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Investigação sobre maquininhas de cartão se arrasta há 2 anos

Empresa burla lei, diz Abinee, Produção nacional desrespeitada, Suframa autoriza ampliação

Enquanto a economia brasileira segue empacada, com crescimento pífio de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado, tem gente que está rindo à toa. É o caso de quem fabrica maquininhas de pagamento com cartão. Qualquer vendedor ambulante hoje tem o equipamento, para não perder a freguesia. As transações somaram R$ 9,4 bilhões em 2017, dado mais recente, com alta de 20,5% em relação a 2015.

Graças a isso, foram vendidas 3,5 milhões de maquininhas no país em 2018. A líder do mercado nacional, com fatia de 40% do total, é a Transire. A empresa lançou há cinco anos a Moderninha, que sai por apenas R$ 118, praticamente metade do que a concorrência cobra.

O desempenho da empresa brasileira é ainda mais impressionante quando se leva em conta que a produção saiu do nada 4 anos atrás. E só não cresceu ainda mais porque as exigências de algumas instituições financeiras garantem algum espaço para os outros fornecedores, principalmente a francesa Ingenico e a norte-americana Veriphone.

A Transire consegue vender barato sobretudo porque sua fábrica está na Zona Franca de Manaus, o que lhe garante grandes descontos nos tributos. Há 1 intenso debate entre economistas sobre as vantagens para o país de oferecer esse tipo de incentivo a algumas empresas. Outra discussão que se aplica à Moderninha é de ordem legal.

Para ter direito às isenções, o fabricante tem de cumprir uma série de exigências, que são estabelecidas para fortalecer a produção nacional. Sem atendê-las, a empresa ganha vantagens e não dá nada em troca. É o que acontece com a Transire, afirma ninguém menos que a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

A entidade representante do conjunto de empresas do setor acusa a Transire de sonegação fiscal e de violação das regras para receber benefícios da Zona Franca de Manaus. Em vez de comprar componentes produzidos no Brasil, conforme seu compromisso, a empresa os estaria importando, principalmente da China.

Não há, assim, produção nacional de fato. Apenas a junção, no meio da Amazônia, de peças que vêm de fora. Aliás, nem isso: já chega quase tudo feito longe do país, segundo a Abinee. A Transire estaria montando muito pouca coisa em Manaus, só mesmo para justificar a existência da planta ali, o que lhe garante os incentivos.

A queixa da Abinee não é nova. Foi apresentada dois anos atrás. Mas, como tantos casos assim no Brasil, está encalhada na burocracia. Segue em investigação pela Receita Federal e pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A empresa não apresentou explicações às autoridades. Procurada pelo Poder360, tampouco se pronunciou.

A Receita Federal alega que não se manifesta a respeito do que investiga. A Suframa simplesmente não deu resposta às indagações que lhe foram feitas. Há claros sinais, segundo a entidade da indústria, de que a apuração não avança.

Em dezembro de 2016, a Abinee protocolou 1 ofício junto à Suframa, solicitando a “verificação do cumprimento do PPB [Processo Produtivo Básico] dos Terminais de Transferência Eletrônica de Débito e Crédito”. A lei estabelece que 90% dos módulos de comunicação GSM (Global System for Mobile Communications) utilizados nas máquinas de cartão sejam produzidos no Brasil. As empresas que usufruem do benefício têm o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido de 15% para 3%.

Segundo a Abinee, o módulo de comunicação utilizado na Moderninha é importado da China. Além disso, a Transire estaria desrespeitando etapas nacionais de produção, como injeção plástica, montagem e soldagem de componentes, além da integração de placas. Para a entidade, não há dúvidas: o descumprimento da lei causa concorrência desleal.

A Suframa fez uma visita de verificação na fábrica. Depois, elaborou relatório e nota técnica. Os documentos foram encaminhados para apreciação do superintendente adjunto de Projetos, Appio da Silva Tolentino. Providências cabíveis só poderiam ser tomadas após manifestação da empresa. Mas, segundo a Abinee, a Transire optou pelo silêncio. E, então, o que a Suframa fez? Nada.

A Abinee disse em nota defender que outros órgãos do governo entrem no caso para ¨que seja intensificada a fiscalização do cumprimento das regras de produção local dos POS (equipamentos de débito e crédito)”. O argumento é que, se a Suframa não faz cumpre seu dever, alguém tem de corrigir o problema.

O pior é que, além de não terminar a investigação, a Suframa autorizou que a Transire a ter uma fábrica maior. Segundo a Abinee, essa licença tampouco cumpriu ritos e prazos legais. Esse item específico foi incluído nas indagações do Poder360 ao órgão, que as ignorou.

Assinada em 22 de outubro de 2018 pelo superintendente, a Resolução nº 143aprova a ampliação da planta industrial da Transire para a produção de mais máquinas. A aprovação do projeto de expansão consta na ata da reunião 284 do conselho.

Após o Conselho de Administração da Suframa aprovar a intenção da Transire de expandir sua planta industrial, a empresa teria de apresentar a proposta completa na próxima reunião do colegiado para que a ampliação fosse de fato aprovada.

A Abinee afirma que o próprio documento de autorização informa carecer de anuência do conselho. Mas a ata da reunião 285 do órgão que chancela a expansão é de 11 de outubro, exatos 11 dias antes da expedição da resolução que beneficia a Transire.

A Suframa age para fortalecer a Zona Franca. Só que isso não necessariamente beneficia o país nem a própria economia local. A indústria de transformação –o que exclui construção civil e mineração– teve crescimento de apenas 1,3% no ano passado no país, 1 pouco melhor do que o PIB como 1 todo. Já a Zona Franca cresceu de vento em popa.

De acordo com o relatório da Suframa (íntegra), até novembro de 2018, última atualização, o PIM (Polo Industrial de Manaus) faturou R$ 85,7 bilhões, crescimento de 13,9% ante os R$ 75,2 bilhões de igual período de 2017. A renúncia fiscal –tudo o que se deixa de arrecadar com tributos—com a Zona Franca foi de R$ 24 bilhões no ano passado. Cerca de 90% do que é produzido no polo é destinado ao mercado interno brasileiro.

FONTE: PODER 360

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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