Teia Digital

MAIS UMA HIDROELÉTRICA NA BACIA DO MADEIRA – por Silvio Persivo

O problema é que não se sabe para onde. “O homem é uma ponte e não um ponto de chegada…” (Friedrich Nietzsche).

CADASTRAMENTO DE  PROPRIEDADES RURAIS EM RONDÔNIA

Rondônia se destaca na execução do processo de implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) já tendo cadastrado  95 mil propriedades rurais, tornando-as aptas a se inscrever no Programa de Regularização Ambiental (PRA), que garante, entre outros, acesso ao crédito rural. Segundo o engenheiro agrícola Arquimedes Ernesto Longo, coordenador de Monitoramento da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), a meta de Rondônia até dezembro de 2017 (prazo final) é cadastrar 120 mil imóveis rurais, que cobrem uma extensão territorial de mais de 14,5 milhões de hectares, o que será possível de ser atingido pelo fato da Sedam vai utilizar os melhores recursos de Tecnologia da Informação (TI) para agilizar o processo, inclusive a análise via internet. Só Rondônia e os estados do Acre e do Pará cumprindo suas respectivas metas com o CAR. A  implantação do CAR é peça-chave na proteção e uso sustentável das florestas tropicais, e o governo estadual pretende que o cadastramento contribua para a redução contínua das taxas de desmatamento em Rondônia e na Amazônia.

GOVERNO, EM 2017, TERÁ DEZ NOVOS PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Em reunião de avaliação do Governo do Estado, realizada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Sepog), na tarde de sexta-feira (16), em Ariquemes, com secretários das unidades regionais e o governador Confúcio Moura, forma apresentados dez projetos de desenvolvimento sustentável para microrregiões de Rondônia.  Entre eles os de extrativismo sustentável, exploração do pirarucu, crescimento da produção cafeeira, turismo rural  de instalação de  fibra ótica e internet para os ribeirinhos. O governador disse que os projetos  são grandiosos pela missão  de gerar emprego e renda, aquecendo a economia local, por um valor acessível, uma vez que serão desenvolvidos com mobilização e parcerias, por meio de associações e entidades do terceiro setor. Ele também frisou que o governo estadual é acostumado a trabalhar com grandes números, mas,  precisa  voltar para a grandeza dos pequenos números.  E que em 2017 vai abraçar  esses projetos e apoiar as associações e entidades do terceiro setor através de editais. Confúcio Moura parabenizou a equipe da Sepog  pela visão  empreendedora, e disse  que os secretários regionais estão no caminho certo, o caminho de acesso ao desenvolvimento socioeconômico. Ele também destacou a importância das unidades regionais auxiliarem os pequenos produtores rurais na criação de associações,  instituições e cooperativas; e buscar mecanismos para  inserir a tecnologia na vida dos  pequenos produtores rurais.

MAIS UMA HIDROELÉTRICA NA BACIA DO MADEIRA

Embora não seja uma notícia recente, pois, foi assinado no mês passado, entre Brasil e Bolívia um acordo para estudos sobre aproveitamento hidrelétrico no Rio Madeira, com identificação de potencial para o Projeto Binacional Rio Madeira, quando o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, participou de reunião, em Santa Cruz de La Sierra,  com o presidente boliviano, Evo Morales, o ministro de Hidrocarburos, Luís Alberto Sánchez, e o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., e representantes da Petrobras, o anuncio feito pelo ministro, na inauguração da Hidroelétrica de Jirau, levantou a lebre: vem aí a 3ª hidroelétrica do rio Madeira com uma capacidade de 3.000 MW. Mais do que nunca Rondônia está se consolidando como um grande polo energético.  O que se deve cobrar é que sejam feitas as eclusas para permitir além da integração energética entre os dois países também a integração fluvial.

 3ª RODADA DE NEGÓCIOS DO TAMBAQUI

No último sábado (17), em Ariquemes, aconteceu a 3ª Rodada de Negócios do Tambaqui com imenso sucesso. Nada mais nada menos que oito compradores de outros estados compareceram, afora participantes internacionais da Bolívia e do Peru. Repercute entre os criadores o fato de que uma boa parte deles conseguiu mercado para sua produção ou contatos promissores para vendas futuras.

CESTA DE NATAL MAIS CARA EM PORTO VELHO

O Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Ciências Econômicas da Fundação Universidade de Rondônia-UNIR divulgou uma pesquisa que verificou que o custo da cesta de Natal custa, atualmente, R$ 542,00, 15,3% mais alto do que no ano passado. Bebidas, carnes, alguns tipos de castanhas tiveram seus preços aumentados em parte pela alta do dólar. Por causa da elevação muita gente optou por trocar produtos da cesta e fazer uma ceia menos variada como forma de driblar a inflação.O SUPERMERCADO SEM CAIXAS

A Amazon apresentou este mês a “Amazon Go”, um supermercado livre de caixas e onde não será preciso esperar em filas para pagar os itens adquiridos no local. O cliente só precisa baixar um aplicativo para o telefone, escanear um código para ter acesso à loja, adquirir o que deseja e deixá-la sem mais interações. Um conjunto de câmeras, sensores e a utilização de sistemas de “deep learning” acrescentam todas as compras ao carrinho ou as retiram se o cliente muda de opinião e recoloca o objeto de volta na prateleira, realizando o pagamento assim que a pessoa deixa o estabelecimento. Segundo a Amazon o conceito está sendo estudado há quatro anos para que seja uma realidade ao “romper os limites da visão computadorizada e do ‘machine learning’  criando uma loja onde o consumidor leva o que quer”. “Machine learning” e “deep learning” são sistemas que aplicam princípios computadorizados para ajudar a melhorar algoritmos preditivos e que constituem uma passagem prévia à inteligência artificial. O conceito patenteado pela Amazon foi batizado “Just Walk Out” (Simplesmente saia) e será colocado em funcionamento primeiro em Seattle, onde está a sede da empresa. O “Amazon Go” é um flerte da gigante virtual com o comércio convencional, embora com componentes inovadores que podem transformar o supermercado do futuro em um negócio sem funcionários. O projeto piloto deve chegar ao público no início de 2017.

COMPRAS DE NATAL SERÃO À VISTA

As compras de Natal vão movimentar R$ 14,8 bilhões em todo o Brasil, segundo pesquisa da Fecomércio-RJ/Ipsos. O estudo mostra que 41% dos brasileiros irão presentear alguém na data comemorativa. Na análise por região, a pesquisa indica que 46% pretende presentear alguém na Região Sul, seguido de 44% na Região Norte; 41% no Centro-oeste; 40% no Sudeste e 37% no Nordeste.  Em relação ao tíquete médio, neste fim de ano, os consumidores informaram que vão optar por produtos mais baratos: o gasto médio real  deve ficar em R$ 235,25. E entre as formas de pagamento mais utilizadas, a forma à vista deve predominar com 77%, os brasileiros diante da conjuntura econômica pois buscam começar 2017 sem dívidas. Por sua vez, o parcelamento será a opção de 16% dos que afirmaram que vão presentear, seguida de 5% para quem vai pagar parte à vista parte a crédito.

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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