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Governo da cooperação abandona polícia civil: policiais trabalham com risco de morte devido a precariedade gas delegacias

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) aponta que 99% das delegacias de Rondônia estão deterioradas e precisam ser reparadas. Ao todo são 68 instalações do estado, 27 na capital e 41 no interior. A situação é extremamente precária: mato alto, carros abandonados, sucata, caixas d´água abertas, barro, fiação exposta, pisos quebrados, ferrugem, mofo, entre outras precariedades.

Servidores reclamaram das condições escassas de trabalho. Segundo a diretoria geral da Polícia Civil, as Unidades Integradas de Segurança Pública (Unisps) serão alojadas até o final de 2015, para resolver esta situação. Entretanto, o Sinsepol vai recorrer ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na próxima semana. O objetivo é que as soluções sejam resolvidas com urgência.

Ainda segundo a Polícia Civil, alguns servidores do órgão recebem adicional de insalubridade e periculosidade para suportarem estas condições deploráveis.

 

99% das delegacias de Rondônia estão sucateadas, diz sindicato

Reportagem do G1 percorreu delegacias do estado.

Diretor-geral da polícia diz que investimento em reformas não compensa.

Ana Fabre*

Do G1 RO

 

Um levantamento do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sinsepol) aponta que 99% das das delegacias de Rondônia estão sucateadas e precisam de uma reforma completa. Do total de 68 instalações do estado (27 na capital e 41 no interior), o G1 percorreu 11 delegacias e registrou imagens da situação dos locais. A precariedade é evidente. Do lado de fora, mato alto, carros abandonados, sucata, caixas d’água abertas e barro. Da porta para dentro, fiação exposta, pisos incompletos, banheiros praticamente inutilizáveis, infiltrações, aparelhos de ar condicionado quebrados, ferrugem, mofo, sujeira e falta de equipamentos.

Em quase todos os lugares visitados por nossa reportagem, servidores reclamaram das condições de trabalho. A diretoria geral da Polícia Civil informou que Unidades Integradas de Segurança Pública (Unisps) serão instaladas até o final de 2015, para resolver o problema. Mesmo assim, o Sinsepol acionará, na próxima semana, o Ministério Público do Trabalho (MPT). A intenção é que o órgão verifique a situação e ajuíze eventuais ações. “Não existem condições de trabalho. Além da parte física, há questões de pessoal”, avalia o presidente do sindicato, Jales Moreira, dizendo também que o número de servidores é insuficiente para atender a demanda de ocorrências. Para a entidade, os funcionários de Segurança Pública do estado convivem diariamente em condições insalubres.

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Rondônia (Sindepro) também cobra melhorias. “Seremos incansáveis e persistentes para alcançarmos as condições de trabalho que possam dignificar a atuação do delegado de polícia, indispensável à Justiça e à ordem jurídica do Estado de Rondônia”, ressaltou o presidente da entidade, Antônio Sobral.

O diretor-geral da Polícia Civil, Pedro Mancebo, afirmou que alguns servidores da corporação recebem adicional de insalubridade e periculosidade, justamente para “enfrentar, muitas vezes, situações como essas”. Segundo ele, em 2012, foi elaborado um planejamento geral para reestruturar os órgãos de Segurança Pública do estado. Por meio do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise), foram destinados R$ 13 milhões para a construção de Unisps, que substituirão as delegacias. “Foi feita toda a parte burocrática já e as obras estão começando.” Ele informou, ainda, que sete unidades já estão em fase de construção e que todas estarão prontas até o final do próximo ano.

Mancebo descartou a possibilidade de realização de reparos paliativos nas delegacias. “A reforma nas delegacias é um investimento que não compensa”, afirmou, explicando que, com a instalação das Unidades Integradas de Segurança Pública, a ideia é transformar as delegacias em espaços para outros setores do governo ou para a própria Polícia Civil.

Porto Velho

Na Central de Flagrantes de Porto Velho, logo na entrada, o odor de urina incomoda. O local recebe todos os boletins de ocorrência da capital e abriga os infratores detidos pela Polícia Militar até a transferência para um presídio ou a liberação. O banheiro não possui papel higiênico, papel toalha e sabão e o vaso sanitário está sem tampa, além da impressão de que o lugar não é limpo há muito tempo. A cisterna da delegacia fica aberta e a bomba de água tem um remendo provisório. Faltam também cadeiras, equipamentos de informática e materiais em geral.

O pátio externo das Delegacias de Homicídios e de Crimes contra o Patrimônio Público está tomado pelo mato e pelos veículos apreendidos e abandonados. No interior, o piso está danificado, as paredes estão quebradas e há fios pendurados.

Em outra unidade da Polícia, a caixa de energia está enferrujada e a fiação existente está aparente e foi feita provisoriamente por técnicos pagos pelos servidores. A copa recebeu reparos também graças aos funcionários. A caixa d’água do local está a céu aberto.

Duas delegacias da capital foram reformadas com recursos levantados pelos funcionários. Os reparos já haviam sido solicitados à Secretaria de Segurança Pública há quase um ano. “Estamos implantando melhorias por conta própria, para que o servidor possa se sentir melhor no ambiente de trabalho. Há uma demora no atendimento das solicitações e a gente acaba se vendo obrigado a realizar as reformas”, contou um servidor do local, que não quis se identificar.

