Noticias

Governo de Rondônia havia declarado que era “Fake News” as denúncias da compra de testes rápidos sem registro na Anvisa

A compra foi toda errada. A empresa não tinha capacidade financeira para uma venda milionária, não cumpriu os prazos estabelecidos em edital, não entregou todos os produtos que foram pagos e os que foram entregues ao Estado, não tinham registro na Anvisa. Além disso, o governo pagou adiantado R$ 3 milhões.

Essas foram as motivações para a deflagração da Operação Polígrafo, da Polícia Federal que apura as irregularidades acima e cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC) e Rio de Janeiro.

As irregularidades foram apontadas em reportagens do Nahoraonline, PAINEL POLÍTICO e Rondonia Dinâmica, que em parceria investigaram e divulgaram as anomalias no processo licitatório, feito às pressas pelo governo de Rondônia, que chegou a desmentir publicamente as informações, alegando que tudo não passava de ‘fake news” e “intriga da imprensa marrom”.

Tanto o governador Marcos Rocha (PSL), quando o secretário de Saúde Fernando Máximo afirmaram que o processo era lícito, e tentaram justificar inclusive o valor superfaturado. A prefeitura de Porto Velho havia comprado, na mesa data, kits de testes rápidos por quase a metade do preço, produzidos na Alemanha e com registro na Anvisa. Os que o governo comprou foram adquiridos na China e possuem alta margem de erros. Os kits chegaram a ser denunciados pelo prefeito de Ouro Preto pela falta de confiabilidade.

Além do mais, o governo, alegando ‘emergência’, se responsabilizou pelo transporte dos kits de São Paulo a Porto Velho, e para isso foi enviado um avião do Corpo de Bombeiros, que ficou quase uma semana esperando a liberação da mercadoria, pagando hangar, diárias e combustível.

Com base na análise dos processos licitatórios, a CGU constatou ainda indícios de favorecimento à determinada empresa em detrimento daquelas com propostas mais vantajosas, bem como o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões , sem apresentação de garantias suficientes para cobrir os riscos relacionados à entrega dos produtos. Esse montante foi bloqueado judicialmente na esfera cível, a pedido do Ministério Público, até a conclusão das investigações.

Essa empresa, suspeita foi alvo da “Operação Dispneia”, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de abril, com objetivo de apurar irregularidades na venda de respiradores pulmonares à Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza/CE.

Os investigados serão ouvidos na sede da Polícia Federal e responderão, na medida de sua participação, pelos crimes de fraude à licitação, corrupção, peculato, falsidade ideológica e associação criminosa, dentre outros ilícitos a serem apurados.

O nome da operação “Polígrafo” refere-se ao aparelho eletrônico conhecido popularmente como detector de mentiras, como menção às fraudes e direcionamentos das licitações.

FONTE: PAINEL POLITICO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]