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Jair Bolsonaro receberá comenda especial na Assembleia de Rondônia e Rodrigo Maia elogia rondonienses

ESPIGÃO TENTA SOBREVIVER, MESMO SOB O TACÃO DO IBAMA E DE MEDIDAS QUE PODEM AFETAR SEIS MIL EMPREGOS

É quase uma tragédia, que se abateu sobre uma das comunidades mais progressistas de Rondônia. É um acinte, um pacote de vingança disfarçada de legalidade, contra pessoas trabalhadoras e contra seus empregos. É o poder do Estado usado, por alguns servidores, contra o direito ao trabalho e a sobrevivência de milhares de pessoas, em sua grande maioria decentes e que querem apenas sobreviver. Todos estão pagando por alguns ilegais. Esse é um rápido ressumo do que está acontecendo com Espigão do Oeste, com aval de várias autoridades e, ao menos até há pouco, com os olhos semi vendados do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Ricardo Sales esteve em Espigão, prometendo ajudar os empresários e trabalhadores que dependem das madeireiras para sobreviverem, mas até agora fez mesmo muito pouco, embora tenha tomado alguns decisões, num encontro com rondonienses e com a bancada federal, que pode ao menos amenizar a crise. Órgãos aparelhados nos tempos petistas continuam dominando as questões ambientais. No caso de Espigão, mais de 6 mil pessoas continuam correndo o risco de perderem seus empregos, totalizando (se cada um representar uma família), perto de 25 mil pessoas, que estão vivendo no desespero, por não poderem trabalhar. E não podem, porque o Ibama manda mais que o Presidente da República; mais que o ministro do Meio Ambiente; mais que o Judiciário.

Ali, todos são tratados como  culpados, por um ataque feito contra um caminhão, cheio de combustível, que iria abastecer um helicóptero, usado na fiscalização de crimes ambientais na região. Ou seja, todos os 6 mil podem ser considerados suspeitos. Ao ponto do Ibama cancelar os licenciamentos, há semanas, impedindo que as madeireiras da região trabalhem. É o caos, sentenciado por representantes do próprio Estado.

No domingo, o governador Marcos Rocha recebeu, no aeroporto Jorge Teixeira, antes de viajar a Brasília,  um grupo de representantes de Espigão, num esforço para que o Governo rondoniense ajude, de todas as formas que puder, que essa  tenebrosa situação acabe logo, antes que seja tarde demais. Na segunda-feira, Rocha, acompanhado de representantes de Espigão, esteve novamente com o ministro Ricardo Sales, pedindo socorro. A bancada federal também esteve mais de duas horas com o ministro.

Sales novamente prometeu solução, embora cada vez mais se imagine que ele mande cada vez menos, porque seu poder não está acima dos órgãos que deveriam estar subordinados a ele. É  o Ibama quem decide, agora, se Espigão vai sobreviver ou se vai fechar as portas. O que não se  entende é como o presidente Jair Bolsonaro ainda não entrou de sola, no circuito. Se ninguém dá jeito, quem sabe um Presidente que manda de verdade não consegue desarticular esse pacote de ações, criado para destruir uma comunidade trabalhadora?

MEDIDAS PARA AMENIZAR A CRISE

No encontro da bancada federal e varias autoridades rondonienses com o ministro Ricardo Sales, foram anunciadas três medidas, para tentar diminuir a pressão em Espigão e amenizar a crise. A primeira: os fiscais do Ibama que estão na região há semanas, multando todo o mundo, serão substituídos por outros. O chamado “ajuste de pátio”, quando os dados oficiais da madeireira não combinam com a madeira estocada, serão revistos para que a empresa possa corrigir eventuais erros menores. A terceira medida é realmente salutar: toda a madeira apreendida ficará no pátio da empresa, que se tornará fiel depositária, até que haja uma decisão final da Justiça, sobre o caso. Hoje, os superfiscais do Ibama tem o poder de retirar a madeira e entrega-la a quem quiserem. Em várias apreensões, a empresa, antes de poder recorrer à Justiça, perdia sua madeira, que era entregue pelo Ibama até em outras cidades. O líder  da bancada, deputado Lúcio Mosquini, elogiou as medidas e acha que elas vão ajudar a diminuir a tensão. A volta da liberação dos licenciamentos, para que as serrarias voltem a trabalhar, depois de fiscalizadas, também está no pacote. Muitos estragos já foram feitos e não se sabe quantas empresas vão conseguir superar todos os prejuízos que já tiveram. Mas, ao menos, é uma luz no fim do túnel. A luz voltará mesmo quando as ações do Ibama foram feitas unicamente dentro do que determina a Constituição Brasileira.

