Resenha Politica

Inquilinos do Palácio Rio Madeira conspiram contra senador Raupp- por Robson Oliveira

DESAFETAÇÃO 

Há muita desinformação e manipulação em relação à forma como estão criticando o projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo que trata da desafetação de área da Estação Ecológica Estadual Três Irmãos, da área de proteção Rio Madeira e Reserva Extrativista Jaci-Paraná. O projeto não trata de autorização para aumento de alagação de área, mas tão somente da regularização da área para que seja desafetada já que se encontra numa reserva de proteção estadual. Quem autoriza o aumento da área a ser alagada são os órgãos de fiscalização ambiental que, anteriormente ao pedido legislativo em debate na Assembleia Legislativa, já o fizeram.

 CRÍTICAS

A desinformação em torno desse projeto legislativo é porque alguns deputados estaduais fazem previsões de desastres ambientais sem lastros científicos que comprovem os exageros anunciados. A manipulação política está circunscrita aos discursos acerbos com o único objetivo de render ao parlamentar manchetes em ano eleitoral, já que o põe em visibilidade. Não raro, algumas dessas críticas são feitas por pessoas que ao longo da vida política nunca foram zelosas com as questões ambientais – embora em qualquer tempo seja uma causa justa que a todos afeta – e o estranho nesse comportamento politicamente correto é que o discurso está restrito apenas a este projeto. Enquanto que outras áreas de preservação são invadidas para garimpagem ou retirada de madeiras sem nenhuma crítica.  Misterioso!

 DANOS

Aqui e alhures, todos de bom senso sabem que há danos ambientais enormes quando se constrói uma hidrelétrica. É o preço que a população arca para desfrutar das benesses que a energia elétrica propicia. Não há registro de que os críticos de plantão deixem de desfrutar do seu consumo como protesto pelos danos causados. Ao contrário, num estado de clima quente, a exemplo do rondoniense, é raro uma casa não possuir ar condicionado, inclusive as mais simples. O que nossos representantes deveriam exigir é que as empresas energéticas compensem os danos com ações que minimizem os problemas eventualmente causados, assim como investir na melhor qualidade das populações afetadas. Pelo que a coluna apurou, o atraso na votação da desafetação causou prejuízos financeiros à capital da ordem de trinta milhões de reais, originalmente destinados ao distrito de Jaci-Paraná que, aliás, é o que mais sofre pela escassez de recursos para melhora da infraestrutura e da área da saúde. Perde também o estado e os municípios já que o ICMS deixa de ser recolhido.

 RÉPLICA

Embora o legislador não deva atuar pensando exclusivamente na arrecadação dos impostos nem nas compensações que a usina possa destinar às áreas degradas, este caso em concreto não se enquadra no suposto crime que um parlamentar vociferou por aí. A obra está feita, os danos existentes foram mensurados por estudos técnicos e as compensações são implementadas. Não existe possibilidade de arrancar a obra executada, mas é possível minimizar o problema com ações racionais e exequíveis. O discurso fácil e eleitoral não constrói nada. Não esqueçamos que a mesma classe política que vendeu a ilusão de uma obra redentora – geradora de emprego e riqueza – é a mesma que hoje manobra contra. A coluna sabe que muitos ambientalistas e oportunistas não vão concordar com nossas observações, às favas. Enquanto vociferam, o estado e os municípios são lesados por não arrecadarem o ICMS em tempos tão bicudos. Não haverá réplica.

 RASTEIRA

Não é segredo para ninguém que o anúncio feito pelo vice-governador Daniel Pereira em lançar o prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires (PSB) ao Senado atiçou a ira dos emedebistas alinhados ao senador Valdir Raupp. O grupo do senador atribui ao atual governador Confúcio Moura a rasteira dada. Lembram, por exemplo, que Valdir Raupp não mediu esforços em ajudar na vitória de Confúcio Moura e Daniel Pereira.

 JURAS

A verdade é que nos bastidores os atuais inquilinos do Palácio Vargas conspiram dia e noite para que o senador (Raupp) seja defenestrado nas urnas. Os emedebistas menos afoitos tentam por panos quentes e já avaliam convencer Maurão de Carvalho a desistir da candidatura a governador para apoiarem Daniel Pereira.  Por sua vez, Daniel Pereira jura de pés juntos que não é candidato e jurou apoio ao pedetista Acir Gurgacz. A mesma jura que Confúcio fez ao Raupp. Acreditou porque quis!

A VAPOR

O TRF4 publicou, nesta terça-feira (6), o acórdão da sentença condenatória do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Começa agora o prazo para a defesa do petista interpor os embargos. Políticos acusados na ‘lava-jato’ com mandatos estão livre dessa pressa já que outras instância não é tão diligente quanto o TRF4.

LEI SECA

A proposta de autoria de uma vereadora de Porto Velho para que os bares fechem a partir da meia noite é tão obtusa que nem mereceria registro. Mas é bom o eleitor ficar atento para este tipo de político que não tendo o que fazer inventa lei que atinge um mercado enorme da cidade e que emprega centenas de profissionais. Além de atentar contra o direito das pessoas que fazem da boemia um meio de entretenimento saudável. Boêmios de toda capital: uni-vos!

 CARNAVAL

O bar de Pernambuco é de longe o espaço mais democrático do carnaval da capital. Nos dias momescos passarão por lá políticos de todos os tipos, jornalistas de todos órgãos, foliões das mais variadas faixas sociais e mentirosos para todos os gostos. Fica situado na avenida Calama, logo depois da confluência com Lauro Sodré. É o boteco mais festejado do carnaval. Recomendo para beber até cair. Sem empulhação dos políticos. 

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FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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