Resenha Politica

Governo do Estado não deveria transformar a questão do retorno presencial dos estudantes rondonienses numa questão ideológica – Por Róbson Oliveira

Esta gritaria pelo voto impresso é lorota. Papo furado. Coisa de maluco que procura pelo em ovo para manter acesa esta polarização de jumentos desvairados

POLÊMICA

Afeito a criar factoides com situações que aparentemente não são fáceis para comprovação científica ou tecnológica, a exemplo do uso preventivo da cloroquina no tratamento precoce da Covid, o presidente Jair Bolsonaro agora insiste que o sistema eletrônico das urnas brasileiras é passível de fraude. E garante que na eleição passada, em que conseguiu a vitória, houve fraude. Esses factoides servem de motivação para que os seguidores do presidente ocupem as ruas, embora cada vez é número menor.

LIVE NA MENTIRA

Uma live feita pelo presidente Jair Bolsonaro, quinta-feira passada (27), voltou a espinafrar o sistema de votação eletrônica e cobrar o voto impresso. Na live Bolsonaro havia prometido apresentar as provas das supostas fraudes na segurança do sistema eleitoral brasileiro. O que se viu, no entanto, foram ilações vazias, que foram desmentidas imediatamente em tempo real pelo perfil do Tribunal Superior Eleitoral no Twitter.

PACOBA

Após a aparição do presidente nas mídias sociais com ar beligerante, aliados preocupados com o desgaste pediram para que ele (Bolsonaro) parasse com suas denúncias (mentiras), evitando confronto com a corte superior eleitoral: em vão. Bolsonaro, além de continuar tripudiando contra o presidente do TSE, manteve todas as denúncias da suposta fraude sem apresentar um indício mínimo de plausibilidade e ainda passou um pito mandando que o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, baixasse a crista. Um pito típico de ditadorzinho de republiqueta pacoba.

SEGURANÇA

No mundo virtual não são raras as constatações de que a segurança é violada. Aliás, as provas de violação têm gerado bilhões de investimentos na automação bancária, por exemplo. No caso das urnas eletrônicas, diferente das máquinas conectadas na rede mundial, as urnas não compõem a rede. Portanto, por serem logadas individualmente a possibilidade de fraude está afastada, exceto na manipulação humana de sua programação que é acompanhada por fiscais partidários, assim como em suas lacrações.

DEVAIRADOS

Nenhum político com o qual este cabeça chata trabalhou em campanha alegou que perdeu em razão de fraude nas urnas. As campanhas estão profissionalizadas e os métodos estatísticos para apurar o humor eleitoral são exatos. Esta gritaria pelo voto impresso é lorota. Papo furado. Coisa de maluco que procura pelo em ovo para manter acesa esta polarização de jumentos desvairados.

LOROTA

O candidato faz pesquisa para consumo interno e sabe antecipadamente se fracassará ou não no dia da eleição. Os que alegam serem vítimas de supostas fraudes, basta analisar sem paixão, perderam suas eleições porque não fizeram o dever de casa. É elementar colocar a culpa em algum fator de difícil comprovação para mascarar os próprios erros. Marcos Rocha, por exemplo, saiu da condição de azarão do pelotão dos desconhecidos para ser catapultado a governador e nem por isso o candidato por ele derrotado usou a lorota de fraude nas urnas para justificar a fragorosa derrota.

ESTRATÉGIA

As urnas podem até ser violadas, mas é lorota de que alguém aqui perdeu as eleições em razão disso. Quem perde lambe as feridas e escamoteia a verdade para justificar a derrota. Exceto Bolsonaro, que, mesmo sendo vencedor, acha que venceu numa eleição fraudada. Será? E os petistas acham mesmo que foram fraudadas por um golpe judicial. Aliás, esta polarização de versões alimenta os extremos e anula o centro. Daí a estratégia de aumentar o tom com dedo em riste contra a democracia.