COMO SERÃO OS VOTOS NO SENADO?

Seis votos a favor, dois contra. A segunda votação da Reforma da Previdência, aprovada por ampla maioria na Câmara Federal, na madrugada dessa quarta, confirmou que a grande maioria da bancada federal rondoniense considera que a Reforma é vital para o país. A favor dela, deram seus votos o líder da bancada, Lucio Mosquini; as deputadas Silvia Cristina, Mariana Carvalho e Jaqueline Cassol e os deputados Coronel Chrisóstomo e Léo Moraes. Apenas Mauro Nazif e Expedito Netto confirmaram seus votos do primeiro turno, quando também foram contra. O assunto agora vai para o Senado. Marcos Rogério já divulgou, claramente, que é favorável ao projeto como ele foi aprovado na Câmara e quer ver a Reforma colocada em prática com urgência. Confúcio Moura também deve votar a favor, embora tenha algumas ressalvas em relação a itens importantes do texto. Quem está numa sinuca de bico é o senador Acir Gurgacz. Seu partido,  PDT, já ameaçou de expulsão todos os parlamentares (incluindo a deputada Silvia Cristina, de Ji-Paraná). Empresário de sucesso, Gurgacz tem convicção de que a Reforma é importante para o país. Para votar a favor dela, terá que enfrentar seu partido. Irá fazê-lo? Em breve saberemos.

QUEIMADAS: O INFERNO DE FOGO E FUMAÇA

A questão das queimadas na região de Porto Velho, com níveis cada vez mais assustadores de fogo e fumaça, toma conta das conversar e da mídia. No programa de maior audiência do rádio rondoniense (Papo de Redação, com os Dinossauros, de segunda a sexta, meio dia às 14 horas, na Parecis FM), nessa quarta, quando o tema foi abordado, dezenas de mensagens de protesto e comentários dos ouvintes, exigindo medidas de combate efetivo à essas ações criminosas, tomaram conta da maior parte dos debates. O que assustou a todos foi uma foto enviada aos Dinos, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPI. Nela, é de apavorar o número de queimadas, detectadas por um satélite a 50 quilômetros de altura, que mostra provavelmente centenas de focos de incêndio na maioria das cidades do Estado e a fumaceira impressionante sobre a Capital rondoniense. O senso comum é que medidas paliativas, multas esdrúxulas, campanhas midiáticas e conversa não  resolvem mais o problema, já que as queimadas criminosas ao invés de diminuir, aumentam cada vez mais, Só uma mudança drástica na legislação, incluindo-se até penas de prisão e desapropriação de terras onde os responsáveis são reincidentes em cometer tais crimes, poderiam ajudar a amenizar o grave problema. Por enquanto, ele não tem solução.

