Interessante

Importação de gasolina e diesel bate recorde e produção nacional cai

Entenda o motivo que levou o Brasil a uma política de combustíveis que é alvo de críticas, mas explicável diante do atual cenário

O Brasil nunca comprou tanta gasolina e diesel de outros países como nos últimos dois anos. Em 2017, a alta das importações foi de 61%, na comparação com o ano anterior. No mesmo período, a produção nacional caiu 7%.

A crise envolvendo a paralisação dos caminhoneiros fez com que muitas pessoas criticassem a Petrobras e a estratégia de vender petróleo cru no exterior — crescimento de 82% as exportações no primeiro trimestre deste ano. Atribuiu-se a alta do preço dos combustíveis a esse movimento.

No entanto, especialistas ouvidos pelo R7 discordam e dizem que essa é a única garantia de que vai haver competitividade entre as distribuidoras que concorrem com a Petrobras.

Somados, gasolina e diesel importados responderam por 25% do que foi consumido pelo mercado brasileiro entre janeiro e abril deste ano, de acordo com números da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

Em 2017, as importações de gasolina subiram 53,4%, enquanto as de diesel aumentaram 63,6%, na comparação com o ano anterior. Os números do primeiro trimestre deste ano mostram aumento de 12% das compras dos dois combustíveis no exterior (veja gráfico abaixo).

Para se ter ideia, em 2016, de cada 10 litros de diesel consumidos no Brasil, 2 eram importados. Em 2017, de cada 10 litros, 3 litros vieram de outros países. As importações desse tipo de combustível bateram recorde no ano passado (desde que começou a série histórica da ANP, em 2000).

O crescimento das importações começou com mudanças na política de preços da Petrobras, que passou a se balizar pelo mercado internacional desde novembro de 2016, explica o sócio-fundador e diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infra Estrutura) Adriano Pires.

“Como ela [Petrobras] fez uma política de colocar prêmio alto na gasolina e no diesel para cobrir prejuízos do passado, isso influenciou as outras [empresas] a importarem. Ou seja, o diesel e a gasolina na refinaria da Petrobras estavam mais caros do que lá fora. Aí as distribuidoras concorrentes aumentaram as importações”, diz.

No ano passado, a Petrobras respondeu por apenas 4,3% das importações de diesel e 21,4% da gasolina. O restante foi trazido de fora por distribuidoras que competem com a petroleira no mercado de distribuição.

A política de reajustes mensais de preços vigorou até julho de 2017, quando a Petrobras adotou reajustes mais frequentes, até diários, mantendo como referência a cotação do barril de petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio. Hoje, a companhia avalia que os preços da gasolina e do diesel praticados no Brasil estão de acordo com o exterior.

“A importação de combustível cria um mercado competitivo e tem que ser considerada uma coisa boa, no sentido de reduzir o monopólio da Petrobras. O importador vai buscar lá fora um produto com preço inferior ao que a Petrobras está praticando aqui”, acrescenta o professor Ernani Torres, do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Torres considera que o único fator que garante importações são preços equiparados ao exterior. “A partir do momento em que se pratica um preço politicamente administrado [como era até outubro de 2016], você afasta importadores”, acrescenta.

Refino e distribuição

O Brasil precisa comprar gasolina e diesel no exterior porque não é autossuficiente no refino de petróleo, ressalta a pesquisadora da FGV (Fundação Getulio Vargas) Energia Fernanda Delgado.

“Hoje, 98% do refino é monopólio da Petrobras. Nos últimos anos, ela decidiu investir na exploração do pré-sal e houve pouco investimento nas refinarias. Muitos projetos não acompanharam a demanda por combustíveis. […] Seria bom que a gente pudesse refinar aqui porque não tem que pagar preço de frete internacional”, explica.

Fernanda ainda avalia como “saudável” uma eventual perda de mercado da Petrobras para outras distribuidoras. “No Brasil, a distribuição de combustíveis é livre, o refino não, mas deveria ser. É isso [livre mercado] que cria competitividade, gera guerra de preços e é o consumidor que ganha. O [combustível] importado chega porque o nacional não consegue suprir”, observa.

