Interessante

Grávidas estão no grupo de risco da covid-19

Mães de recém-nascidos também foram incluídas; especialista dá dicas de prevenção e diz que não há evidências de transmissão pelo útero

O Ministério da Saúde passou a incluir a partir de abril as gestantes e as puérperas, mães de recém-nascidos, na lista do grupo de risco para o novo coronavírus. Segundo a pasta, elas estão mas vulneráveis aos efeitos da covid-19 no período de 45 dias após o parto.

A decisão foi baseada em estudos e conhecimentos já consolidados sobre a atividade de outros coronavírus e do vírus da gripe. O ministério destaca que elas são mais suscetíveis a infecções em geral.

“Estudos científicos apontam que a fisiopatologia do vírus H1N1 pode apresentar letalidade nesses grupos associados à história clínica de comorbidades dessas mulheres. Sendo assim, para a infecção pelo coronavírus, o risco é semelhante pelos mesmos motivos fisiológicos, embora ainda não tenha estudo específico conclusivo”, afirma em nota.

Cuidados necessários antes e depois do parto

O ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), ressalta que as grávidas não podem interromper o pré-natal.

“Tem que continuar fazendo as consultas, mesmo que seja virtualmente”, destaca. “Mas para as grávidas de alto risco [que apresentam comorbidades como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes] o atendimento deve ser presencial”, acrescenta.

O especialista também destaca a importância de fazer o isolamento social e recomenda o uso da máscara de pano sempre que for necessário sair de casa.

“O ideal é evitar sair, mas se precisar vai de máscara. O uso de máscara não é bobagem. Países como República Tcheca e Cingapura controlaram [a disseminação do vírus] com essa medida”, afirma.

“A máscara de pano não é tão eficaz quanto a cirúrgica, mas se não houver contato próximo com outras pessoas, ela protege muito bem”, compara.

Além disso, é importante seguir as recomendações de higiene feitas pelo Ministério da Saúde, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar álcool 70%.

Caldeira afirma que por enquanto não existem evidências científicas de que o novo coronavírus possa ser transmitido da mãe para o feto ainda no útero ou para o bebê recém-nascido durante o parto.

“Há alguns trabalhos mostrando casos de bebês com dois dias testando positivo [para a covid-19], mas não se sabe exatamente como ocorreu a transmissão, faltam mais pesquisas para poder tirar conclusões”, pondera.

O leite materno também não é contaminado pelo novo coronavírus, de acordo com os conhecimentos adquiridos até agora. Entretanto, as mães que testaram positivo para o vírus e estão com sintomas como falta de ar e febre alta não devem amamentar.

“Nesse caso, ela deve tirar o leite e colocar na chuquinha para que o marido dê o leite ao bebê. Não tem vírus no leite. O perigo é contaminar a criança ao tossir e espirrar”, explica o ginecologista.

Ainda de acordo com ele, se a mãe tem a covid-19, mas apresenta sintomas leves, pode ela mesma dar o leite ao filho. “Deve colocar a máscara e pode amamentar normalmente”, orienta.

 

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]