MAIA ELOGIA RONDONIENSES

Lideranças empresariais do Estado, à frente o vice governador Zé Jodan, ao lado de César Cassol e Chico Holanda, entre outros, foram recebidas nesta quarta pelo presidente da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Maia. O pedido da audiência foi feito pelo deputado Coronel Chrisóstomo, do PSL, que participou ativamente da conversa. Na pauta, vários assuntos de interesse do Estado, incluindo projetos e propostas que podem ajudar no nosso desenvolvimento.  Outro tema muito importante foi a Reforma Tributária, que a comitiva rondoniense discutiu com o terceiro homem na sucessão do poder, no país. Depois da reunião, numa entrevista exclusiva concedida ao radialista Fábio Camilo, Maia era só elogios aos rondonienses. Maia destacou que a Reforma Tributária representará o prosseguimento de uma agenda de crescimento para um Estado mais eficiente., que custe menos para a sociedade. E um diálogo para melhorar a legislação. Dessa forma, acrescentou, se poderá dar uma segurança jurídica melhor ao investidor, para que ele possa, por exemplo, investir em Rondônia; que se possa gerar mais empregos em Rondônia e em todo o Brasil. Maia destacou que a primeira conversa sobre o tema foi com representantes do nosso Estado. Maia destacou ainda que respeita muito Rondônia, “uma terra de onde tenho grandes amigos”, citando especialmente o próprio Chrisóstomo, além de “vários deputados e senadores”. O grupo empresarial seguirá com vários contatos, daqui para a frente, em busca de diálogo com as autoridades federais, como já o fez na semana passada, quando foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro.

ASSEMBLEIA HOMENAGEIA BOLSONARO

Por falar em Bolsonaro, ele receberá uma  comenda especial, a lhe ser outorgada pela Assembleia Legislativa de Rondônia, quando de sua vinda programada ao Estado, no próximo dia 19 de setembro. Bolsonaro vai visitar a cidade de Vilhena, de onde comandará o lançamento da safra da soja deste ano. A agenda já foi confirmada pelo Planalto e a vinda a Rondônia, pela primeira vez desde que assumiu ao Governo, está na pauta oficial da Presidência da República. Se a ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã, já estivesse concluída, Bolsonaro viria também a Porto Velho para inaugurá-la. O atraso na obra, contudo, deve excluir a visita do Presidente à Capital. Quem já confirmou que virá visitar a obra, em breve, é o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Já em relação a Jair Bolsonaro, a homenagem a ele é uma proposta dos deputados Geraldo de Rondônia e do presidente da Assembleia, o deputado Laerte Gomes. Nos próximos dias, certamente serão anunciados novos detalhes da comenda rondoniense que Bolsonaro vai receber, no mês que vem, quando nos visitar.

LULA VAI SUBIR AOS CÉUS?

Há processos que demoram anos a fio para serem julgados no Supremo  Tribunal de Justiça. O STF melhorou muito o volume e votações, mas mesmo assim, já cerca de 39 mil processos na fila. Alguns há meses, anos e, um ou outro, até décadas. Mas isso não vale para julgar questões relacionadas com o ex presidente Lula, considerado chefe da maior quadrilha que já atacou os cofres públicos no país em toda a nossa História,  mas que, para muita gente e para parte dos ministros do STF, continua merecendo tratamento especial. Na quarta de manhã, uma decisão emanada pelo juiz Paulo Eduardo Sorci, da Justiça estadual de São Paulo, determinava que Lula fosse transferido da cela especial da Policia Federal, em Curitiba, para o presídio de Tremembé, em São Paulo. Em poucas horas, os ministros foram mobilizados e correram para votarem pedido da defesa do ex Presidente quadrilheiro, mantendo-o onde está. Então, que não se diga que a Justiça é igual para todos. Que outro presidiário teve um recurso seu julgado com a rapidez do The Flash, no Supremo? Claro que todos sabem a resposta. Que se cuide o ministro Sérgio Moro! Do jeito que as coisas vão, ele acabará sendo acusado de ser chefe da quadrilha, enquanto Lula subirá aos céus, santificado, pelos ignorantes que ainda o defendem e adoram defender bandidos e, ainda, por magistrados partidários.

PERGUNTINHA

Na sua opinião, que medidas práticas poderiam ser tomadas contra os criminosos que insistem em fazer queimadas durante o verão amazônico, tornando um inferno a vida de milhares e milhares de pessoas?

 

AUTOR: SÉRGIO PIRES –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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