Esporte

Governo vem tentando intervir na escolha do novo Procurador Geral do MP

Confúcio, que sempre pregou a “não interferência” quer um Ministério Público “mais light”; e ainda, prefeito de Cacoal nega acusações e diz que vereadora “quer cargos”

Outro lado

O prefeito de Cacoal Padre Franco visitou a redação de Painel Político nesta quinta-feira e “descascou” a CPI montada pela Câmara de Cacoal, que segundo ele, “foi a maior palhaçada do mundo, feita por pessoas incompetentes, vingativas e perseguidoras”. Suas declarações tinham como alvo a vereadora Maria Simões (PT – mesma legenda do padre) e o vereador Adailton Fúria (PRB), que segundo o prefeito “gastaram mais para fazer a CPI do que a alegada propina de R$ 190 mil”.

Cargos

De acordo com Franco, a CPI foi montada em retaliação ao fato dele nunca ter cedido aos pedidos de cargos feitos pela vereadora Maria Simões, “ela queria indicar a secretaria de agricultura e de esportes, além de 10 portarias de livre nomeação”, declarou o prefeito. Ele disse também que nunca cedeu a esse tipo de acordo, “nem vai ceder”.

Denúncias

O prefeito confirmou ter pago os R$ 349 mil, conforme havia relatado o ex-secretário de saúde Márcio Weder, a empresa Esfinge “por uma medição que estava correta e havia sido assinada pelo controle interno da prefeitura, pelos engenheiros, arquiteta e o próprio empresário, eu tinha que pagar, o serviço estava feito”, declarou. E o prefeito continuou, “esse Márcio queria R$ 35 mil do empresário, que se recusou a dar o dinheiro e por isso ele inventou essa história toda”, disparou.

UPA

Ainda de acordo com o prefeito, a licitação da Unidade de Pronto Antedimento havia sido licitada 3 outras vezes anteriormente, com valores superiores ao qual ele conseguiu na última vez, “já tinham cotado isso em mais de R$ 2,5 milhões, eu consegui fazer a R$ 1,9 milhão”, declarou. O prefeito também afirmou que não acredita em pagamento de propina que supostamente teria sido recebido anteriormente por pessoas ligadas a prefeitura, “não tem cabimento uma pessoa pagar uma propina desse valor”, segundo ele.

CPI ilegal

O prefeito de Cacoal também afirma que a CPI instaurada pela Câmara é ilegal, “ela teve início a partir de uma gravação que não foi autorizada pela outra parte, é ilegal, não tem valor jurídico”, afirmou. Para ele a comissão deveria ter ido visitar as obras da UPA, “mas nunca foram, preferiram gastar dinheiro indo a Minas Gerais para tentar descobrir bens em nome de uma pessoa que trabalha comigo, e não conseguiram encontrar nada”.

Márcio Weder

Segundo o prefeito, que já teve 11 secretários de Saúde, Márcio Weder foi indicado pelo ex-presidente da Câmara de cacoal e quando ele resolveu nomea-lo, o senador Ivo Cassol, com que Weder havia trabalhado, teria alertado Franco sobre essa indicação, “tome cuidado com esse rapaz”, teria dito Cassol, segundo contou o prefeito.

“Ela quer ser expulsa”

Em relação a vereadora Maria Simões, segundo Franco, ela quer ser expulsa do PT, e esse também seria um dos motivos da abertura da CPI e dela sempre votar contra qualquer medida da prefeitura, “ela foi contra o Minha Casa, Minha, Vida, foi contra a Lei do Comércio, dizendo que era escravidão branca funcionário trabalhar aos domingos e foi contra um projeto meu que pagava combustível para quem emprestasse máquinas ou caminhões para o município”, disse. O prefeito também afirmou que a vereadora não vai ser expulsa, “já nos reunimos no PT e não vamos expulsa-la, mas ela não terá mais espaço para se candidatar”, adiantou.

De qualquer forma

A situação em Cacoal é no mínimo bisonha. O prefeito se diz acostumado a “apanhar”, mas garante que tudo que faz é pelo “bem do povo”. Do outro lado, vereadores possuem gravações com conversas nada republicanas, que apesar de não serem aceitas como provas em um tribunal, servem como base para investigações. O prefeito é comboniano e disse que “o máximo que podem tirar dele é a batina e o terço” e garante “não estar fazendo coisas erradas”. Vamos ver o que acontece agora.

