivindicações dos barnabés até o dia da renúncia pode custar caro ao provável candidato ao senado Confúcio Moura.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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