Política e Economia

Hospital de Base Ary Pinheiro será o primeiro da região Norte a realizar cirurgias de transplante de tecido ósseo

Atualmente, são mais de 100 pacientes que aguardam na fila para o transplante de tecido ósseo

Referência no tratamento de média e alta complexidade no estado de Rondônia, o Hospital de Base Ary Pinheiro – HBAP, em Porto Velho, será o primeiro da região Norte do Brasil a realizar cirurgias de transplante de tecido ósseo. A unidade hospitalar possui credenciamento obtido junto ao Sistema Nacional de Transplantes – SNT, desde 2019, permitindo que a unidade hospitalar rondoniense possa fazer este tipo de procedimento cirúrgico.

A coordenadora do transplante ósseo do Hospital de Base Ary Pinheiro – HBAP, Thais Santos, relatou que, com a pandemia, todos os procedimentos de transplantes tiveram que ser paralisados, inclusive ósseos. “Com o fim da pandemia, retornamos com o projeto em fevereiro deste ano, e houve a necessidade de capacitação por parte da equipe, que também mudou. Como também assumi recentemente, precisei verificar tudo que foi deixado antes da pandemia, para darmos continuidade agora”, conta.

A coordenadora do transplante ósseo conta sobre a logística dos tecidos até o Estado

Atualmente, são mais de 100 pacientes que aguardam na fila para o transplante de tecido ósseo e com o início do serviço, haverá agilidade nos atendimentos. Todo o material para o procedimento, como ossos, tendões, meniscos e cartilagens, será fornecido pelo banco de tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia – Into.

Com a situação de saúde controlada, após a pandemia, os pacientes que necessitam de transplante ficam com grandes expectativas em ser atendidos. A moradora de Ji-Paraná, Janecirlene Neves dos Santos é uma das pacientes que aguarda ser chamada para a realização do transplante, pois, após um acidente de trânsito sofreu várias fraturas pelo corpo, uma delas no fêmur, o qual precisa de um transplante para que sua vida volte ao normal.

“Sofri um acidente de trânsito em 2020 e como consequência, tive várias fraturas pelo corpo, incluindo tíbia, joelho e fêmur. O problema maior que sinto hoje é no fêmur, fiz implante de uma placa, porém, tive rejeição pelo organismo e depois de nove meses, passei por uma segunda cirurgia para remover esta placa. Hoje, aguardo ansiosamente pelo transplante”, contou.

CAPACITAÇÃO

Membros da equipe de transplantes do Hospital de Base, composta por Thais Santos, a responsável pelo fluxo ambulatorial, Aldemira de Souza, os médicos transplantadores Nelson Marquezini, Rodrigo Vick e mais um instrumentador, estiveram entre os dias 24 e 28 de julho, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad – Into, do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro (RJ). Durante a capacitação, os profissionais viram como é feito o processo de transplante de tecido ósseo, armazenamento e manipulação do tecido, internação do paciente, com a expertise do órgão, de modo a fazer a melhor ação possível em Rondônia.

 PONTO-SATÉLITE

Por ser o único hospital credenciado ao Sistema Nacional de Transplantes – SNT da região Norte,  o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad – INTO, recomendou ao Hospital de Base que, após o início da realização dos exames, a unidade fosse considerada um “ponto-satélite” para receber todos os tecidos e fazer a distribuição para os hospitais dos estados do Acre, Amazonas, Pará e Roraima, a fim de facilitar a logística.

CIRURGIAS

No tocante às cirurgias de transplante de tecido ósseo, Thais Santos ressaltou que, os trâmites estão em andamento para que os procedimentos sejam realizados ainda neste mês de agosto, no Hospital de Base Ary Pinheiro. “Com as cirurgias sendo feitas no local de origem do paciente, isso vai gerar redução de custos para o Sistema Único de Saúde – SUS, diminuindo despesas de hospedagem com pacientes em Tratamento Fora de Domicílio – TFD e seus parentes acompanhantes, como acontece com aqueles que precisam ser transplantados no Into, por exemplo”, explicou.

AUXÍLIO

Para armazenamento de tecidos e cartilagens ósseas na temperatura ideal, a Secretaria de Estado da Saúde – Sesau está realizando o processo de compra de um freezer adaptado a -80º C, para auxílio na realização dos transplantes. “Essa é uma preocupação do Governo para que este serviço seja ofertado para a população do Estado de Rondônia, tendo em vista que são pessoas que aguardam na fila pelo transplante há muito tempo”, destaca a responsável pelo fluxo ambulatorial, Aldemira de Souza.

FONTE: SECOM/RO

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CHARGE – CARTUNISTA

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. 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Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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