Resenha Politica

Hildon principal cabo eleitoral; Máximo a pedra no caminho da Mariana; Eleições municipais vão agitar o ano – Por Robson Oliveira

PREFEITO 

As eleições municipais para prefeitos vão agitar o ano e, nos próximos dois meses, muitos pretendentes vão levar rasteira dos padrinhos e dos mandatários das principais legendas. Na capital, Hildon Chaves, principal cabo eleitoral, tem avisado (inclusive para esta coluna) que a sua candidata à sucessão é Mariana Carvalho, ex-candidata derrotada ao Senado Federal. Chaves, além de bom gestor, aprendeu rápido as manobras dos bastidores políticos e tem acertado nas decisões tomadas. E erra, tão somente, por negligenciar em manter sob seu controle uma estrutura partidária mais robusta do que o falimentar PSDB.  

ENTOURAGE 

Mariana tem demonstrado, nas duas campanhas majoritárias que disputou, prefeito e Senado, uma candidata inicialmente competitiva que no decorrer da campanha perde fôlego e termina derrotada. Ao explorar nas peças publicitárias de campanha excessivamente a plástica e a bajulação, perde no conteúdo e termina expondo o que o eleitor mais atento nas campanhas majoritárias espera do seu ungido que é a experiência e a firmeza para as funções que se propõe a exercer. A entourage que costuma tocar sua campanha ajudou nas derrotas.  

INTRUSO  

Outro fator que contribui negativamente para uma eleição de cargo majoritário da jovem Mariana é a influência pesada do braço do genitor no curso da campanha que termina atrapalhando por restar perceptível ao eleitor. Um exemplo clássico foi a maluquice de figurar na chapa senatorial como primeiro suplente. Nas eleições municipais, que também foi derrotada, Aparício Carvalho dava a última palavra em tudo, fazendo transparecer que, numa vitória, seria o pai a governar. Algo que não está muito longe da realidade. Nestas eleições, é um aspecto para os adversários explorarem, mesmo numa eleição em que Hildon Chaves jogará todo seu prestígio para eleger a pupila.  

MÁQUINA 

Não será também fácil para os adversários de Mariana Carvalho enfrentar uma candidata favorita a uma vaga ao segundo turno com toda a estrutura da máquina administrativa municipal reforçando a campanha. Quem se escalar na disputa terá trabalho em dobro para fiscalizar a campanha em si e a entourage, aboletada nos cargos públicos que, não raro, usa indevidamente da função pública na campanha. Trabalho para os advogados nestas eleições com novos ares nas cortes superiores é o que não vai faltar.  

PEDRA 

O deputado federal Fernando Máximo, o mais bem votado nas eleições de 2022, poderá ser a pedra no meio do caminho da Mariana Carvalho (ex-candidata derrotada ao Senado). Máximo também é jovem, bem articulado nas mídias sociais, evangélico fervoroso e possui um discurso com conteúdo mais denso do que a filha de Aparício Carvalho.  

ALVO 

O deputado federal Fernando Máximo é também um eventual candidato a ser abatido no meio do caminho pelas investigações em curso sobre aquisição de testes de covid, embora até o momento nada do que foi apurado pela Polícia Federal apontou alguma conduta criminosa do parlamentar na compra dos kits. Caso consiga sobreviver ileso às investigações, tem todos os predicativos para impor mais uma derrota a Mariana de Carvalho.  

ALTERNATIVAS 

Corre por fora na disputa pela prefeitura de Porto Velho o jovem Vinícius Miguel (PSB), Fátima Cleide (PT), a deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil), entre outros poucos competitivos. As duas primeiras legendas viraram uma federação nas últimas eleições e, portanto, vão ser obrigados a estar juntos nas eleições municipais em razão da legislação, o que implica que um dos dois (Vini e Fátima) ficará fora da disputa majoritária. Já Lopes, que disputou com Chaves nas últimas eleições municipais o segundo acirradíssimo, para confirmar a candidatura terá que vencer primeiro Fernando Máximo, uma vez que ambos são filiados ao União Brasil. São várias alternativas na capital, mas todas com pedras no meio do caminho.  

ARIQUEMES 

A prefeita Carla Redano, de Ariquemes, é no momento favorita a permanecer por mais quatro anos no paço municipal, mas o favoritismo tende a diminui na hipótese de o ex-candidato a deputado federal pelo PSD, Rafael Fera, conseguir registrar candidatura. Trata-se de um vereador cassado por condutas questionáveis judicialmente que, no entanto, foi incapaz de reverter uma cassação aparentemente sem justa causa. O Fera é um daqueles candidatos que ingressou no meio negando a política em si, embora quando alcança o desiderato eleitoral fuça nela tanto quanto aquele que condena. 

JIPA 

No segundo maior colégio eleitoral de Rondônia, Ji-Paraná, do MDB, está encalacrado em investigações policiais até o pescoço por supostos malfeitos, e não é possível afirmar se estará ou não apto (ou até livre) para disputar um segundo mandato. Entretanto, o município tem uma boa opção que é o ex-prefeito Jesualdo Pires (PSB), embora quando instado a falar sobre uma candidatura ele desconverse. Desde que Pires deixou a administração municipal, os sucessores foram um desastre e Jipa perdeu a condição de município arrumado, bonito e progressista. Hoje, pelos ocorridos, o futuro é incerto.  

CACOAL 

Já em Cacoal o atual prefeito Fúria é bem avaliado, mas é outro agente político que não raro mete os pés pelas mãos e poderá ser obrigado a passar por constrangimentos nos próximos meses. Caso consiga também conter sua fúria desmensurada pelo poder e diminuir as brigas internas com a Câmara Municipal, o segundo mandato é um futuro bem promissor. Perde para a própria fúria.  

SEGURANÇA 

A Energisa tem reforçado aos clientes a orientação para garantir o pagamento seguro das faturas de energia. Além da comodidade a conta impressa na residência, os consumidores têm a opção de aderir ao recebimento da fatura digital, bastando apenas cadastrar o e-mail para receber o documento eletronicamente. Além de ser uma prática sustentável que reduz o uso considerável de papel e facilita o controle das contas. É a Energisa propiciando ao consumidor o ingresso na era digital.  

BOLETO  

Quanto ao pagamento por boleto, é importante o consumidor prestar atenção em relação ao banco emissor, que, no caso, é o Itaú. Isso assegura a correta identificação da transação e evita possíveis transtornos. Ao optar pela quitação via Pix, o cidadão deve verificar que conste como recebedor a Energisa Rondônia. É uma medida que garante a efetiva quitação da fatura. Todas as orientações suplementares estão disponíveis nos canais da empresa e no site oficial energisa.com.br. É preciso atenção para saber se está acessando a página correta da companhia. A empresa dispõe também de uma Ouvidoria para eventuais dúvidas através do canal suporte 0800 647 7992.  

FÉRIAS 

Depois de três semanas de férias estamos de volta para levar aos leitores nossas avaliações sobre os cenários políticos, em particular de Rondônia. Nem sempre os políticos gostam ou concordam conosco, mas é vida que segue, independente dos humores dos personagens que são habituês da coluna.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA  POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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