Teia Digital

Liberação do Pis/Pasep e FGTS deve acelerar consumo – Por Sílvio Persivo

Nada manda aviso. “As oportunidades para melhoramento existem em quantidade, mas, não mandam aviso” (Joseph Juran). 

LIVRO SOBRE A HISTÓRIA RIBEIRINHA 

Com incentivo do Governo do Estado, por meio do edital do Prêmio de Literatura Rondoniense 2017, o jornalista José Gadelha vai lançar o livro “A Desterritorialização da Comunidade Ribeirinha de São Domingos em Porto Velho-RO: Uma Análise dos Discursos e suas Subjetividades”, resultado de uma pesquisa realizada pelo autor para a conclusão do curso de Mestrado. O lançamento será no próximo dia 20, no II Seminário de Jornalismo & Ciência na Amazônia, que acontecerá no auditório da Faculdade Uniron do Porto Velho Shopping.  Gadelha, um dos 15 contemplados pelo prêmio, recebeu o valor de R$ 10 mil para a edição, impressão e distribuição de sua obra e convidou: “Quero convidar a todos para participar do evento e dizer que esse trabalho foi de uma importância muito grande na minha vida, de poder contribuir para Literatura rondoniense e deixar uma obra que servirá como pesquisa para estudantes e interessados na história ribeirinha”. 

INVESTIMENTO PARA MELHORAMENTO GENÉTICO DO CAFÉ

O Conselho de Desenvolvimento (Conder) aprovou, na sua 66º reunião, nesta última quinta-feira (12), mais de R$ 4 milhões para o programa de melhoramento genético dos clones de café rondoniense, para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em conjunto  com a Superintendência de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi). Segundo o representante da Embrapa-RO, Alexsandro Lara, os cafeicultores do estado de Rondônia aumentaram a produtividade do café nos últimos anos por meio de melhorias genéticas, transformando a cafeicultura em uma das mais promissoras do país. “No entanto, os clones disponibilizados pelos viveiristas não foram avaliados de acordo com as exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/Registro Nacional de Cultivares (MAPA/RNC) que possui normas para o registro de cultivares. A falta desses requisitos enquadra esses clones como de origem genética desconhecida”. O objetivo da Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia é, portanto, fazer avaliações e elaborar uma ficha técnica com as informações necessárias para o registro do material genético junto ao MAPA/RCN. Esta ficha terá informações sobre produtividade, qualidade de bebida, compatibilidade, resistência a pragas e doenças, tolerância à seca, entre outras.

NOTA DE PESAR

O ex-senador e ex-prefeito de Porto Velho, Odacir Soares, faleceu na noite desta quinta-feira (12), vítima de câncer, em Brasília. Com a morte de Odacir falece um dos últimos grandes protagonistas da política de Rondônia, de vez que em sua vida inteira exerceu funções relevantes coxercer o cargo  de secretário de Segurança no Território Federal de Rondônia, foi chefe de gabinete do governador e também o primeiro presidente da Caerd, antes de se eleger deputado federal e, posteriormente, senador por dois mandatos. Natural do Acre (1938) se destacou também como jornalista e advogado. Era presidente do Sistema Rondônia de Rádio. 

AMAZONAS TEM SEGUNDO MÊS DE VENDAS MAIORES DE AUTOMOTORES 

A venda de veículos automotores no Amazonas cresceu pelo segundo mês seguido em agosto, na contramão do desempenho nacional, que amargou números negativos no mesmo mês. O número total de veículos vendidos no Amazonas, em agosto (de 5.199 unidades), ficou 7,15% acima do de junho de 2019 (4.852) e foi 8,2% maior do que o número de agosto de 2018 (4.805). Em oito meses, houve uma expansão de 14,08%, passando de 31.036 (2018) para 35.407 unidades (2019). As vendas incluem todos os tipos e veículos: automóveis convencionais, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. Já no Brasil, as 347.091 unidades vendidas pelas concessionárias brasileiras em agosto foram negativas em 0,67% da média nacional na comparação com julho de 2019 (349.432), e 1,5% com agosto de 2018 (352.393). O Brasil só melhorou no acumulado (+11,27%) que ainda assim teve um índice abaixo do registrado no Amazonas. Foram 2.615.519 unidades emplacadas ao longo de 2019 – contra 2.350.624 nos oito meses iniciais de 2018. Os dados estão disponíveis no site da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

LIBERAÇÃO DE RECURSOS DO PIS/PASEP E FGTS DEVE ACELERAR O CONSUMO 

A liberação de recursos das contas do PIS/Pasep e do FGTS deve estimular o consumo e elevar o nível de atividade da economia nos últimos quatro meses do ano. São  R$ 30 bilhões, que entre agosto e dezembro de 2019, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 13,1 bilhões serão gastos no comércio (R$ 9,6 bilhões) e nos serviços (R$ 3,5 bilhões), além de R$ 12,2 bilhões (40% do total) que serão usados para a quitação ou abatimento de dívidas e somente R$ 4,7 bilhões (16% do total) deverão ser poupados ou consumidos este ano. Para o economista da CNC Fabio Bentes, apesar da quitação ou abatimento de dívidas representar uma parcela significativa dos recursos disponíveis, o percentual deve ser menor que na liberação do FGTS em 2017 (46% do total), mas o impacto sobre o varejo tende a ser maior em 2019, 32% do total contra 25% em 2017. “O consumo no comércio e no setor de serviços poderia representar uma parcela maior dos gastos dos consumidores, não fosse o ainda elevado grau de comprometimento da renda das famílias com os juros decorrentes do endividamento. Contudo, mesmo indiretamente, esses setores tendem a se beneficiar da queda do grau de endividamento no médio prazo”.  

NÃO GOSTOU DE DECISÃO ACERTADA 

No terreno minado das mídias sociais e da imprensa vale tudo, mas, a verdade é que o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, saiu mesmo do cargo a pedido e com os agradecimentos do ministro Paulo Guedes. Cintra, um economista reconhecido, esperava emplacar (um sonho antigo) o imposto sobre transações financeiras, uma ideia sua. Claro que não deve ter gostado do veto de Bolsonaro, mas, na verdade, o imposto que defende tem efeitos colaterais muito ruins. É bem melhor que se busque outra solução do que insistir numa tese que causa problemas e encontra, com razão, oposição técnica e política. Bolsonaro, na verdade, adotou uma posição correta sobre o ponto de vista político e econômico. O resto é ruído.                         

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNISTA TEIA DIGITAL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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