SUSPENSÃO

Na coluna anterior anunciamos que o Tribunal de Contas do Estado havia anulado a audiência pública convocada pela prefeitura municipal da capital para debater a contratação de empresa de recolhimento do lixo do município. O CREA requereu sim a anulação da audiência devido à falta de transparência nas discussões, mas até o momento o TCE não decidiu. Erramos ao antecipar uma decisão que sequer saiu.

ANORMAL

Os críticos desse processo para a contratação da empresa do lixo na capital alegam que a audiência pública, fundamental na legalidade do certame, ocorreu num final de tarde de uma sexta-feira com restrições às pessoas debaterem os temas e os pontos contratuais com mais profundidade. Não é normal mesmo convocar para debater sobre um tema desta importância para o município e os munícipes com restrições de tempo para perguntas e num final de tarde qualquer. É preciso transparência com discussão mais ampliada. De preferência transmitida pelas mídias sociais devido às restrições impostas pela pandemia.

VASSALAGEM

O Governo do Estado não deveria transformar a questão do retorno presencial dos estudantes rondonienses numa questão ideológica. O debate tem que ser sanitário, com variáveis técnicas e estatísticas de pessoas vacinadas. Rondônia é um dos estados que menos vacinou e o mundo voltou a ficar de alerta com a chegada do vírus Delta, classificado como o mais letal de todos os conhecidos. Os professores da rede estadual e municipal estão sendo vacinados, o que é muito bom, mas as crianças e os adolescentes não. Voltar às aulas presenciais sob o pretexto de vassalagem política é condenar à morte nossos filhos para fazer graça a um pai presidencial que não põe limite aos seus rebentos. Aulas, sim. Quando todos estiverem seguros para que alunos não virem estatísticas de óbitos. Estamos ainda numa pandemia, não é uma gripezinha qualquer, embora tenhamos governador que tripudie da doença por pura vassalagem.

CIVILIDADE

Encontrei o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, embarcando do aeroporto da capital federal em direção ao de Porto Velho, sem aquele indefectível gorro. Educadamente o secretário cumprimentou as pessoas da fila do embarque (mesmo não me reconhecendo), inclusive eu. Foi uma troca de cumprimentos civilizada como requer a boa etiqueta. Máximo estava retornando depois de dias exaustivos perambulando pelos ministérios afins em busca de recursos e vacinas. Não sei se a viagem foi exitosa, entretanto, nosso primeiro encontro cara a cara foi fraterno, apesar das críticas ácidas que a coluna faz.

SEQUELAS

Cresce a pressão entre os tucanos para que o prefeito da capital, Hildon Chaves, seja candidato a candidato a governador. A pressão tende a aumentar na medida que o calendário eleitoral se aproximar de 2022 e pode provocar racha entre os partidos que hoje dão sustentação à administração municipal de Porto Velho porque o grupo trabalha hoje para viabilizar a postulação do senador Marcos Rogério (DEM). A pressão vai ser grande, de todos os sentidos, inclusive para que não dispute o pleito estadual. Um racha nesse grupo deixa sequelas tão profundas que provavelmente afetará as candidaturas. Exemplos é que não faltam.

AVALIANDO

Em conversa com este cabeça chata o ex-governador Daniel Pereira revelou que avalia o cenário estadual para definir o cargo que pretende disputar em 2022. A princípio está disposto a disputar uma vaga de deputado federal e, dependendo do cenário, não descarta a senatorial. Enquanto avalia e não decide, está aí um bom nome para compor uma chapa majoritária na condição de vice. Embora tenha estofo para almejar a titularidade.

LAÇOS

Depois de anos atritados, acertamos as diferenças por telefone e programamos um encontro neste final de semana próximo regado a umas geladas. Daniel cumpriu com dignidade os cargos de deputado, vice-governador e de governador. Errou na relação comigo, mas agora, após quatro anos de desentendimentos, reatamos uma relação respeitosa que começou trinta anos atrás através de lutas que se projetaram ao tempo.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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