Enquanto isso

Alheio a “questões mundanas” o governador Confúcio Moura andou circulando em Brasília onde se encontrou com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) e foi pedir socorro. E foi na cara dura mesmo, advocacia administrativa descarada, “fui pedir apoio politico do PMDB para a preservação do nosso mandato como governador do Estado, solicitei também para que nosso partido se empenhe inteiro em nossa defesa”, declarou Confúcio, cujo diploma foi cassado na semana passada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Não sei, mas acho que vi algo sobre tráfico de influência no Código Penal.

Funciona assim

Os membros do Ministério Público votam e elegem três nomes. Essa lista tríplice é encaminhada ao governador (?) e ele nomeia quem ele achar que deve, independente do resultado da votação. Em 2011, Héverton Aguiar foi o mais votado e Confúcio, pregando “a não interferência”, não titubeou e aceitou a indicação da maioria, coisa que Ivo Cassol não fez. A assembleia aprovou uma emenda constitucional que retirava do Executivo o poder de nomeação, ou seja, a escolha ficaria a cargo do MP. Em 2013 Héverton Aguiar foi reconduzido por ter sido o mais votado. O governo também não interviu.

O problema

É que no final de 2014 o MP deflagrou a Operação Platéias que culminou com a ida “sob vara” de Confúcio para a delegacia, além de prender pessoas ligadas a ele. Agora em 2015 o MP está escolhendo sua lista tríplice e o sucessor de Aguiar. E dessa vez o governo está intervindo diretamente. Confúcio já havia entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade derrubando a emenda e algumas articulações a portas fechadas estão sendo feitas no sentido de cooptar os candidatos para que o MP seja “mais leve”, traduzindo, “deixe o PMDB em paz”. É uma atitude completamente anti-republicana e tipicamente peemedebista.

Só para relembrar

Héverton Aguiar fortaleceu o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e o Centro de Atividades Extrajudiciais (CAEX), importantes órgãos do MP que realizaram trabalhos de investigação em praticamente todas as áreas, deflagrando importantes ações como a Operação Termópilas (2011) que desarticulou um pesado esquema de corrupção envolvendo deputados e assessores do governo, Operação Feudo, que desarticulou a organização que atuava no SEBRAE de Rondônia; Operações Vórtice e Endemia, em conjunto com o MPF, Operação Ludus, Operação Platéias, Operação Zagreu, Operação Baco, enfim, todas com resultados positivos, que desarticularam grupos que agiam em várias esferas de poder.

Será lamentável

E um retrocesso descomunal, se o Ministério Público do Estado, ou qualquer um de seus membros, se deixe levar pelo “canto da sereia” governista em troca de um cargo que dura no máximo quatro anos, mas que faz a diferença na biografia de seu titular. Aguiar deixa o cargo de Procurador com um saldo positivo, que tenha cometido erros, mas errou tentando acertar. Pior são que sequer tentam. Para esses a história tem um lugar em sua galeria, chama-se ostracismo.

Eu não!

O ex-secretário de Justiça do Estado, Fernando Antônio de Souza Oliveira em contato com a coluna informou que nunca participou de nenhum grupo de trabalho do governo Confúcio Moura. Oliveira, que atualmente é corregedor da Polícia Civil em Cacoal, afirmou que deve ter sido algum engano o nome dele ter aparecido na denúncia feita pelo cidadão Luiz Carlos de Souza contra os grupos de trabalho, protocolada essa semana no Ministério Público e Tribunal de Contas.

Para contatos

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Diabetes: monitor e pâncreas artificial substituem furo no dedo e injeção

Furar o dedo várias vezes ao dia para monitorar o açúcar no sangue e ter de aplicar insulina com a mesma frequência podem deixar de fazer parte da vida dos diabéticos. Um projeto de pâncreas artificial e um monitor de glicose que funciona por 14 dias sem a necessidade de perfurações são algumas das inovações que serão apresentadas a partir desta quinta-feira (12) no 1º Simpósio Internacional de Novas Tecnologias em Diabetes, em São Paulo. Promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o evento vai até sábado e mostrará inovações no controle e no tratamento da doença que atinge mais de 13 milhões de pessoas no país. Para monitoramento da diabete, será apresentado um monitor já comercializado na Europa e em processo de aprovação no Brasil. Com ele, o paciente coloca sobre a pele um dispositivo com uma agulha muito fina que pode permanecer no local por até 14 dias sem precisar de substituição. Para saber o índice glicêmico, basta que o paciente aproxime o monitor dessa área da pele. Por meio de um sistema de scanner, o monitor lê a informação e informa no visor.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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