Resenha Politica

Governo de Rondônia falhou; Poucos partidos grandes estão disponíveis para filiar Rocha; Saudades do Pimentel “O gordo grosseiro”

COLAPSO 

Ao reconhecer no Jornal Nacional que o sistema de saúde de Rondônia entrou em colapso, Fernando Máximo, Secretário Estadual da Saúde, por vias indiretas, reconheceu que o executivo estadual errou no planejamento dos leitos. Mas se observarmos as falas do chefe do executivo vamos verificar que em relação à fase mais restritiva, quando é possível evitar que o vírus tenha uma maior propagação, o governo falhou.  

 

PROTOCOLOS 

E falhou porque optou em seguir uma orientação ideológica no enfrentamento da doença ao invés das recomendações científicas. Uma imersão nas entrevistas do secretário, governador e apaniguados no início da pandemia veremos que todos eles indicavam protocolos com drogas que os cientistas e infectologistas mais renomados garantem que não possuem serventia para nada, especialmente para prevenção da Covid 19. Mas o Governo de Rondônia insistia nestes protocolos. O caos encontrou no estado, assim como no Amazonas, um terreno propício para se propagar e ceifar vidas em razão de uma visão política coalha em seu enfrentamento.  

 

SAUDADES 

Podemos falar o que quisermos dos defeitos do antecessor de Fernando Máximo na Sesau, mas Williames Pimentel foi operoso na pasta em resolutividade, gestão e competência. Enquanto o atual é bom de papo furado, o antecessor era econômico nas palavras e um trator no enfrentamento dos problemas. Embora a coluna criticasse a forma grosseira pela qual Pimentel tratava alguns subordinados, ele saberia encarar com competência a atual crise sanitária que assola o sistema de saúde rondoniense, e não estaríamos no caos que estamos imersos, contabilizando todos os dias os nossos mortos. Falta a Máximo o mínimo de resolutividade e operosidade na condução da pasta. Eita saudades do gordo grosseiro… 

 

ELEIÇÕES 

No segundo semestre as eleições estaduais do próximo ano entram definitivamente na pauta eleitoral com os grupos partidários se agrupando. O governador Marcos Rocha está sem partido e avalia em qual deles deverá ingressar para disputar a reeleição, apesar de repetir o mesmo mantra dos antecessores de que não definiu a candidatura.  

 

Dos partidos grandes, com tempo razoável de TV e rádio, poucos estão disponíveis para filiar Rocha, exceto o retorno ao PSL. Nesta campanha necessitará de um bom tempo da TV e rádio para se defender dos ataques e defender as ações do governo, diferente da anterior que dispunha de poucos segundos, mas foi puxado pela onda bolsonarista. Como dispõe de tempo para escolher o partido a ingressar vai procrastinar o que puder antes de filiar. 

 

MANTRA 

Agora, diferente de 2018, o coronel Marcos Rocha vai à reeleição sob o crivo da avaliação do eleitor que julgará nas urnas as ações concretas de governo e não mais aquele discurso vazio que pedia o voto sob a justificativa de ser amigo do Bolsonaro. As eleições municipais são exemplos de que este discurso não vinga em 2022. Rocha terá que mudar o mantra que tanto repetiu senão os concorrentes desmontam seu discurso nos debates que deverão ocorrer nas eleições do ano que vem. É possível que evite participar de todos, embora o da Record e da Globo não tem como fugir.  

 

RUDE 

Mesmo reconhecendo que as providências restritivas adotadas por algumas prefeituras de Rondônia para conter o coronavírus estejam corretas – o que provoca aos setores mais atingidos (restaurante, bares, eventos, bodegas, cabeleireiro, entre outras) irritações e reações mais acerbas -, os prefeitos alvos dessas desconformidades deveriam controlar os nervos e relevarem as críticas. Quem está em cargo público corre o risco de injustiças e críticas, o que é absolutamente normal numa democracia. Contudo, xingar e ameaçar aqueles que discordam não é forma mais adequada para um prefeito. Foi o que ocorreu em Ji-Paraná quando o chefe do executivo municipal rebateu um contribuinte de forma rude e incivilizada. 

 

OUTDOOR  

Enquanto os órgãos de controle permanecem aparentemente inertes, coube ao advogado Caetano Neto ingressar com uma ação na Justiça Estadual visando responsabilizar Marcos Rocha por propaganda antecipada ao colocar outdoor no estado com mensagens de feitos administrativos que ferem dispositivos constitucionais, a exemplo da impessoalidade. O advogado requer uma investigação e que os recursos gastos com a peça promocional sejam devolvidos ao tesouro com as reponsabilidades civis e penais dos que deram causa.  

 

TARTARUGA 

A continuar a lentidão com que estão vacinando ainda os profissionais de saúde que estão no front do combate à Covid, a população nas faixas abaixo de 80 anos continuará sendo contaminada e alguns indo a óbito em razão da falta de vacinas suficientes para imunizar com mais rapidez os rondonienses. Já há previsões catastróficas de uma suposta terceira onda de contaminação feita por pesquisadores respeitáveis e infectologistas renomados. A verdade é que nossas autoridades continuam errando no enfrentamento ao vírus.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUAN RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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