A ANP estimava, em 2016, que o Brasil precisaria de mais duas refinarias para evitar riscos de desabastecimentos até 2026. Uma das travas é o atraso das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), paralisadas em 2015, cujo superfaturamento estimado pelo Tribunal de Contas da União ultrapassa R$ 544 milhões. Ainda não há previsão de quando serão retomadas as obras da área de refino.

O Brasil importou uma média de 526,6 mil barris de gasolina e diesel por dia em 2017. A projeção da ANP é de que esse número deva dobrar em 2030.

Existem hoje no 152 distribuidoras de combustíveis e cerca de 170 empresas autorizadas a importar gasolina e diesel no país. Entretanto, 65% do mercado se divide entre BR Distribuidora (Petrobras), Raízen (Shell) e Ipiranga, sendo que essas duas últimas compram das refinarias da Petrobras e no exterior. A própria Petrobras também importa combustíveis.

As distribuidoras regionais costumam atender a pequenas redes de postos e também aqueles de bandeira branca (sem marca vinculada). A flexibilidade em escolher o fornecedor, inclusive no exterior, permite com que essas empresas tenham condições de oferecer um combustível até mais competitivo do que as grandes concorrentes.

A gasolina importada consumida no Brasil em 2017 veio principalmente dos Estados Unidos (40%) e Holanda (40%), além do Reino Unido, Bélgica e Rússia. 80% do diesel importado vem dos Estados Unidos. Vale ressaltar que o país tem 139 refinarias, enquanto o Brasil possui 17, sendo 14 da Petrobras.

Preços subiram no mundo todo

Combustível importado não significa combustível mais caro, diz o diretor do CBIE. A valorização de 70% do preço do barril de petróleo (de junho de 2017 a maio de 2018) refletiu em todos os mercados.

Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina (3,78 litros) vendido nos postos saltou de US$ 2,52 no começo de junho de 2017 (o equivalente a R$ 2,46/litro na cotação atual) para US$ 3,01 (cerca de R$ 2,94/litro) na semana passada: alta de quase 20%, de acordo com a Administração de Informações sobre Energia dos EUA. É o valor mais elevado em três anos e meio.

Até mesmo na Europa — onde alguns países têm mecanismos para amortecer movimentos de alta do barril do petróleo — o litro da gasolina subiu de 1,34 euro (aproximadamente R$ 6,19 na cotação atual), em média, para 1,47 euro (R$ 6,79).

A última vez que o valor da gasolina havia ficado acima de 1,40 euro (R$ 6,47) havia sido em agosto de 2015, conforme dados da Comissão Europeia. Na Espanha e na Itália, por exemplo, o preço médio do litro de gasolina na semana passada foi o mais alto desde outubro de 2014.

O preço médio do litro de gasolina vendido nos postos brasileiros foi de R$ 3,60 (maio/2017) para R$ 4,28 (maio/2018): alta semelhante à norte-americana: 18,8%.

Aumento da exportação de petróleo

A Petrobras aumentou em 82% as exportações de petróleo bruto no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 18,2 milhões de barris.

Executivos da Petrobras alegam que as refinarias trabalham com “um ponto ótimo de processamento” de petróleo para a produção de diesel e da gasolina. A partir de determinado limite, são produzidos derivados com menor valor agregado, como o óleo combustível (usado na indústria).

A companhia calcula que quando quando começam a ser produzidos derivados que valem menos do que o petróleo usado como matéria-prima e cujo mercado é restrito, vale mais a pena vender petróleo cru no mercado internacional e abrir espaço para a importação do combustível pronto.

Na prática, dizem, uma certa ociosidade da refinaria não necessariamente significa que ela seria mais produtiva se utilizada plenamente. O professor Ernani Torres, da UFRJ, concorda.

“Eu não vejo isso [exportar petróleo] como um grande problema. Ela [Petrobras] não tem que perder dinheiro para maximizar o uso da refinaria. É importante ter refinarias que garantam a maior parte do abastecimento com segurança e isso existe hoje”, diz.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.