Extrema

O terreno onde a Delegacia de Extrema, distrito de Porto Velho, está construída é emprestado e o dono está pedindo a área de volta. Abrangendo a região da Ponta do Abunã, com 14 mil habitantes, entre os municípios de Vista Alegre, Nova Califórnia, Fortaleza do Abunã e Extrema, a Polícia Civil da localidade conta com um efetivo de cinco policiais, um datiloscopista, dois escrivães e um delegado. O prédio é antigo e nunca passou por reforma. Antes de ser sede da delegacia de Extrema, o edifício já abrigou os Correios, um posto de saúde e o Detran.

Cacoal

Em Cacoal, funcionam a Delegacia Regional, responsável por Cacoal, Espigão do Oeste, Pimenta Bueno e Ministro Andreazza, e as Delegacias da Mulher e a da Infância e Juventude. As três unidades funcionam em um mesmo prédio e espaço. A estrutura foi criada para atender uma população de 20 mil habitantes, mas hoje o município conta com aproximadamente 90 mil habitantes.

Desde a construção do edifício das delegacias, em 1984, foram realizadas pequenas ampliações internas. Não existem funcionários para realizar a limpeza do espaço físico, que é feita por apenados em regime semiaberto. Não há também valores disponíveis para a recuperação de peças de computadores e nenhum tipo de manutenção na parte elétrica. O prédio é mantido com a ajuda do Poder Judiciário, que repassa valores de multas para a manutenção da delegacia.

Ji-Paraná

Na 1ª DP de Ji-Paraná, a reforma da recepção foi paga com recursos levantados pelos servidores. Já banheiro do local está em péssimo estado e faltam papel higiênico, sabão e papel toalha. O único bebedouro da delegacia é antigo e não há copos descartáveis.

Ariquemes

A Delegacia Regional de Ariquemes, distante 200 quilômetros de Porto Velho, atende também os municípios de Alto Paraíso, Cacaulândia, Monte Negro, Rio Crespo e Cujubim e os garimpos Bom Futuro e Massangana. De acordo com funcionários do local, é preciso comprar até água e a internet é lenta, por isso, a associação dos policiais paga outro provedor. Um banheiro está interditado e os que funcionam estão em situação precária. Objetos apreendidos, bem como documentos, se amontoam nos corredores, por falta de depósitos. De acordo com os agentes, a cela de detenção provisória, conhecida como corró, não tem vaso sanitário, iluminação e nem condições de receber presos. Eles denunciam também falta de sala adequada para a realização de depoimentos, uma vez que, por falta de espaço, os escrivães ficam um ao lado do outro.

Na Delegacia de Defesa da Mulher e da Família do município, a estrutura não é muito diferente. Os funcionários também relatam falta de água, parte elétrica exposta e a suspeita da presença de animais, como ratos e morcegos em forros.

De acordo com o delegado regional de Cacoal, Thiago Flores, as duas delegacias estão em fase de transferência para outro prédio, que será alugado até a construção da Unidade Integrada de Segurança Pública.

Guajará-Mirim

Segundo informações do delegado Milton Santana, o prédio da delegacia de Guajará-Mirim é antigo, mas passou por reformas recentemente. Em 2013, algumas goteiras foram consertadas, o prédio foi pintado e paredes rebocadas. A delegacia é responsável pela região que vai do distrito de Araras até a comunidade Ricardo Franco, no Rio Mamoré, sentido Costa Marques. São aproximadamente 70 funcionários e dois delegados. “Os crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos de casas e veículos e tráfico de drogas, são intensos na região. Precisamos de, no mínimo, duplicar o número de servidores da polícia”, afirma o delegado.

Nova Mamoré

A delegacia de Nova Mamoré é subordinada a Guajará-Mirim. O prédio é pequeno, adaptado e também em condições precárias. Já há um projeto de reestruturação do local em terreno doado pela prefeitura. O início das obras depende de autorização do governo estadual.

Vilhena

Construída no ano de 1984, a Delegacia de Vilhena passou por uma pintura neste mês de maio. De acordo com um servidor que preferiu não se identificar, a pintura devia ter acontecido antes disso, pois as paredes estavam descascando. Por falta de espaço físico, motos e bicicletas que são apreendidas ou recuperadas são deixadas no pátio. A unidade atende ocorrências do município de Chupinguaia e distritos de Vilhena.

Atualmente a delegacia tem 110 servidores. Para o delegado regional, Fábio Campos, o número é insuficiente para atender a demanda, principalmente na área de peritos criminais. “Hoje, temos cinco peritos para atender os sete municípios do Cone Sul, 24 horas por dia. Ou seja, se acontece um homicídio em Cerejeiras, eles precisam se deslocar até a cidade vizinha”, afirma.

Em relação ao número de delegados, oito no total, Campos disse ser suficiente para conduzir investigações e despachar ocorrências. “O que precisamos mesmo é de escrivães e peritos criminais. Também precisamos de aparelhos tecnológicos para o trabalho pericial, pois ainda é insuficiente”, explica. Segundo o delegado, o governo estadual não tem mais atrasado o envio de materiais de expediente para a unidade, como folhas de papel e tonners para impressão.

Campos disse que, até o final deste ano, a Polícia Civil de Vilhena deve receber um novo prédio. A obra da unidade já foi iniciada. “Serão dois andares. Um espaço amplo, então vai ajudar bastante os nossos servidores”, conta.

*Colaborou: Jonatas Boni, Magda Oliveira, Mônica Santos, Eliete Marques e Dayanne Saldanha.

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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